PSOL pede ao MPF que apure exoneração de coordenadora do Inpe

O deputado Edmilson Rodrigues e os demais integrantes da bancada do PSOL na Câmara Federal solicitaram providências urgentes do Ministério Público Federal sobre a exoneração de Lúbia Vinhas, coordenadora-geral de Observação da Terra do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), estrutura responsável por monitorar o desmatamento na Amazônia.

A dispensa ocorreu na segunda-feira, 13, logo após o Inpe divulgar alerta de desmatamento recorde do ano, com mais de 1 mil Km2 de floresta suprimida somente em junho. 
Na semana passada, o Inpe divulgou que em junho foi registrado o maior número de alertas de desmatamento para o mês em toda a série histórica, iniciada em 2015. O ofício foi protocolado nesta terça-feira, 14 de julho, endereçado a Carlos Alberto Vilhena, subprocurador-geral da República na Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão do MPF.
Em agosto de 2019, o governo Jair Bolsonaro anunciou a exoneração do ex-presidente do Inpe, Ricardo Galvão, também logo após a divulgação de pesquisas que indicavam o alarmante aumento de 88% nos índices de desmatamento na Amazônia em comparação ao mesmo mês de 2018.

Ele, que é respeitado mundialmente pela comunidade científica, disse em entrevistas que foi demitido justamente por confirmar a veracidade dos dados divulgados pelo instituto, inclusive, os quais o presidente da República tentava desmentir.
Os servidores do instituto divulgaram uma carta pública em que afirmam que “quando o Inpe completará 59 anos, talvez seja também o primeiro aniversário do início de seu fim como o conhecemos”. O documento afirma que o diretor interino, Darcton Policarpo, está promovendo uma transformação institucional sem a participação do Comitê de Busca ou dos técnicos do órgão, de maneira que “existe uma estrutura administrativa oficial, a que está no regimento atual e válido, e uma estrutura paralela, que opera, governa e decide sobre o Inpe, mas que não existe na regulação administrativa”.

O texto também destaca que “é importante ressaltar que essa estrutura paralela de gestão incluiu a verticalização e unificação de comando aos moldes das estruturas militares, claramente na contramão das tendências atuais de pesquisas em redes colaborativas com liberdade acadêmica e autonomia científica”.

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