Mais um ídolo que se vai

POR GERSON NOGUEIRA

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Depois de três temporadas muito produtivas com a camisa do PSC, o atacante Nicolas deixa o clube para tentar a sorte no Goiás, disputando a Série B. Sai ainda na condição de ídolo da torcida Fiel, condição conquistada com luta, raça e muitos gols. Em 103 jogos, marcou 37 gols e conquistou dois títulos.

O negócio foi sacramentado na terça-feira, mas só foi divulgado ontem. Nicolas foi cedido por empréstimo até dezembro de 2022, com a opção de compra dos direitos pelo Goiás. Especula-se que o PSC terá compensação financeira de R$ 300 mil, parcelados. A diretoria não confirmou.

Depois de 15 partidas sem marcar, Nicolas voltou a balançar as redes no último sábado. Abriu caminho para a vitória sobre o Santa Cruz, no Recife. Foi sua melhor atuação desde o ano passado. Movimentou-se bem, criou situações para os companheiros e esteve perto de marcar mais gols.

A despedida, porém, não ocorre em seu melhor momento. O torcedor já não o tratava com o mesmo carinho. Teve um grupo que chegou a proferir ameaças e hostilizá-lo há duas semanas, no aeroporto de Val-de-Cans, no embarque da delegação para Fortaleza.

Constrangido e desconfortável, Nicolas foi um dos jogadores que mais sentiu a virulência das hostilidades. Amigos revelam que a decisão de mudar de ares se consolidou a partir do episódio. Um fechamento de ciclo longe do que certamente havia imaginado.

Ao longo de seus quase três anos defendendo o PSC, Nicolas foi um profissional irrepreensível, com alta participação nos jogos e rendimento acima da média. Raramente desfalcou o time e quase sempre foi decisivo.  

A dúvida agora é sobre como o time vai se reinventar depois da perda de seu melhor jogador. Mesmo com poucos gols anotados na temporada, Nicolas era um referencial importante em campo. No atual elenco não há ninguém com capacidade para substituí-lo como atleta e ídolo.

Em revanche contra o Vila, Leão busca reagir

A estreia de Felipe Conceição coincide com um momento-chave para o Remo na Série B. Ou aproveita os dois jogos em casa, contra Vila Nova e Brusque, ou desmorona de vez, com consequências sérias para o desenrolar da campanha na competição.

Para aumentar o tamanho do desafio, Felipe dispõe de poucos atacantes de ofício para um jogo que vai exigir forte produção ofensiva. Em função das ausências, vai precisar da colaboração dos homens de meio-campo e dos laterais Tiago Ennes e Igor Fernandes.

Isso explica a reintegração de Dioguinho, a pedido de Felipe, para fazer dupla com Renan Gorne. O problema está na falta de alternativas. Caso seja necessário recompor o ataque durante a partida, o técnico só terá Wallace e Ronald para escalar.

Sterling entra para a galeria dos grandes piscineiros

O torcedor da Dinamarca deve estar se sentindo como aqueles tantos que já tiveram que engolir penais mandrakes para Corinthians e Flamengo, marcados às dúzias no Brasil. O de ontem sobre Sterling, que o árbitro inventou na cara de pau, é um dos mais ordinários já vistos em competições de primeira linha. O assalto lembrou aquela falta que originou o gol da França na final contra a Croácia na Copa da Rússia, em 2018.

A Inglaterra tem jogado bem, mas derrotou a Dinamarca com um gol nascido de um pênalti arranjado (avalizado pelo VAR), o que diminui os méritos do time de Harry Kane e os créditos da estupenda Euro deste ano. No lance, o rápido Sterling invadiu a área pelo lado direito e se atirou malandramente ao primeiro contato com o zagueiro Maehle.

Lembrou Neymar naqueles momentos de teatro mambembe. O lado triste desse desfecho é que a Dinamarca fez uma campanha empolgante, depois de ficar sem o camisa 10 Eriksen logo na estreia em circunstâncias dramáticas. Ontem, o time jogou coletivamente muito bem, mas cansou na prorrogação e perdeu entusiasmo após o pênalti fatal.

A Inglaterra teve lampejos, tentou sem sucesso controlar o jogo e, com Kane muito marcado, ficou dependendo das investidas de Sterling. Contra a Azurra, domingo, terá uma batalha mais incruenta pela frente. Os italianos mostram um futebol de superação, com uma defesa portentosa, mas sempre tem o VAR… 

Aliás, em lances como o do clássico europeu, a credibilidade da arbitragem de vídeo desce pelo ralo. Até então, o torneio era enaltecido em prosa e verso, mas um erro põe em xeque a autoridade do VAR e mancha a competição. Fica parecendo que as decisões são movidas por pura conveniência. 

Queixumes de quem sente saudades da pachecada

O zagueiro Marquinhos criticou ontem, todo choroso, jornalistas e ex-jogadores hoje comentaristas por atacarem a Seleção Brasileira na Copa América, sendo que alguns, segundo ele, até torcem contra – veja você.

Bom jogador, o beque do PSG pisou feio na bola ao se aventurar pela análise do trabalho jornalístico. Repórteres, comentaristas, analistas e narradores não têm a obrigação de torcer contra ou a favor. O único compromisso é com a informação, de forma séria e responsável.

Incentivar é papel do torcedor, mas Marquinhos esqueceu que até os “pachecos” estão de mal com a Seleção, desanimados com a pobreza técnica dos jogos deste desnecessário torneio sul-americano.

(Coluna publicada na edição do Bola desta quinta-feira, 08)

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