O herói solitário do Galvez na noite do massacre azulino

Remo 9×0 Galvez-AC (Edivandro)

Edivandro, 38 anos, olhar tristonho de quem sabe o peso da luta diária, saiu de campo ontem sob aplausos da torcida remista. Não, ele não evitou a goleada de 9 a 0, mas certamente impediu que o placar fosse maior. Defendeu pelo menos três bolas que tinham destino certo. Fez o que podia embaixo dos três paus, mas o ataque remista estava infernal e inspirado.

Em alguns momentos, Edivandro se irritou com os companheiros de defesa, desabafava com gestos largos. A torcida ensaiou pegar no seu pé, mas depois se solidarizou com ele, ganhando aplausos entusiasmados. A humildade fez com que fosse até diante dos torcedores, conquistando ainda mais a simpatia da massa azulina.

Em seguida, o goleiro ainda recebeu o carinho dos jogadores do Remo e integrantes da comissão técnica. Ganhou a camisa azulina e relatou o drama pessoal. Ficou mais de um ano parado, após perder a mãe para a covid-19.

Por fim, desejou sucesso ao Leão: “Se continuar jogando assim, certamente será campeão da Copa Verde”.

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