Maioridade da saudade

Por Fernando Jares Martins, no Facebook

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Edwaldo Martins faz hoje (19) 18 anos de morto. Foi um dos maiores, mais competentes, sérios e simpáticos jornalistas que o Pará produziu. Embora com sobrenomes idênticos, não somos parentes. Fomos apenas amigos. Amigos apenas, não. Ninguém podia ser “apenas amigo” do Edwaldo. Era um ser extraordinário. AMIGO, isso sim. Fui seu interino em “A Província do Pará” por uns tantos anos, em suas viagens e até em caso de doença. Fomos sócios em uma empresa.

Quem conviveu com ele sabe de sua grandeza. As gerações posteriores, inclusive e especialmente na imprensa paraense, devem saber que ele foi um colega que engrandeceu, enobreceu a profissão. Um cara de quem a gente podia dizer que tinha orgulho de ser colega.

Há 18 anos ele se foi – e deixou um vazio, um buraco, no coração dos muitos amigos que conquistou na vida e nas páginas impressas deste Estado. Em 14 de abril de 1986 o jornal “A Província do Pará” publicou um tabloide para festejar os 18 anos da coluna do Didi (assim chamado pelos mais chegados) que tinha o título de “A Maioridade do colunismo”.

O texto de apresentação do especial começava assim: “Este caderno especial de A Província do Pará homenageia aquele que durante os últimos dezoito anos de nosso jornal contribuiu para construir com dignidade a história de nosso Estado e, mais especificamente, de sua sociedade, de sua comunidade. Se aqui não cabe dizer que, como pessoa humana, Edwaldo Martins soube conquistar amizades sinceras e, através delas, exercer com grandeza este sentimento que é o grande propulsor da vida, é merecido dizer que, como jornalista, ele soube executar a dificílima tarefa de saber agir com sutil e absoluta convicção a arte de escrever”.

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Verdade verdadeira que nos enche a alma. São dessa época duas obras de arte que reproduzo hoje: uma clássica foto de Luiz Braga e uma não menos clássica ilustração de Biratan Porto. Dois grandes artistas homenageando alguém que lhes morava no coração. Onde está até hoje, quando lembramos outro 18 anos, a “maioridade da saudade”.

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