Outro troféu para o choque-rei

POR GERSON NOGUEIRA

Com ou sem suspensos pelo TJD-PA, Remo e Paysandu decidem título ...

Em tempo de pandemia, com competições esportivas paralisadas, até uma disputa de votos na internet traz alento e alegria às torcidas mais vibrantes da Região Norte. Ao longo das últimas duas semanas, uma eleição em âmbito nacional promovida pelo canal Esporte Interativo escolheu o maior clássico do Brasil: deu Re-Pa em primeiro lugar com vitória na finalíssima sobre o tradicional confronto baiano Ba-Vi.

A disputa foi estruturada inicialmente por chaveamentos que envolveram 16 grandes clássicos nacionais. A escolha mobilizou as torcidas e contabilizou diariamente milhares de votos nas redes sociais Facebook, Instagram e Twitter. É a primeira vez que o choque-rei da Amazônia vence uma disputa desse gênero.

O Re-Pa começou superando os clássicos potiguar (América x ABC), pernambucano (Santa Cruz x Sport). Depois, na semifinal, suplantou o duelo paulista Corinthians x São Paulo.

Enquanto isso, na outra chave, o Ba-Vi conquistou vitórias sobre outro grande duelo paulista (Corinthians x Palmeiras), além do cearense (Ceará x Fortaleza) e do gaúcho (Grêmio x Internacional).

Finalistas, Re-Pa e Ba-Vi protagonizaram uma semana palpitante e dramática de disputa voto a voto nas três redes sociais. Finalizada a consulta popular, o clássico mais disputado no mundo (753 vezes) levou a melhor.

A disputa centenária entre os arquirrivais contabiliza 261 vitórias do Remo, 256 empates e 236 triunfos do Paysandu. No próximo dia 14 de junho, a rivalidade comemora mais um aniversário.

Nessa data, 106 anos atrás, leoninos e alvicelestes entraram em campo pela primeira vez na história. O Leão Azul triunfou no primeiro clássico marcando 2 a 1, com gols de Rubilar e Bayma (contra), enquanto Matheus descontou para o Papão.

Fiz aqui na coluna comentários sobre escolhas via internet, sempre sujeitas às faixas etárias com mais acesso à grande rede, como ocorreu com a recente eleição do time do “Remo de todos os tempos”, visivelmente influenciada pelo voto maciço de jovens internautas.

De todo modo, o centenário clássico paraense é conhecido em todo o país e certamente recebeu votos de todas as regiões. Famoso pelo fervor e pelas multidões que mobiliza, o Re-Pa tem colecionado elogios apaixonados de comentaristas, técnicos e jogadores de grandes clubes, todos impressionados com o gigantismo do duelo.

A vitória na votação feita pelo canal EI é, portanto, justa e meritória.

Papão solicita à Globo exibição de jogos históricos

A diretoria do PSC enviou à Globo ontem uma lista de jogos marcantes do time alviceleste transmitidos pela emissora nos últimos anos junto com a solicitação para que sejam reexibidos para o Estado do Pará, nos próximos fins de semana, como vem ocorrendo em outras praças regionais. São partidas da Série A do Campeonato Brasileiro, Copa dos Campeões e Copa do Brasil. A emissora ficou de avaliar o pedido.

Comissão reúne e só programa a entrega de protocolo

A única deliberação da reunião de terça-feira (2) da Comissão de Elaboração do Protocolo de Segurança foi a data em que será entregue ao governo estadual o protocolo sobre a volta do futebol no Pará, após consulta aos 10 clubes participantes do Campeonato Paraense. Só depois disso será feito o encaminhamento às autoridades e, caso os termos do estudo sejam aprovados, a comissão avançará para a etapa de marcação de treinos e retomada dos jogos.

Ficou claro, porém, que continua válida à projeção de retorno do futebol para o final de julho ou começo de agosto, conforme antecipou a coluna no mês passado. O protocolo trata apenas das providências para dias de jogos. A parte referente a treinos fica a cargo dos clubes.

A FPF continua sem responder a questões relacionadas aos custos com testes obrigatórios de covid-19 e às despesas com a realização de jogos. Esses pontos são tão importantes quanto a definição das datas.

Cavalieri e a necessidade de consciência antirracista

Em meio aos protestos antirracistas que invadem as grandes capitais do mundo, a coluna destaca manifestações de atletas e representantes dos esportes no Brasil. Ontem, o goleiro Diego Cavalieri (foto), do Botafogo, posicionou-se com uma nota em tons fortes nas redes sociais. Criticou as ações dos órgãos de segurança no tratamento dirigido a pessoas negras. E relembrou casos recentes (e impunes) de negros mortos no país e questionou se tudo é mesmo apenas coincidência:

“Oitenta tiros disparados em direção a um veículo familiar, eliminando um pai de família e um catador que estava ali apenas tentando ajudar. Setenta e dois tiros mais granadas lançadas pelo ar, você pode até achar que é alguma ação de filme, pique lá em Bagdá. Mas, na real, uma criança de 14 anos acabaram de matar. Seu B.O.? Estar cumprindo a quarentena no aconchego do seu lar! Dor demais para um pai suportar? Soma tudo isso e imagina que ele por horas e mais horas, de hospital em hospital teve que seu filho procurar. 111 tiros a esmo, jovens que saíram para comemorar o primeiro salário de um recém contratado. O resultado? Cinco jovens assassinados dentro de um pálio! Jovens e mais jovens negros, pobres e periféricos continuam morrendo em vão. Vidas interrompidas, famílias dilaceradas e a vida sendo banalizada. Analise tudo e coloque a mão na consciência, você ainda acredita mesmo que tudo isso é pura coincidência? O Sistema sempre esteve ‘com os 2 joelhos’ na jugular pronto pra matar, oprimindo, asfixiando lentamente, diariamente, toda essa parte da sociedade. #vidasnegrasimportam #poderparaopovopreto #liberdade #igualdade #justiça #osistemaéfalho”.

(Coluna publicada na edição do Bola desta quinta-feira, 04)

Um comentário em “Outro troféu para o choque-rei

  1. Caro Gerson:
    A FPF arrecada 10% da renda bruta de todos os jogos do Campeonato Paraense, essa cobrança é feita direto nos borderôs das partidas, a título de “Taxa da Federação”, procedimento autorizado pela CBF, no seu RGC – Regulamento Geral das Competições, estabelecendo o piso de 5%, com teto de 10%.
    Por décadas essa taxa vem sendo cobrada pelo teto, sem contrapartida, não existe a obrigação de pagar um único jogador ou membro de equipe técnica, para contribuir com o espetáculo, apenas a formulação da tabela e a “organização” da competição.
    Seria até uma obrigação, neste momento difícil de pandemia, onde os clubes vem fazendo malabarismos financeiros para manter seus compromissos em dia, que a FPF se responsabilizasse pelo custeio do protocolo de segurança e demais despesas necessárias para a realização dos jogos.
    Fica a sugestão.

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