Craque francês ironiza queixumes de goleiro belga

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A França não fez uma partida brilhante, mas cumpriu seu papel e, com bom desempenho defensivo, bateu a forte seleção da Bélgica na semifinal da Copa do Mundo da Rússia, na última terça-feira. Após o jogo, o goleiro Thibaut Courtois criticou o estilo de jogo adotado pelos comandados de Didier Deschamps, chegando a afirmar que os Diabos Vermelhos foram derrotados por “uma equipe pior, que não jogou nada, que só se defendeu”. Em resposta, Antoine Griezmann mostrou não se preocupar com os dizeres do arqueiro, lembrando que o mesmo é um dos que menos deveria reclamar de um futebol defensivo, dados os times que está acostumado a defender.

“Não, deixe disso, não. Courtois jogou no Atlético de Madrid, foi campeão espanhol, deixe disso. No Chelsea ele acha que joga o jogo do Barcelona? Não. Nós não nos importamos com a forma, de como ganhamos. Nós ganhamos”, apontou o atacante da Les Bleus, em tom bem-humorado. “Não dou a mínima. Eu vejo a estrela, e se a tivermos, não ligo para como conseguimos”, completou, se referindo ao título mundial.

Griezmann ainda comparou o futebol jogado pela França com o jogado pelo Atlético de Madrid, onde foi companheiro de Courtois antes do belga se transferir ao Chelsea. Segundo o jogador, os dois estilos tem muito em comum, muito em função do trabalho feito por Diego Simeone no time colchonero.

“Tenho a sorte de trabalhar com o melhor treinador de defesa do mundo, Simeone. Aprendo muito com ele e a França joga parecido com o Atlético. Defendemos melhor do que antes”, destacou ele, que, na seleção francesa, conta com um parceiro de ataque em um nível que não se vê no clube espanhol. “Mbappé nos faz muito bem com seu trabalho pelo lado do campo. Ele se desmarca, arranca e dá passes. Esperamos ver sua melhor versão na final”, falou.

Fazendo uma análise individual, o atacante ainda reconheceu a mudança de seu próprio estilo de jogo para ajudar a Les Bleus. Segundo ele, seu modo de pensar e de agir está totalmente voltado para a equipe, pouco importando as premiações individuais e uma auto-valorização.

“Meu jogo mudou, estou em uma função de dar o ritmo de que a equipe precisa, criar as chances fortes, segurar a bola ou acelerar. Se eu marcar gols, melhor, mas sou um jogador que pensa na equipe”, ressaltou o francês, que já foi eleito pela Fifa como terceiro melhor jogador do mundo, em 2016, atrás apenas de Cristiano Ronaldo e Lionel Messi. “Se ganharmos, com ou sem bola de ouro, não me importo nem um pouco. Quero ganhar a Copa do Mundo e farei tudo em campo para conseguir”, completou.

Na grande final da Copa do Mundo da Rússia, a França enfrenta a surpreendente Croácia em duelo marcado para as 12h (no horário de Brasília) do próximo domingo, no Estádio Luzhniki, em Moscou. Esta foi a última coletiva de imprensa concedida pelos franceses antes de deixar a cidade de Istra, onde têm se concentrado neste Mundial, rumo à capital russa.

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