Tribuna do torcedor

Prezado Gersão, bom dia!
Assim como um bolero de Ravel, o futebol costuma se repetir em ciclos de mesma nota, porém com atores diferentes. O triste fim do retorno azulino a série B mostrou erro que outrora já tínhamos vividos nos negros anos de série D, e nos de sem divisão também, e que se aceitados poderiam ter sido corrigidos com antecedência e quem sabe trazer um desfecho menos traumático ao que foi este ano.
O futebol vivi de um frágil equilíbrio entre gol feitos e tomados, sendo este equilíbrio difícil de conseguir em times de menor poder aquisitivo e/ou recém emergentes de divisões inferiores. Enquadra-se aí o Remo nos dois casos. Há anos o futebol brasileiro carece na produção de grandes goleadores, se antes produzíamos matadores de forma borbotoante, hoje os que chegam a míseros 20 gols na temporada (somando-se as vezes 3 ou mais competições) são considerados joias raras. E foi neste cenário que ao meu ver foi o real culpado pela ruina azulina este ano.
Durante as 38 rodadas vimos o Remo ser punido por times, sem o menor despeito a estes, que não tinham um elenco melhor que o nosso. Quantos jogos perdemos por uma única falha da defesa que resultou em gol do adversário e nosso time fustigou inclemente a defesa adversária sem concluir o gol? Falávamos do Gedoz perdedor de gols, porém quantas assistências foram dadas por ele e que não resultaram em gol? Como esquecer o jogo da volta entre Remo x Botafogo, donde aquele só fez o gol e o Remo sufocou o Fogão até o último minuto. O jogo de domingo foi o retrato de todo o campeonato em que o time avolumou o meio de campo, dominou as alas, cruzou dezenas de bolas e não concluímos a gol.
Dado o exposto nas linhas acima, atribuo o descenso do Remo a sua baixa produção de gols e aí entra a culpa da diretoria, que ao final do ciclo de contratações trouxe um único atacante no pacote de contratações. Ora, se o problema era em fazer gols, por que não investir pesado nisso? Um atacante competente poderia nos ter dado um empate no jogo em Belém contra o Operário ou contra o Goiás, até mesmo contra o Botafogo e aí nosso destino teria sido diferente.
Por fim, me alenta que a diretoria atual já teve um caso exitoso em subida para a série B. Estarei na torcida, como sempre, que os erros cometidos este ano, bem como os acertos, possam capitanear o planejamento para um novo acesso ano que vem, e desta vez até a briga pelo título.
Atenciosamente,
Afonso BarataAzulino eternamente. 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s