De volta à zona de risco

25 de setembro de 2017 at 10:57 8 comentários

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POR GERSON NOGUEIRA

O técnico Marquinhos Santos considerou normal a derrota para o Goiás, sábado, no Serra Dourada. Chegou mesmo a parabenizar seus jogadores pelo empenho demonstrado e evolução nos minutos finais. Ao invés de dar parabéns ao time, deveria se desculpar com o torcedor pelo futebol raquítico mostrado na maior parte do jogo contra um adversário que não vencia há sete rodadas e que não teve grande atuação.

Aliás, o começo do Goiás foi revelador da má campanha do time na Série B. Atrapalhado, o time não conseguia formular jogadas simples e errava muito nas tentativas de ataque. Apesar disso, o Papão passou o primeiro tempo inteiro sem dar um chute a gol, limitando-se a afastar os cruzamentos e tentar jogadas sem maior perigo para a defesa goiana.

Na verdade, o time paraense demorou mais de uma hora para ameaçar a meta do Goiás. É verdade que os comandados de Hélio dos Anjos também não demonstravam grande capacidade criativa, perdendo-se nas tentativas individuais de Tiago Luiz e na pouca mobilidade do ataque. O único chute foi dado por Aylon, longe do gol de Emerson.

No 2º tempo, a coisa mudou de figura. Ciente da importância do jogo, o Goiás se lançou à frente em busca do gol. Dos Anjos adiantou seus homens de meio e liberou os laterais para o apoio. Deu certo.

O primeiro gol surgiu de uma falta na intermediária. O cruzamento veio no primeiro pau, mas ninguém da zaga paraense se antecipou e o baixinho Tiago Luiz teve tempo para se abaixar e desviar de cabeça, no canto, sem defesa para Emerson.

Com a vantagem no marcador, o Goiás se animou em campo. Já não errava tanto e começou a ameaçar mais. O Papão, ao contrário, ficou ainda mais perdido, sem conseguir conectar meio-campo e ataque, e exibindo furos na marcação e no posicionamento da zaga.

Foi assim que nasceu o segundo gol. Cruzamento alto da direita para a esquerda do ataque goiano, de lateral para lateral. Carlinhos cabeceou com total liberdade, diante de três defensores do Papão, que se limitavam a olhar o lance. A bola tocou no chão e entrou no canto esquerdo.

Só a partir desse momento o time de Marquinhos Santos mostrou alguma disposição em se envolver no jogo, embora timidamente. Ergueu algumas bolas na área do Goiás até que, aos 37 minutos, um toque de Marcão chegou a Rodrigo Andrade dentro da área. O volante bateu de primeira, mandando para as redes e acrescentando tensão na reta final do jogo.

Ficou apenas na vontade. O Papão não tinha força e ânimo suficientes para uma reação. Já o Goiás se limitava a controlar as ações no meio, embora com certa dificuldade e visivelmente apreensivo nos últimos minutos.

Para quem buscava pelo menos o empate, a indigência ofensiva foi fator decisivo para a nova derrota, diante de um adversário direto na briga contra o rebaixamento. Com 30 pontos, a dois da zona fatal, os sinais de alerta se concentram agora nos seis jogos que o Papão fará em casa. (Foto: CRISTIANO BORGES/O Popular)

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Remo tenta agilizar escolha do novo técnico

Depois de confirmada a licença do vice Ricardo Ribeiro, o Remo vive a expectativa da entrada em cena dos novos dirigentes, à frente Milton Campos, Miléo Jr. e Abelardo Sampaio. Como Campos está em viagem à China, integrando a comitiva do governador, a posse do trio foi adiada. Antes, porém, ainda haverá nova rodada de negociação para definir os limites de ação do grupo dentro da gestão.

De qualquer maneira, o primeiro item da agenda azulina de final de ano é a escolha do técnico. Léo Goiano continua cotado, embora enfrente resistências na diretoria e entre os dirigentes que irão assumir. Entre os que defendem sua permanência, há a convicção de que foi o melhor treinador da temporada, mesmo pegando o bonde andando.

Pesam contra ele alguns erros cometidos na reta final da campanha, com escolhas erradas na escalação e o exagerado defensivismo mostrado em alguns jogos. Há o temor de que não tenha a envergadura necessária para enfrentar momentos de pressão, tão corriqueiros num clube de massa.

Na lista de técnicos lembrados no Evandro Almeida pontificam Paulo Bonamigo e PC Gusmão. Pelas ligações com o clube, Bonamigo leva mais chances. Está sem clube desde que saiu do Fortaleza e no começo deste ano chegou a ser lembrado como parte de um projeto que envolvia investidores de fora, mas que nunca chegou a ser oficialmente apresentado.

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Galo despenca e Micale sai de cena

Rogério Micale, campeão olímpico de 2016, não conseguiu ficar nem um mês à frente do Atlético Mineiro. Teve pouco tempo para trabalhar, não contou com reforços, mas passou imagem de um técnico frágil para o momento vivido pelo Galo.

A presença de atletas desmotivados e em má fase técnica em nada contribuiu para que ele pudesse se estabilizar. Com a derrota para o Vitória, ontem, no Horto, a crise se instalou de vez e é cada vez mais presente o medo do rebaixamento.

(Coluna publicada no Bola desta segunda-feira, 25)

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Galeria do rock Seis homens detêm a mesma riqueza que metade da população mais pobre

8 Comentários Add your own

  • 1. Acácio F B Elleres - Campeão dos Campeões  |  25 de setembro de 2017 às 11:52

    E vai ser assim até o final da competição. Um elenco fraco somado a um treinador chegado à fala bonita, mas a resultados nem tão convincentes, não nos dá maiores esperanças.

    Saído dos calhamaços de teorias, Micale é um experimento mal sucedido desde a seleção olímpíca, que se não recebe a “visita” de Tite, sequer teria conseguido o bronze.

    Quanto ao resto…, bom, é o resto.

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  • 2. Edson do Leão - meu time nunca fugiu de campo  |  25 de setembro de 2017 às 12:39

    Rapaz, ninguém falou nada do pênalti Mandrake pro Bahia, mas se fosse a favor do Corinthians, deixa pra lá

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  • 3. Nelio( o Maior campeão nacional de Norte, Nordeste a Centro Oeste  |  25 de setembro de 2017 às 15:20

    Desde que o Papão voltou à serie B em 2015 eu nunca tive receio de rebaixamento, mesmo com a campanha ruim de 2016 quando muitos davam o rebaixamento como certo. Mas nesta serie B 2017 o perigo é iminente por causa de uma série de motivos internos e externos (bastidores) que tornam essa temporada uma nuvem negra no bicolor, mesmo ganhando o título estadual. Na motivos externos Este ano já ocorreram coisas no Paysandu difíceis de acreditar se não fossemos testemunhas oculares: Já teve presidente eleito que renunciou de forma inédita no clube motivado por pressões externas e ameaças. Mas bem antes disso, o presidente renunciante que não tinha muita prática administrativa em futebol, abriu mão e não quis na sua diretória o ex mandatário bicolor Wandick Lima, tido por muitos como o maior ídolo da história bicolor e que ainda por cima honesto e que entende muito assunto de futebol. Entre os motivos internos podemos citar a enxurrada de contrações de atletas de qualidade duvidosa, principalmente ex atletas do Fortaleza, um time que padecia há 8 anos serie C. Teve também o caso do clube pagar os salários altíssimos de atleta seu para atuar em clube de série C. Essa foi cruel, e o time do atleta foi eliminado precocemente da C e agora o cara está recebendo do Papão sem jogar por time nenhum. Houve também a ideia de gerico de trazerem atleta de 38 anos, cujo mesmo no passado esteve aqui e não prestou para nada. O problema já começou no início da temporada quando o dirigente renunciante abriu mão do treinador Dado Cavalcante que vinha de serie de sucessos no clube para trazer treinador que nunca tinha treinado time de série B. Aí começou o fiasco. Foram 4 jogos bem e o resto só peia. O cara veio aqui, ganhou experiência de serie B e foi para o Ceará onde está com muita chance de acesso a elite. Coisas do futebol. Saiu o treinador de terceira divisão trouxeram um de segunda mas que trouxe o histórico de ter sido rebaixado com o Figueira em 2016. São por essa “pequenas coisas” que temo pelo descenso.

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  • 4. Frederico Teron  |  25 de setembro de 2017 às 15:42

    Quando o Edson Leão esquece o Nicácio, apresenta boas postagens.

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  • 5. Comentarista  |  25 de setembro de 2017 às 16:13

    Pior que a indigência ofensiva do Paysandú, no jogo contra o Goiás, foi o espirito antecipado de Papai Noel de sua defesa !!

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  • 6. Comentarista  |  25 de setembro de 2017 às 16:16

    Como imputar a Léo Goiano culpa por mais um fracasso remista, se ele somente tinha dois tipos de jogadores – os ruins e os péssimos ??

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  • 7. Peixoto  |  25 de setembro de 2017 às 17:26

    Time do Papão seguindo a “estratégia” de seu treinador entrou em campo para empatar e perdeu. Mais uma vez Diogo Oliveira mal posicionado em razão do recuo demasiada da equipe tendo que vir buscar o jogo atra e Bergson querendo resolver sozinho. Além disso falha de cobertura do Aírton cuja escalação foi outra “estratégia” do treinador que o escalou no lugar do Lucas Taylor que vinha jogando bem.

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  • 8. Peixoto  |  25 de setembro de 2017 às 17:30

    Não entendo os motivos do meu comentário acima estar aguardando moderação. Não me referi ao rival do Papão e sim ao desempenho do meu time.

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