Na raça, Leão ganha o 46º título

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POR GERSON NOGUEIRA

Com gols de Yuri e Alex Sandro, no começo e no finzinho do jogo, o Remo construiu o placar que precisava para superar a vantagem do Independente e levantou o 46º título de sua história. Apesar do merecimento da conquista, a batalha foi árdua para os azulinos.

Depois de um 1º tempo de alta intensidade, a equipe recuou, acusando cansaço e fazendo lembrar a queda de rendimento dos últimos jogos. Acabou arrancando para o título nos instantes finais, misturando raça e superação.

E as coisas começaram bem para o Leão. Depois do susto com o chute de Chicão que quase enganou Vinícius, logo a um minuto, o ataque do Leão acabou ganhando um inesperado presente aos 7 minutos. Yuri cruzou em direção à pequena área, o goleiro Redson ficou indeciso diante de Emerson Carioca e acabou permitindo que a bola tomasse o caminho das redes.

Aliás, o frango de Redson lembrou a situação da primeira partida da final, quando o zagueiro Marcão anotou contra o patrimônio, em lance bizarro, também aos 7 minutos, dando a vantagem ao Independente.

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Após sofrer o gol, o Independente andou batendo cabeça na defesa, permitindo seguidos ataques do Remo. Aos 12’, em grande jogada de Gustavo pela direita, a bola atravessou a pequena área e caiu para Mário Sérgio, que chutou rasteiro no poste esquerdo de Redson.

Como a mostrar que estava vivo, três minutos depois, o Galo foi ao ataque e Mocajuba ergueu bola na área, Jari raspou de cabeça e Araújo pegou de primeira, mandando na trave direita de Vinícius.

O Remo cercava a área, mas tinha dificuldades pelo meio. Quando ia pelos lados, obtinha bons resultados, como aos 26’, quando Jansen cruzou para Emerson Carioca cabecear com perigo, sobre o gol de Redson.

Aos 30’, em chegada fulminante do Galo, Joãozinho aproveitou espaço entre os zagueiros e chutou rasteiro e cruzado. Vinícius fez outra grande intervenção, tocando para escanteio.

Outro grande lance do 1º tempo foi aos 35’. Mário Sérgio encaixou um bom disparo à meia altura, Redson saltou e colocou a escanteio, evitando o segundo gol. Aos 41’, Dedé acertou cabeceio rente ao travessão. Com um tapinha, Vinícius afastou o perigo.

Um sururu na área marcou a jogada final da primeira etapa. Depois de rebatida dos zagueiros, Gustavo disparou uma bomba em direção ao gol. A bola explodiu em Jari e Charles, que se atiraram na frente para bloquear.

Apesar da distribuição eficiente em campo, a qualidade de passe e a transição rápida do Independente só apareceram no tempo final. E parte do domínio apresentado pelo time de Charles Guerreiro teve a ver com o cansaço físico e as dificuldades azulinas para criar no meio-campo.

Na meia-cancha, Chicão, Jari, Renatinho e Araújo controlavam as ações. O veterano Chicão caía pela zona esquerda trocando passes com Joãozinho e Mocajuba em cima da fragilidade do lateral Geovane. Por ali, o Independente produziu bons ataques, como aos 6’, quando Mocajuba cruzou e Joãozinho bateu de chapa para defesa à queima-roupa de Vinícius.

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O risco do empate crescia no horizonte e a zaga do Remo só espanava bolas, sobrecarregada pela falta de volume no meio, pois Douglas, Djalma e Yuri não acompanhavam a rapidez das triangulações do Galo.

Aos 15’, Márcio Fernandes decidiu trocar Djalma por Diogo Sodré, deixando o improdutivo Geovane em campo. Poderia ter facilitado as coisas usando Laílson, mais ágil agressivo que Sodré. Emerson foi substituído por Alex Sandro e o ataque voltou a incomodar a zaga do Galo, que perdeu Charles, lesionado. Foi o começo da recuperação do Remo na decisão, que àquela altura caminhava para a disputa em penalidades.

Sem seu zagueiro mais experiente, o Independente se expôs. No primeiro ataque mais trabalhado pela direita, Alex Sandro passou por Jari e disparou da entrada da área, fora do alcance do goleiro. O gol garantiu o bicampeonato e fez a torcida explodir em comemorações no Mangueirão. Título suado e justo – o Remo foi o time mais regular, apesar dos pesares. (Fotos: WAGNER SANTANA/MAYCON NUNES – Bola)

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Lágrimas de emoção e humildade

Nada como ser reconhecido em sua própria terra com os aplausos de sua gente. Dewson Fernandes Freitas admitiu, ao microfone da Rádio Clube, sua emoção por ter sido convidado para apitar a decisão do Campeonato Paraense, que há seis anos não contava com arbitragem local. Dewson tinha outros cinco convites para apitar finais pelo Brasil.

Com cinco anos no time de árbitros Fifa, Dewson surpreendeu pelas lágrimas de alegria e humildade após a partida. Uma reação que caracteriza os grandes profissionais.

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Tubarão sai em alta da Copa do Brasil

O Bragantino não conseguiu se classificar à terceira fase da Copa do Brasil, mas saiu engrandecido do Mangueirão no sábado à tarde, ao vencer o Vila Nova-GO por 2 a 1, lutando muito contra as próprias limitações e alguns momentos hostis da arbitragem nos dois jogos do confronto.

Marco Goiano voltou a ser o maestro e principal figura do time, juntamente com Fidélis e Gabriel, mas duas expulsões na reta final da partida acabaram esvaziando a possibilidade de uma pressão final em busca do terceiro gol.

De qualquer forma, o Tubarão representou muito bem o futebol do Pará na Copa BR e merece o reconhecimento de todos.

(Coluna publicada no Bola desta segunda-feira, 22)

5 comentários em “Na raça, Leão ganha o 46º título

  1. Tinha cá pra mim que, para reverter o placar adverso do primeiro jogo da decisão, somente o imponderável. Na verdade, o Independente não fez muito por merecer a vitória anterior, que tinha tudo para ficar no zero a zero.
    Apesar do mau futebol apresentado pelo Clube do Remo ao longo do campeonato, eu conservava esperanças no título, pois via que os adversários também não vinham bem. Deles, o mais forte foi o Bragantino.
    Muita coisa tem que ser mudada para a Série C.

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  2. Parabéns ao LEÃO!!
    Feliz com o título mas muito preocupado com o restante da temporada. O Remo é um arremedo de equipe. Segundo tempo só deu galo.
    Espero que o título não ofusque a necessidade de reforços e mudanças.

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  3. Remo mereceu, mas a vitória não foi fácil. Vinícius trabalhou muito e por diversas vezes salvou o Remo (destaque para a defesa do Vinícius no chute do volante Chicão). Parabéns ao Leão pela conquista do 46ª título de Campeão Paraense…

    Todavai, só pra lembrar e sem querer estragar a festa azulina, o campeão dos campeões paraenses de todos os tempos continua sendo o meu Paysandu, dono de 47 títulos estaduais, com a maior torcida e o maior número de títulos da Região Norte. O temido papão, diante do qual tremem e se curvam todos os adversários.

    Hoje, porém, sou obrigado a reconhecer que, conforme bem menciona o artigo em tela, o que faltou no Independente, sobrou no Remo: RAÇA !

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  4. Não entendo parte da imprensa e torcida insistirem em falar que Independente ou Bragantino “mereciam” ou foram mais times para ser o campeão…bem contra o Remo na semi o Bragantino não fez se quer 1 gol. O independente 1 gol e contra do Marcão do Remo. Enfim o Que vale é bola na rede não importa se o time é até organizado e regular.E não conseguir fazer gols no adversário como o Time do Remo(limitado).
    No final foi merecido ao que teve competência para balançar as redes dos adversário e ponto final.

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