Remo 1 x 2 VAR

O jogo era equilibrado até os 20 minutos do segundo tempo, quando o VAR entrou em campo e começou a interferir no resultado. Em dois lances não assinalados pelo árbitro de campo, a revisão determinou a marcação das penalidades. O Remo reagiu, fez um gol e depois chegou ao empate nos minutos finais, mas o VAR novamente entrou em cena e anulou o gol de Victor Andrade.

O Remo começou controlando as ações, mas sem criar oportunidades de gol. Com oito desfalques, o time sofria principalmente com a falta dos laterais titulares, Tiago Ennes e Igor Fernandes. Warley, substituto de Ennes, parecia nervoso e errou muitos passes. Não foi o único a destoar.

Artur também falhou na transição, Marcos Jr. foi pouco participativo, Felipe Gedoz inoperante. Como consequência disso, o time não chutou nenhuma vez no gol do CRB durante todo o 1º tempo, embora controlando a posse de bola, sem permitir chances ao adversário. Na única boa chegada do Remo, o zagueiro Gum empurrou Victor Andrade dentro da área, mas o árbitro não pediu a revisão do lance.

Na etapa final, a partida seguiu na mesma pisada, com forte marcação e poucos lances de área. Até que, em cobrança de escanteio, Renan Bressan finalizou para o gol pressionado por Marlon. A impressão inicial foi de que o zagueiro tocou no pé do meia do CRB depois que este chutou em direção à trave.

O VAR foi acionado e, pela primeira vez no Baenão nesta Série B, o árbitro – que não marcou a penalidade – foi chamado para rever as imagens. Assinalada a infração, o próprio Bressan cobrou no canto e abriu o placar.

Dois minutos depois, o VAR de novo interferiu penalizando o Remo, desta vez injustamente. O zagueiro Rafael Jansen disputou bola com atacante do CRB e foi claramente empurrado. Em consequência, caiu e acabou tocando nas pernas do adversário. Outra vez, o árbitro não assinalou o pênalti, mas foi chamado pelo VAR e interpretou o lance como faltoso. Bressan cobrou outra vez e ampliou para 2 a 0.

Felipe Conceição mexeu então no Remo colocando Pingo e Renan Gorne na equipe, tirando Artur e Felipe Gedoz. O Remo passou a atacar mais e finalizar em direção ao gol. Com a entrada de Jefferson, Ronald e Rafinha, a equipe cresceu em campo e acuou o CRB.

Aos 39 minutos, o Remo finalmente chegou ao gol em belo chute de Jefferson, mandando de fora da área. Logo em seguida, Victor Andrade desviou para as redes empatando o confronto. Só que o VAR interferiu pela terceira vez e o árbitro Thiago Luís Scarascati anulou o gol azulino. O lance foi de difícil definição e análise, mas na dúvida Scarascati optou por invalidar o lance.

A partida ficou paralisada várias vezes – em média, quatro minutos a cada consulta ao VAR – e o árbitro deu somente 12 minutos de acréscimos. O Remo foi todo à frente e, aos 57′, Jatobá tirou em cima da linha uma bola cabeceada por Rafael Jansen. No final, vitória do CRB. Azulinos lamentam o resultado e a repetição de arbitragens que já haviam lesado o time no primeiro turno.

Além da influência do VAR, o árbitro mostrou insegurança na interpretação de faltas e economizou cartões no rodízio de faltas do CRB sobre Victor Andrade.

Com o resultado, o CRB ocupa provisoriamente a vice-liderança da Segundona, com 36 pontos. Torce por um tropeço do Goiás neste domingo para se manter na posição. Já o Remo segue na 12ª colocação com 26 pontos.

3 comentários em “Remo 1 x 2 VAR

  1. Gerson, só fizeram oficializar a garfada no Remo, incrível o que aconteceu ontem a noite, pênalti claro no Vitor Andrade, pênalti duvidoso a favor do CRB, e por último o gol a favor do Remo mau anulado só pq era a favor do Remo…tá difícil assim.

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    1. De fato, Juca. Decisões equivocadas do VAR em lances que não foram assinalados pelo árbitro (fraquíssimo, por sinal). O segundo penal foi acintoso, pois houve falta no zagueiro remista na jogada. Para piorar, o árbitro só concedeu 12 minutos de acréscimo, sendo que levou mais de 15 só revisando os lances no VAR.

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  2. Não vi o jogo pela TV e sequer o acompanhei pelo rádio e, por isso, não posso avaliar se o Remo jogou bem ou não. A inexistência do VAR na Série B serviu até a rodada passada como desculpa para arbitragens horrorosas e erros inaceitáveis dos árbitros em lances capitais. A introdução do VAR parece que vai servir agora para chancelar os erros dos sopradores de apito. Se a qualidade destes não melhorar, o VAR vai ser mero detalhe no oceano de ruindade da arbitragem brasileira. Se não estou equivocado, os dirigentes do futebol inglês pensam em acabar com impedimentos do tipo em que apenas a unha mal aparada do atacante está mais próxima da linha de fundo do que qualquer parte do corpo do defensor. Motivo: trava o desenvolvimento do jogo. Outro lance que necessita de uma releitura é a tal da mão na bola ou bola na mão, sempre a mercê da interpretação do árbitro. Em lances em que o jogador pula para cabecear, ele sempre vai abrir um pouco os braços, ato necessário para o seu equilíbrio. Isso é bem diferente de lançar a mão na bola, desviar a sua trajetória e tirar vantagem disso. Resumo da ópera: não vai ser o VAR que qualificará a arbitragem. Quando muito, se bem utilizado, ajudará a mitigar os erros em lances decisivos. E só.

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