Papão tenta achar o prumo

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POR GERSON NOGUEIRA

Guilherme Alves, novo comandante do Papão, vai estrear longe da torcida bicolor. O time não terá ter muitas surpresas quanto à escalação, mas os treinos realizados durante a semana sinalizam para uma mudança de postura. A começar pelo discurso adotado, Guilherme está projetando um time mais agressivo, que transpire vontade de vencer e não se acomode às situações negativas, como vinha ocorrendo.

É praxe que a estreia de um novo técnico motive o grupo. A confirmação do discurso de valorização dos nativos, com a escalação de William, é um ponto positivo para o técnico.

O elenco do Papão foi posto à prova ao longo das 15 rodadas iniciais do Brasileiro, com resultados desconcertantes. Começou bem, surpreendendo pela objetividade e alcançando o cume da tabela nas quatro primeiras rodadas. Mas, à medida que os demais concorrentes foram ganhando entrosamento, o esquadrão bicolor foi decaindo e exibindo fragilidades.

Nas últimas 12 rodadas, o time só conseguiu uma vitória – sobre o lanterna Boa Esporte – e desceu a ladeira rumo às posições inferiores da classificação. Encontra-se hoje na 14ª colocação, a um ponto da zona fatal.

A troca de comando visou estancar o processo de queda. Guilherme Alves, de currículo modesto como treinador, vem com a missão de quebrar a sequência ruim e dar início a uma recuperação que permita ao PSC se reequilibrar na disputa. Se não for possível chegar à zona de acesso, pelo menos que se estabilize no chamado bloco intermediário.

Elenco por elenco, o Papão está no mesmo nível de seus principais adversários, inclusive dos que ocupam as primeiras colocações. A questão é fazer com que o time readquira competitividade. Acima de tudo, é necessário recuperar a confiança.

O Oeste é um adversário temível, que tem obtido bons resultados fora de casa e que sabe explorar o fator campo, embora com torcida sempre diminuta. Ao mesmo tempo, cabe considerar que, nos últimos jogos como visitante, o PSC se comportou razoavelmente contra CRB e Coritiba, falhando apenas na definição de jogadas.

A falta do goleador Cassiano não foi sanada durante a gestão Dado Cavalcanti e a alternativa ofensiva encontrada, com Moisés mais adiantado, não vingou. Guilherme repete a fórmula contra o Oeste e a expectativa é de que o posicionamento dos homens de meio-campo (Thomaz e Pedro Carmona) seja mais produtivo para a articulação ofensiva. (Foto: Fernando Torres/Ascom PSC)

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Fifa festeja o polêmico e ainda imberbe VAR

A Fifa divulga, com fanfarras e trombetas, que nada menos que 455 situações de dúvida foram revistas pelo VAR durante a Copa do Mundo da Rússia. Existem inegáveis razões para considerar que o monitoramento de vídeo trouxe contribuição positiva para o esclarecimento de polêmicas no futebol. Ao mesmo tempo, não se pode ignorar que o sistema acabou propiciando maior confusão ainda em diversos momentos.

Na grande final, por exemplo, chamou atenção a completa indecisão do árbitro argentino Nestor Pitana quanto à marcação do penal em favor da França. Ele chegou a rever as imagens na câmera exclusiva do VAR, sem demonstrar plena convicção do que estava marcando.

Acabou tomando a decisão errada, no fim das contas, pois o lance foi claramente involuntário. A bola desviada pelo atacante francês bateu no braço do jogador croata, que executava um movimento natural, sem ter a menor condição de impedir o toque da bola em seu corpo.

Aliás, se beneficiou amplamente algumas seleções – como Portugal, Argentina e França –, o VAR foi extremamente cruel com outras. O Brasil, por exemplo, não se beneficiou de nenhuma das revisões. Na partida diante da Bélgica, um lance claro de pênalti sobre Gabriel Jesus nem sequer foi levado à avaliação de vídeo, como se houvesse certa má vontade com a Seleção de Tite.

O VAR chegou para ficar, mas é evidente que precisa de aperfeiçoamento e mais transparência a respeito de quem tem acesso às imagens na cabine. Tudo depende do árbitro escalado para analisar preliminarmente os lances.

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Direto do blog

“Esse time do Remo não é nem de longe pior que o time do ano passado, quando nos mantivemos na Série C. O elenco deste ano cria muitas chances de gol e não conclui de forma efetiva. Ou seja, nosso problema é não ter um bom atacante.
Quanto ao Alisson, sinceramente não o acho um bom goleiro, e a própria Copa do Mundo nos mostrou isso. O que ele fez de espetacular? Só pegou bolas que iam em sua direção, bolas mais fáceis. Lances espetaculares de defesas, ele ficou devendo e muito. Até agora não engoli o gol sofrido contra a Suíça. Ao contrário do excelente goleiro Courtois que fez defesas incríveis e ajudou e muito a Bélgica a ir longe no torneio. Enquanto isso tivemos que nos contentar com o Ederson esquentando o banco, destacado como o melhor goleiro em diversas rodadas da Premier League, onde atuam De Gea e o próprio Courtois”.

Daniel Leite, a respeito dos temas da coluna de quarta-feira.

(Coluna publicada no Bola desta sexta-feira, 20)

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