Contra o Peru, Tite revive tensão de Dunga

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Neste mês, Tite completou três anos à frente da seleção brasileira. E depois de começar essa trajetória com uma resposta rápida, de bom futebol e ótimos resultados, o técnico agora encontra um cenário de maior pressão. Muito parecido com o que seu antecessor, Dunga, encarou na Copa América Centenário, em 2016, quando também chegou à rodada final da fase de grupos precisando somar pontos contra o Peru. O novo encontro dos países está marcado para as 16h de hoje, na Arena Corinthians, em São Paulo, no fechamento do Grupo A da Copa América.

Pesava sobre Dunga a fracassada campanha na Copa América de 2015, com eliminação nas quartas de final para o Paraguai, e o início ruim nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018. Esse desgaste custou a demissão do técnico. Tite foi o escolhido para tentar mudar a imagem da seleção brasileira e, a princípio, foi muito bem-sucedido.

O time passou a jogar um futebol mas bonito, ganhou jogos importantes e terminou as Eliminatórias em primeiro, com ótima campanha. O técnico chegou ao Mundial na Rússia com apenas uma derrota, em um amistoso contra a Argentina na Austrália, e era visto como um salvador. Havia até uma série de memes para pedi-lo como presidente do Brasil.

Só que todo esse clima de paz construído com méritos ruiu após a eliminação para a Bélgica nas quartas de final da Copa. Tite começou a ser pressionado para não convocar mais jogadores marcados por derrotas grandes da seleção, como Paulinho, Fernandinho e Willian, não conseguiu mais emplacar boas atuações nos amistosos e ainda sofreu com um empate contra o fraco Panamá.

A forma como abraçou e conduziu paternalmente os problemas envolvendo Neymar nos últimos meses também serviu de munição para os críticos. O corte do atacante ajudou a tirar um pouco desse peso de Tite, que enfim fez o Brasil ser mais leve e ofensivo no amistoso contra Honduras e na estreia da Copa América contra a Bolívia.

Ainda assim, a seleção tem convivido com a frieza e a insatisfação dos torcedores. Vaias apareceram contra os bolivianos no Morumbi e, principalmente, no empate por 0 a 0 com a Venezuela em Salvador, na última terça-feira. O público crê em obrigação do Brasil pelo título em casa e o fracasso na Copa ainda ecoa.

Agora, assim como com Dunga em 2016, a seleção chega à última rodada da fase de grupos da Copa América precisando de apenas um empate para se classificar às quartas de final. E de novo com os peruanos no caminho, agora com um time bem mais cascudo e confiante. O Brasil, é verdade, também é melhor do que há três anos, mas a pressão é a mesma.

Para que uma eliminação precoce aconteça de novo, não basta só perder do Peru. Seria preciso que a Venezuela vencesse a Bolívia, também no Grupo A, para derrubar o Brasil para a terceira posição. Ainda assim, uma combinação de resultados nas outras chaves seria necessária, já que os dois melhores terceiros colocados também avançam às quartas. E, passadas duas rodadas, nenhum outro terceiro chegou a quatro pontos.

Local: Arena Corinthians, em São Paulo (SP)

Data/Hora: 22 de junho de 2019, às 16h

Árbitro: Fernando Rapallini (Argentina) Assistentes: Hernán Maidana (Argentina) e Eduardo Cardozo (Paraguai) VAR: Andres Rojas (Colômbia)

BRASIL: Alisson, Daniel Alves, Marquinhos, Thiago Silva e Filipe Luís; Casemiro, Arthur e Philippe Coutinho; Richarlison (Gabriel Jesus), David Neres (Everton) e Roberto Firmino. Técnico: Tite.

PERU: Pedro Gallese, Luis Advíncula, Miguel Araujo, Luis Abram e Miguel Trauco; Renato Tapía, Yoshimar Yotún, Andy Polo, Christian Cueva e Jefferson Farfán; Paolo Guerrero. Técnico: Ricardo Gareca.

Um comentário em “Contra o Peru, Tite revive tensão de Dunga

  1. Lendo esse seu texto, e o pós VITÓRIA brasileira, nota-se a assustadora “imparcialidade ” que hoje vive a imprensa brasileira. Quando joga um futebol pífio contra as frágil Bolivia e Venezuela e críticas e pedradas para todos os lados, agora quando ganha o possível adversário mais “difícil” da primeira fase, o goleiro adversário foi o maior responsável por nossa convincente a acachapante triunfo.
    Como sempre digo, quem acompanha os críticos de nossa imprensa lúcida, sempre terá o que indagar. O difícil é entender a falta de imparcialidade, pois já virá algo pessoal.

    Viva a “IMPRENSA” brasileira.

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