Sob o signo do equilíbrio

Paysandu x Remo, Copa Verde

POR GERSON NOGUEIRA

O Re-Pa dos fracassados saiu melhor que a encomenda. Foi um jogo vibrante no primeiro tempo e intenso na primeira parte da segunda etapa. Os mais de 10 mil bicolores presentes à Curuzu foram recompensados com um confronto dentro da melhor tradição dos velhos rivais. Até nos perrengues – Anderson Uchoa, ex-bicolor, foi expulso após se enroscar com Jhonatan, que foi mais esperto e escapou do vermelho.

A ressaca do rebaixamento atormentou o Leão nos primeiros instantes. Ciente disso, o PSC tratou de pressionar em busca do gol. Com boa participação de Marlon e José Aldo, ameaçou desde o início e chegou ao gol logo aos 13 minutos.

Jogada iniciada pelo lado direito com Jhonatan, que cruzou com perfeição para a chegada livre de José Aldo pela esquerda. O meia só teve o trabalho de completar para as redes de Vinícius.

Atarantado, o Remo não conseguia encaixar jogadas e era fustigado o tempo todo. Aos 26’, uma bola alta na área confundiu o goleiro Vinícius, que se chocou com o zagueiro Fredson e socou a bola nos pés de Danrlei. Este chutou rasteiro para Laércio (em impedimento) tocar de letra.

Com 2 a 0 no placar, Eduardo Baptista finalmente acordou e tirou o mais improdutivo de seus jogadores, Neto Moura, para a entrada de Felipe Gedoz. Nos 15 minutos finais, sob a batuta do meia-armador, o Remo botou a cabeça no lugar e passou a tocar a bola de forma consciente.

Gedoz quase diminuiu logo a 1 minuto do segundo tempo. Aos 3, a casa bicolor caiu. Igor Fernandes cruzou da esquerda nos pés de Neto Pessoa dentro da área. O centroavante girou em cima de Victor Salinas e mandou na gaveta de Victor Souza.

O gol animou o Leão. Aos 8’, Neto Pessoa foi derrubado por Yan na área. Na cobrança do pênalti, o próprio artilheiro empatou o clássico. Foi o sétimo gol dele na Copa Verde, empatando com Pedro Jr. do Vila Nova na liderança da artilharia.

Com o empate, a gangorra emocional mudou de lado. A vantagem psicológica dos bicolores no início passou a ser dos azulinos a partir da reação fulminante. Mas, aos 24 minutos, quando era superior no jogo, o Remo perdeu o volante Anderson Uchoa, expulso após um entrevero com Jhonatan.

Pingo e Paulinho Curuá entraram para reconfigurar o setor defensivo e o Remo teve que sacrificar o jovem Tiago Mafra, que havia entrado muito bem na partida. Até o final, os times ainda buscaram a vitória, mas o jogo caiu de intensidade e as chances não surgiram mais.

A sensação é de que o Papão perdeu uma boa chance de impor vantagem na semifinal. O empate teve sabor de vitória para os azulinos. No sábado, os times voltam a campo, no Baenão, com a torcida apoiando o Leão. (Foto: Samara Miranda/Ascom Remo)

Direto do blog campeão

“Com a derrocada do Remo na Série B, veremos agora mais uma vez o filme repetido ao longo dos anos: uma barca de jogadores zarpando, a torcida clamando pela enésima vez pelo aproveitamento da base e a diretoria tentando esconder sua incompetência com a contratação de novo técnico, novos jogadores e da agora indefectível figura do executivo.

Estamos na periferia do Brasil e consequentemente do futebol. Por aqui quase só pousam boleiros que não encontram mercado nos grandes e médios centros, com raríssimas exceções, daí esse intenso vaivém das barcas. A base, somente lembrada nos momentos de perrengue, não produz matéria-prima mínima para suprir a contento as carências, pois carece de tratamento profissional que forme, lapide e prepare física, técnica e intelectualmente os jovens jogadores. E o tal executivo de futebol, o mercador de boleiros, é um elemento desconectado da comissão técnica e responsável por arregimentar essa legião de rejeitados.

O Remo tem que trabalhar com competência na formação de jogadores, que se identifiquem com o clube, além de prospectar na região jogadores promissores que venham a se tornar profissionais da envergadura como já houve outros em outros tempos em seu elenco. Importados, somente os de qualidade comprovada e que venham agregar de verdade”.

Miguel Silva

Batalha pelo comando da FPF já tem data marcada

A Federação Paraense de Futebol (FPF) já definiu a data para o pleito que vai eleger o novo presidente. A eleição, que se desenha como a mais acirrada dos últimos anos, será no dia 28 de dezembro, no auditório do prédio-sede da federação, no bairro do Guamá, em Belém.

Adelcio Torres, atual presidente, tenta a reeleição em disputa com Paulo Romano e Ricardo Gluck Paul. O eleito vai comandar o futebol paraense pelos próximos quatro anos, em mandato que vai de 2022 até 2025.

Tumultos de 2014 ajudam a explicar o Brasil atual

Miguel Nicolelis, um dos maiores cientistas do mundo, denunciou nesta semana a sabotagem à Copa do Mundo de 2014 no Brasil por parte de setores vinculados à ultradireita, a grupos financiados pelos EUA e até à esquerda tacanha.

“Preparamos uma demonstração científica inédita para a abertura do Mundial e sofremos ataque da mídia de SP porque nada podia dar certo naquela Copa. Os líderes do tal ‘Não vai ter Copa’ queriam melar a cerimônia de abertura também”, revelou Nicolelis no Twitter.

Aquela mobilização estranha e desproporcional, totalmente hostil aos interesses do país, redundaria no cenário atual, marcado pelo ódio e a intolerância. Como se veria depois, perdemos todos. E não estamos falando do 7 a 1.

(Coluna publicada na edição do Bola desta quinta-feira, 02)

3 comentários em “Sob o signo do equilíbrio

  1. O Clube do Remo, como sempre, mais uma vez fez um grande esforço para perder.
    Tem mudar a zaga.
    Cadê os psicólogos?
    Quando E. Batista voltar pro Mirassol que leve com ele Neto Moura.
    Neto Pessoa é o homem-gol para a série C.
    Mafra precisa ter mais oportunidades.

    Pronto, falei!

  2. A noticia da semana pra mim foi a contrataçao pelo rival do carrasco do Remo. Marcio Fernandes tem sido implacavel contra o Leao tanto no Vila Nova quanto no Londrina e rebaixou mesmo o Remo. Cabe ao FB ficar atento e montar uma boa equipe tendo como base o que restou da serie B e nao comer mosca que e o seu cardapio favorito.

  3. Remo está perdendo tempo, esperando o término da CV, para iniciar o planejamento de 2022. Deveria já ter iniciado a montagem.
    Bem está fazendo o Paysandu, contratou o Dioguinho e praticamente fechou com o Márcio Fernandes, que por sinal sabe montar equipe e tem obtido bons resultados.

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