Protesto fora de hora

2 de outubro de 2017 at 1:29 8 comentários

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POR GERSON NOGUEIRA

Marquinhos Santos não vai sair e, se depender da diretoria do PSC, ficará até o final do campeonato. Este foi o desfecho do ensaio de crise provocado por manifestação de um grupelho de torcedores, ontem cedo, na chegada da delegação a Belém. É claro que a nova derrota turbinou as críticas ao trabalho e deu gás ao protesto e a boatos insistentes, mas é óbvio também que o momento de clamar pela queda do técnico já passou.

É fato que o Papão cumpre campanha atormentada, com muitos ziguezagues e desacertos não causados inteiramente por Marquinhos Santos, que desembarcou aqui quando o trem alviceleste já se encontrava descarrilado.

Na verdade, os problemas que atravancam a vida do time na Série B têm mais a ver com planejamento para o futebol e política de contratações. Aliás, problema antigo, que causou danos em 2015 (em menor escala) e em 2016, quando a equipe correu sério risco de queda.

Por ora, a ameaça está parcialmente controlada, se é que se pode dizer isso de uma equipe que está a dois pontos do primeiro time posicionado no Z4. O dado que permite um mínimo de tranquilidade é que o Papão não depende de ninguém para se garantir na Série B.

Restam cinco jogos em casa – contra CRB, Criciúma, Vila Nova, Brasil e Santa Cruz – para definir a permanência. Caso vença quatro dessas partidas, a situação estará resolvida. Além dessas partidas em Belém, o time terá seis jogos como visitante, podendo ampliar sua pontuação.

Não foi bem sucedido no confronto contra o Juventude, na sexta-feira à noite, em Caxias do Sul, porque a estratégia não contou com a possibilidade real de um gol dos donos da casa.

Com problemas de contusão e suspensão, Marquinhos montou o Papão para não tomar gols. Botou oito jogadores na defesa, orientou Marcão para recuar sempre que fosse possível e ficou apenas com Bergson flutuando na frente. A tática deu certo até os 37 minutos do segundo tempo, quando uma jogada bem articulada pelo Juventude resultou no gol único do jogo.

A derrota, embora lamentada, deixa lição importante. É preciso ter alternativas para atacar, mesmo quando o objetivo é assumidamente o de apenas não perder. Nas seis partidas que terá como visitante até o fim da competição, o PSC não pode mais se dar ao luxo de jogar exclusivamente pensando no empate.

De certa maneira, a estratégia mais apropriada seria arriscar tudo nesses confrontos, visto que a pontuação mínima desejada pode ser obtida em casa. Caberia, com ousadia e criatividade, partir para surpreender os times mandantes com pressão alta ao longo dos primeiros minutos de confronto.

Só assim, exibindo um destemor até aqui ausente de seu trabalho, Marquinhos Santos poderá concluir a campanha cativando o respeito da torcida, cuja impaciência tem mais a ver com a postura medrosa e claudicante do time sempre que se apresenta longe de Belém.

A derrota para o Juventude teria sido melhor digerida se o time mostrasse bravura ofensiva e determinação para vencer.

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Remo sob o signo da indefinição

Sem qualquer providência prática por enquanto, o Remo luta para resolver as muitas pendências com os jogadores que terminaram a campanha na Série C e se prepara para decidir o futuro administrativo do clube. Relatório das contas do primeiro quadrimestre da gestão Manoel Ribeiro aponta problemas e furos graves. Uma reunião do Conselho Deliberativo, marcada para o dia 10, pode determinar até o afastamento do presidente.

Enquanto isso, o futebol permanece em banho-maria. Alguns jogadores estão acertados com o clube, mas ainda não assinaram a renovação. Casos de Flamel, Martony e Jayme, raros destaques do time na Terceirona.

Antes de fechar nomes para o elenco, a nova diretoria de futebol analisa o perfil do futuro técnico e de um executivo de futebol. Os planos são grandiosos, mas a realidade do clube não permite extravagâncias. Caso a contabilidade seja levada em conta, o mais provável é que um treinador local seja contratado e que o executivo fique para o segundo semestre.

Com o campeonato estadual antecipado para 17 de janeiro, sobra menos tempo e margem de manobra para que os dirigentes definam as escolhas.

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Um campeonato que ainda pode reservar surpresas

O Corinthians empatou de novo, permitiu que o Santos encurtasse distância – são agora oito pontos – e deu esperanças até ao Grêmio, que está a nove pontos. O jogo foi fora de casa, contra o entusiasmado Cruzeiro, mas o tropeço se insere na lista de maus resultados do líder no segundo turno do Brasileiro.

A novidade é que, há 15 rodadas, quase ninguém tinha dúvida de que a taça iria para o Corinthians, tal a vantagem do alvinegro paulista em relação aos demais. Neste momento, qualquer prognóstico já soa arriscado.

(Coluna publicada no Bola desta segunda-feira, 02) 

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Rock na madrugada – Beach Boys, God Only Knows Tribuna do torcedor

8 Comentários Add your own

  • 1. Anônimo  |  2 de outubro de 2017 às 8:44

    Eita, começou kkkkkk

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  • 2. Nelio( o Maior campeão nacional de Norte, Nordeste a Centro Oeste  |  2 de outubro de 2017 às 9:02

    GERSON NOGUEIRA, sinceramente não entendi esse teu comentário de dizer que o protesto feito no desembarque dos atletas bicolores após mais uma derrota fácil para o Juv é fora de hora. Será que queres que continue tudo como dantes no quartel de Abrantes, o time caindo pela tabelas indo em direção ao rebaixamento vergonhoso e torcida e diretoria de braços cruzados???? Por isso que ás vezes discordo de ti e não gostas. Gerson Nogueira , acredito qualquer protesto neste momento por parte da torcida é atitude da diretoria são válidos neste momento crucial , desde seja pacífico como esse que não se tem notícias de agressões físicas aos atletas e diretoria. Por parte da diretoria, sinceramente deveria mandar mais uns 5 pra rua, que não mostraram nenhum bom desempenho até agora e certamente não vão mostrar mais. Isso diminuiria mais o plantel muito grande, mais fraco, que está causando rebuliço na cabeça desse treinador na hora de relacionar. Aliais que esse treinador deveria ser o primeiro da lista a sair fora. Gerson, ainda tem muita chance de não cair, mas se continuar nessa mesmice da diretoria e atletas com seu treinador medroso, aí será inevitável. E tem mais, se sair esse treinador, nada fixar gameleira. Tem de trazer treinador, dos muitos que estão no mercado, para livrar o clube do rebaixamento e já preparar o PLANTEL para a temporada 2018, cuja serie B tem tudo para vir muito mais difícil ainda com possíveis 4 clubes de peso oriundos da série A. Esse ano só tinha o Saci e já causou todo esse impacto. Então se permanecer, o Paysandu não pode mais correr tanto risco e causar tanto sofrimento à torcida na competição pelo 3 anos seguido. o Preparo tem de ser pra ontem, desde agora, não pode ficar na inércia vendo a banda passar. Essa é minha opinião amigo. desculpa se te contrariei.

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  • 3. Nelio( o Maior campeão nacional de Norte, Nordeste a Centro Oeste  |  2 de outubro de 2017 às 9:19

    Outra e que eu queria que alguém me desse certeza que o salários desses cara estão em dia como se propaga, porque a menos que seja excesso de ruindade mesmo, vejo nos jogos bicolores total falta de garra, determinação em vencer jogos dentro e fora de casa. garra muitas vezes supera a técnica e esquema de treinador( se é existe) e se vencem jogos. Foi assim contra o Bugre, onde se o zagueiro que fez o gol da vitória e mais uns 3 lá não prezassem sempre pela vitória naquele jogo, fatalmente seria mais uma derrota porque o resto do grupo estava com aquela pacatez do caraca. . Já neste jogo com Juv, vi time totalmente acuado em seu campo de jogo, vendo o adversário jogar, o qual também até surpreso com a ineficiência e displicência do time bicolor também não jogou nada e venceu por extrema fragilidade do Airton e do ataque sob o comando da pustema Marcão.

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  • 4. blogdogersonnogueira  |  2 de outubro de 2017 às 9:45

    Nélio, opinião é livre, cada um tem a sua. Se discorda da minha, tudo bem, é um direito seu. Meu texto, como de hábito, é autoexplicativo, dispensando justificativas e acréscimos.

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  • 5. lopesjunior  |  2 de outubro de 2017 às 10:33

    Quanto ao Remo, difícil de imaginar como será 2018. Difícil até pensar como será novembro e dezembro, com o 13° a ser pago aos funcionários do Clube. À deriva como está, o Remo já saiu atrás dos adversários do Parazão porque ainda não sabe ou planejou como será o próximo ano. Fato é que o executivo de futebol, se vier a ter, precisa estar no clube participando do planejamento desde já. Técnico regional, assim como o elenco, é uma obrigação, se quiser ter um bom desempenho a baixo custo no primeiro semestre, para só então reforçar pontualmente o elenco. Outro fato é que a crise econômica tende a dificultar a vida dos clubes por todo o país em 2018, o que deve atrapalhar qualquer clube no decorrer de todo o ano, especialmente no início. Não há alternativas para o Clube do Remo que passem por fora de profissionalizar a gestão.

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  • 6. Acácio F B Elleres - Campeão dos Campeões  |  2 de outubro de 2017 às 11:34

    Um resultado normal em que um dos que luta para não cair enfrenta, na casa do adversário, uns do que pleiteia o acesso.

    No mais, é o mesmo bando que já fez o PSC perder mandos de campo, e recentemente ir ao STJD defender-se da acusação de homofobia.

    É o mesmo bando que não engole a cessação de benesses à torcidas organizadas (ingressos e outra coisas mais).

    São os mesmos que se acham mais torcedores do que eu e tantos outros mais.

    Enfim, um bando.

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  • 7. carlos souza  |  2 de outubro de 2017 às 19:06

    o paisandu vai cair com certeza, vai perder apara o boa esporte e, a ficar na zona de rebaixamento, a culpa é toda da diretoria, vai perder todo o investimento e vai passar muito tempo na serie c, POIS o grupo de 2018 vai ser muito dificil com remo, paisandu, abc, santa cruz, nautico e outros, tudo culpa da diretortia que nao quer mandar o tecnico embora.

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  • 8. Protesto fora de hora em Belém | Essa é minha história  |  16 de outubro de 2017 às 21:38

    […] via Protesto fora de hora — […]

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