POR GERSON NOGUEIRA

O Papão vai a Santarém neste domingo (10) para um jogo que testará a confiabilidade da equipe, que viveu seu grande momento na temporada no clássico Re-Pa, mas que evidenciou ligeira queda de rendimento na partida seguinte, contra o Bragantino.

É natural que o técnico João Brigatti ainda esteja buscando a formação ideal, capaz de aliar resultado e desempenho, sem grandes oscilações. Cabe sempre lembrar que o Estadual deve ser laboratório para o Campeonato Brasileiro, competição mais importante e seletiva.

D1LBG50XcAAac47

Com o time mais ou menos definido desde a quinta-feira, o Papão encara o São Francisco com responsabilidade de vencer, pois a situação na chave A2 do Parazão está indefinida e a primeira posição  não permite plena tranquilidade quanto à classificação.

Único invicto na competição e dono da melhor campanha, o Papão é um líder ameaçado em seu grupo. Tem um ponto à frente do Independente e três do Paragominas, que jogam em seus domínios nesta rodada, respectivamente, contra Castanhal e Bragantino. Como mandantes, são favoritos para vencer seus compromissos, o que obriga o PSC a vencer também.

Na fase de ida, o São Francisco foi facilmente superado na Curuzu. Desde aquela partida, pouca coisa mudou na equipe azulina de Santarém. O time segue tropeçando na competição e encara o confronto de hoje como a chance de renascer na disputa, afastando o risco de queda.

Nos treinos da semana, Brigatti escalou o zagueiro Fábio Alemão na lateral direita, substituindo a Bruno Oliveira, que está suspenso. Na esquerda, Diego Matos será mantido, pois o titular Bruno Colaço continua em recuperação. No meio-campo, Primão deve ser o titular, embora Leandro Lima já esteja disponível.

Alan Calbergue deve ocupar a vaga de Marcos Antonio, que vinha atuando como titular. O setor ofensivo segue com Nicolas, Paulo Rangel e Vinícius Leite, que retorna após a atuação confusa de Elielton em Bragança.

Nicolas desempenha vários papéis a partir do meio-campo. Cai pelos lados, finaliza, tabela com volantes e meias e até volta para ajudar na recomposição. É hoje o principal jogador do time, cujo comportamento depende muito do rendimento do meia-atacante. Hoje ele tem nova chance de confirmar sua versatilidade.

——————————————————————————————-

Bola na Torre

Guilherme Guerreiro comanda o programa, a partir das 21h, na RBATV. Giuseppe Tommaso e este escriba de Baião integram a mesa de debatedores.

——————————————————————————————-

Mau futebol afugenta torcida santarena

O jogo de quinta-feira, entre Tapajós x Remo, teve 219 pagantes e 342 credenciados, um dos piores públicos da competição. Prova inequívoca de que a torcida santarena, tão participativa em outras temporadas, está reagindo à tenebrosa campanha de seus representantes no Estadual.

A regra é clara: por maior que seja o amor pelos clubes, ninguém resiste mesmo a futebol ruim.

——————————————————————————————

Boleiros brasileiros aquecem mercado internacional

As negociações envolvendo craques nascidos no Brasil têm causado um grande impacto financeiro no mercado internacional da bola. O recente Relatório CBF de Registro e Transferência traz um dado inédito fornecido pela Fifa. De 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2018, as contratações de brasileiros por clubes do exterior – de um país para outro sem a participação de times – movimentaram 812 milhões de dólares ou R$ 3.046.329.009,00 considerando a cotação de R$ 3,73 do Banco Central (BC) para o dólar americano.
O valor leva em conta as transferências de 463 jogadores e 10 jogadoras brasileiras realizadas no ano passado, trocando de clube e de país. Não fazem parte desse levantamento jogadores que mudaram de camisa, mas seguiram na mesma nação, como o atacante Richarlison, que foi do Walford para o Everton, ambos da Inglaterra.

Algumas das transferências que impactaram nesses números envolvendo pé-de-obra brasileira no mundo da bola:Alisson, da Roma para o Liverpool; Fabinho, do Monaco para para o Liverpool; Felipe Anderson, da Lazio para o West Ham; Fred, do Shakhtar para o Manchester United; e Paulinho, do Barcelona para o Guangzhou Evergrande.

O Brasil pode até não ser a nova Rota da Seda do mercado futeboleiro, mas contribui expressivamente para movimentar verdadeiras fortunas. E o principal referencial continua a ser a presença na Seleção Brasileira – fator que só não garantiu uma boa transação envolvendo Taison, apesar do comovente esforço de Tite, que o convocou para a Copa 2018 contra todas as leis da lógica.

(Coluna publicada no Bola deste domingo, 10)

2 responses to “A liderança ameaçada”

  1. Avatar de miguelangelo1967

    Gerson e demais amigos do blog, o que vejo nos dois representantes paraenses já projetando a competição nacional é o seguinte, ambos muito fracos até para disputar o estadual, fato confirmado pelas pífias atuações em seus embates.
    No único clássico disputado o que vi, não foi uma superioridade Bicolor sobre o rival, o que não vi foi a presença do Clube do Remo em campo fato este refletido a começar pelo nervosismo o explicável de seus atletas que somado a falta de conjunto e a deficiência técnica de seus atletas passaram ao torcedor do Paysandu um falsa imagem de que o quadro alviceleste seja o bam bam bam do Parazão, na minha opinião, é um ledo engano!
    Voltando para a série C, acompanhando de perto os possíveis adversários dos paraenses no mata-mata da competição, isso projetando que pelo camisa e tradição, Paysandu e Clube do Remo se classifiquem para esta, muito me preocupo com um adversário em particular, o Botafogo PB, o Belo, que neste Nordestão, não tem tomado conhecimento dos seus mais tradicionais adversários.
    É uma equipe que sofreu modificações em relação ao elenco de 2018, contudo, estas aconteceram de modo positivo que ao meu ver coloca o time paraibano como um dos favoritos ao acesso.
    Em relação a dupla pernambucana esta tem sido um tanto decepcionante.
    Náutico mau das finanças não é de hoje, tenta a troncos e barrancos montar uma equipe confiável, coisa que, para até ao mais fanático torcedor alvirrubro tem sido causa de quedas de cabelo.
    O Santinha vem numa escala um pouco melhor que o Timbu, mas em resumo, fora a tradição, realmente deixam muito a desejar.
    É cedo para tecer comentários, mas ao projetar o futuro no que temos hoje, a série C deste ano vai colocar na segunda divisão os times que errarem menos em suas campanhas, será mais ou menos do tipo colocar dois curiosos numa mesa de sinuca e vence aquele que conseguir fazer menos besteira!
    Espero que tanto o Paysandu quanto o Clube do Remo mudem para mais do que melhor as suas equipes pois do jeito que está fica difícil pensar em série B em 2020!
    Não falei sobre os demais adversários nordestinos pois estão mais para times sem divisão do que para clubes que irão disputar uma série C, passa a impressão de que a terceirona é apenas um torneio sem grande importância.

    1. Avatar de blogdogersonnogueira
      blogdogersonnogueira

      Excelente apreciação do quadro, amigo Miguel.

Deixe uma resposta para blogdogersonnogueiraCancelar resposta

Quote of the week

"People ask me what I do in the winter when there's no baseball. I'll tell you what I do. I stare out the window and wait for spring."

~ Rogers Hornsby

Designed with WordPress

Descubra mais sobre Blog do Gerson Nogueira

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading