Vice-procurador explica que “não tinha provas” de corrupção contra Alckmin

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O vice-procurador da República Luciano Mariz Maia disse em entrevista à Folha que o processo do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) foi parar na Justiça Eleitoral porque a delação da Odebrecht não apontou contrapartidas ao caixa 2 de mais de R$ 10 milhões que justificassem um processo por crime de corrupção.
Maia é procurador com atuação na área de Direitos Humanos e foi alçado à PGR junto com a ascensão de Raque Dodge, em 2017. O pacote de delações da Odebrecht, que inclui as acusações a Alckmin, é anterior a isso: foi produzido pela equipe do antigo procurador-geral, Rodrigo Janot.
Conforme o GGN mostrou (leia aqui), a Lista de Janot foi vendida como uma promessa de atingir lideranças de vários partidos, ajudando a fomentar o discurso de que a “lei é para todos” na Lava Jato. Mas, na prática, a maioria das denúncias envolvendo o PSDB e políticos de oposição ao PT devem acabar sendo investigados por caixa 2, e não por corrupção.
À Folha, Maia indicou que embora, na mídia, exista a informação de que o delator da Odebrecht Benedicto Júnior associou os repasses a Alckmin a “favores em obras do Metrô e de saneamento em São Paulo”, na prática, não houve apresentação de nenhum indícios que ajudasse a provar contrapartida ao caixa 2.
“Se foi feita uma delação em 2016 dizendo que eu dei [recursos] em 2010 imaginando que eu iria me beneficiar, dei em 2014, imaginando que fosse me beneficiar, ora, em 2016 eu já terei condições de dizer do que me beneficiei. Nas delações ele [Benedicto Júnior] não disse em que se beneficiou. Então, por isso, eu só tinha, em novembro de 2017, autoridade de requisitar abertura de um inquérito para o [artigo] 350 [do Código Penal, sobre caixa dois]. Simples assim.”
Na mesma entrevista, Maia garantiu que “Se nós tivéssemos, na investigação, começado a puxar outras coisas de que possa resultar ele [Alckmin] ser remetido para uma acusação por ato de corrupção, nós teríamos feito isso”. O procurador afirmou que nada disso impede que a Lava Jato em São Paulo apure a situação do tucano. “Quem quer que tenha prova, pode fazer a investigação que quiser. Eu não tinha prova. Quem tiver, faça. Eu não tinha”, disse. (Do Jornal GGN)
Acusar e condenar sem prova só vale mesmo para Lula e petistas… 

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