DESENHOS-03

POR GERSON NOGUEIRA

Mais rápido do que se imaginava, o paraense Yago Pikachu está na rota internacional de contratações. A condição privilegiada em que se encontra deve-se, naturalmente, à excelente temporada vivida no cambaleante Vasco. Note-se: apesar dos maus passos do Almirante, Pikachu conseguiu se sair muito bem, fazendo gols (19 na temporada) e se credenciando como principal jogador do elenco.

Pikachu jogou tão bem em 2018 que rompeu até o estigma de jogador eternamente hesitante entre a lateral-direita e a posição de meia avançado. No período em que defendia o PSC, chegou a ser escalado por Lecheva na segunda linha pela direita, tendo Djalma como suporte mais recuado.

Apesar de qualidades para atuar ofensivamente, Pikachu relutava em deixar a ala direita, arriscando-se a críticas pelas dificuldades de marcação. No Vasco de Jorginho teve problemas justamente porque era escalado atrás e não rendia o suficiente para sustentar a titularidade.

Sob o comando de Zé Ricardo, Pikachu evoluiu bastante no ano passado, mas a perda do título estadual no começo de 2018 quebrou um pouco de sua ascensão. O resgate veio no Brasileiro, agora dirigido por Alberto Valentim, que soube dar ao arisco multiuso paraense a confiança necessária para jogar à vontade.

Pikachu passou então à condição de protagonista incontestável, a partir da artilharia e da utilidade que tem na equipe. A possibilidade de transferência para o exterior já era cogitada antes, mas se torna realidade agora com os interesses manifestados por Orlando City (último clube de Kaká), da Major League Soccer, nos Estados Unidos, e por clubes da China e do Japão.

Obviamente, na terra do sol nascente, Pikachu se sentiria ainda mais em casa, podendo adquirir poderes e recursos técnicos para evoluir ao estágio de Raichu. A conferir.

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Leão anuncia reforço sem o “peso” esperado

A contratação do paraguaio Echeverría (29 anos) não teve o impacto esperado pela diretoria do Remo, anteontem. O anúncio ocorreu durante o lançamento do repaginado programa ST Nação Azul. Foi a opção encontrada pela nova diretoria azulina, assolada por dificuldades financeiras herdadas de gestões anteriores.

Apontado como “reforço de peso”, Echeverría talvez não seja o jogador que o torcedor esperava. Com passagens por equipes nordestinas de porte médio, nunca chegou a se consolidar. Seu melhor momento foi pelo ABC-RN, onde jogou maior quantidade de vezes. Ainda assim, jamais foi visto como um ídolo.

É um meia-atacante que finaliza bem, mas faz poucos gols. Tem bom arremate de média e longa distância, mas não faz o papel de organizador. Está longe de ter o perfil de camisa 10 clássico que o Remo busca desde a saída de Eduardo Ramos.

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Tapajós ganha taça, mas corre risco no tapetão

O Tapajós, de forma surpreendente, suplantou o favorito São Francisco e levantou ontem à noite a taça da Segundinha, torneio de acesso ao Parazão 2019. Um empate em 1 a 1 garantiu a conquista tapajônica, no jogo realizado no estádio Barbalhão. No primeiro confronto, o Boto havia vencido por 1 a 0.

Apesar da festa de torcedores e jogadores, o Tapajós ainda pode ter a conquista (e o acesso) anulada por força de uma ação movida pela Tuna junto ao TJD da Federação Paraense de Futebol. Os tunantes denunciam uma suposta irregularidade envolvendo a inscrição do atleta Tiago Costa.

Mas, pelo resultado que realmente importa, dentro das quatro linhas, a equipe santarena é a legítima campeã da Segundinha paraense.

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Ranking da CBF expõe ano ruim do futebol paraense

Reflexo da temporada pouco produtiva do futebol paraense em competições nacionais, o Ranking Nacional de Clubes 2019 traz o Papão ainda bem posicionado, em 27º lugar, com 5.239 pontos. À frente de clubes tradicionais, como Santa Cruz , Juventude, Fortaleza e Náutico, os bicolores mantêm folgada diferença em relação ao maior rival.

Apesar de haver melhorado seu posicionamento, o Remo aparece em 54º lugar, 2.014 pontos. Caso cumpra boas campanhas na próxima temporada, o Leão tem chances de saltar várias posições porque as diferenças são relativamente pequenas em relação aos times que estão logo acima.

Além da dupla Re-Pa, merece destaque a classificação do São Raimundo, 93º colocado, com 721 pontos. O Independente aparece em 110º lugar, com 530 pontos. O Águia, que já foi o segundo paraense no ranking, despencou para 116ª posição, com 497 pontos. E o São Francisco pulou para o 121º posto, com 457 pontos.

No ranking das federações, importante na partilha de vagas em divisões como a Série D, a FPF caiu para o 12º lugar, com 9.558 pontos, 1.434 pontos atrás da federação alagoana, a 11ª, com 10.992 pontos.

(Coluna publicada no Bola desta quinta-feira, 06)

2 responses to “A evolução de Pikachu”

  1. Avatar de Filipe
    Filipe

    Anda assistindo alguns episódios de pokémon Gerson?
    Dessa vez você conseguiu se superar!

  2. Avatar de Comentarista
    Comentarista

    Conclusão matemática: o Papão continua sendo o mais ranqueado da Amazônia. Neste ranking, é 2 X melhor que o Leão. Como diria Sir Sherlock Holmes: elementar meu caro Watson…!!!

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