Torcidas se unem para afugentar fascistas em SP e no Rio

Uma aliança inusitada colocou lado a lado, na tarde deste domingo, em São Paulo, as torcidas de Corinthians e Palmeiras, rivais históricos nos estádios. A Gaviões da Fiel, que tem uma tradição de combatividade herdada da era da Democracia Corintiana de Sócrates e Casagrande, foi às ruas em grande número com uma faixa pregando “Democracia” e afugentando os fascistas que defendem o governo Bolsonaro. Por volta das 13h, a manifestação juntava centenas de pessoas e bloqueava a via no sentido Consolação. “O futebol é o que une as pessoas nesse país, não poderia ser diferente em um momento como esse”, afirma o autônomo Wagner de Souza, de 45 anos e torcedor do Palmeiras.

“Eu não sou otário, foda-se o sistema e a família Bolsonaro” era o grito de guerra da Gaviões, mas corintianos e palmeirenses tiveram que enfrentar a hostilidade da PM paulistana, que atirou bombas de gás para desmobilizar os torcedores. Além disso, partiram para cima do grupo da Gaviões e iniciou-se o tumulto. O fato é que a PM tradicionalmente trata adeptos bolsonaristas com atenção e gentileza, mas usa de força para conter protestos contra o governo.

Segundo o UOL, representantes da Comissão de Direitos Humanos da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) acompanhavam o ato no local. Em outro ponto da Paulista, mais próximo à Fiesp (Federação das Indústrias do estado de SP), manifestantes a favor do presidente, em menor número, também reuniam-se com bandeiras do Brasil e camisetas da seleção. A Polícia Militar separou os dois grupos com cordões de isolamento, com a distância de um quarteirão para cada uma das manifestações..

Por volta das 13h30, a polícia separou o início de uma confusão entre dois manifestantes ao lado da estação Trianon Masp, do lado da avenida onde estão os manifestantes bolsonaristas. A PM soltou pelo menos quatro bombas de efeito moral e sprays de pimenta pata separar a confusão. Um fotógrafo da agência EFE ficou ferido.

Em entrevista à CNN, o secretário-executivo da Polícia Militar de São Paulo, coronel Álvaro Batista Camilo, afirmou que pessoas que portavam bandeiras neonazistas foram o estopim do tumulto nas manifestações que aconteceram hoje na Avenida Paulista, em São Paulo. “A polícia filma tudo, estamos filmando isso também, vamos passar para a Justiça e o Ministério Público para que se apure. Provavelmente, [o estopim] seja o pessoal ligado ao neonazismo que acabaram começando, levando a esse tumulto”, disse Camilo.

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No Rio, torcidas organizadas do Flamengo saíram às ruas para enfrentar manifestação fascista na praia de Copacabana e protestar pela morte do garoto João Pedro, assassinado em ação policial. A Polícia, para variar, agiu duramente para reprimir os grupos antifascistas.

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