Real faz o que Barça não consegue: contratar espanhóis bons e baratos

5 de setembro de 2017 at 10:17 2 comentários

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Recentemente, o zagueiro Gerard Piqué, símbolo do Barcelona, admitiu, depois da derrota na Supercopa da Espanha, que, depois de muitos anos, via o Real Madrid mais forte que o Barça.  “A verdade é que nos últimos nove ou 10 anos, desde que estou no Barça, é a primeira vez que sinto que são superiores a nós”, declarou.

Muitos fatores explicam como os merengues romperam o domínio dos catalães em La Liga e na Uefa Champions League. Um dos principais, porém, é como os blancos aprenderam a contratar jogadores espanhóis “baratos” e que resolvem em campo. É o completo oposto do que o Barcelona vem fazendo nas últimas janelas.

O maior exemplo disso é o do zagueiro Sergio Ramos, contratado por “apenas” 27 milhões de euros (R$ 100,55 milhões, na cotação atual) na janela da temporada 2005/06. Um valor ínfimo perto do que o atleta já rendeu aos merengues em termos de títulos e principalmente de gols decisivos, além das atuações defensivas.

Ramos soma quatro títulos do Espanhol, duas Copas do Rei, três Supercopas da Espanha, três Liga dos Campeões, dois Mundiais de Clubes e três Supercopas da Uefa. Em muitas dessas conquistas, ele foi o responsável por tirar o Real de situações difíceis, marcando gols de cabeça nos momentos finais das partidas.

Além disso, no aspecto pessoal, ele foi considerado o melhor zagueiro de La Liganas temporadas 2011/12, 2012/13, 2013/14 e 2014/15 e integrou a seleção da Champions em 2013/14, 2015/16 e 2016/17, entre diversas outras distinções tanto por seu clube quanto pela seleção espanhola.

Há também outros exemplos recentes. O meia Isco, por exemplo, custou só 30 milhões de euros (R$ 111,73 milhões) para ser tirado do Málaga, na janela de 2013/14. É verdade que ele demorou um pouco para se firmar, mas hoje é um dos atletas mais importantes do técnico Zinedine Zidane, tendo sido bastante decisivo na reta final da última temporada, anotando gols importantes e dando passes milimétricos para ajudar o Real a conquistar o Espanhol e a Liga dos Campeões. Antes disso, esteve presente na conquista de mais nove taças pelos blancos.

Já nesta temporada, o meia-atacante Marco Asensio estourou de vez, tendo um começo de temporada espetacular e marcando um golaço atrás do outro. Ele custou meros 3,5 milhões de euros aos cofres merengues para ser comprado do Mallorca em 2015/16, depois que o Barcelona teve chance de comprá-lo, mas acabou desistindo. Hoje, o arrependimento é evidente…

Outro espanhol contratados a “preço de banana” foi o lateral direito Carvajal, tirado do Bayer Leverkusen por 6,5 milhões de euros (R$ 24,2 milhões, na cotação atual) em 2013/14. Após se tornar titular, ele resolveu um problema de muitos anos na ala do Real, que não conseguiu firmar ninguém na posição desde a aposentadoria do ídolo Michel Salgado. Jogadores como Cicinho, Panucci, Danilo e muitos outros tentaram, mas ninguém jamais se firmou como Carvajal, que hoje também é titular da seleção espanhola.

O atacante Lucas Vázquez, hoje um promissor reserva, também custou quase nada: 1 milhão de euros (R$ 3,72 milhões) para ser contratado do Espanyol, em 2015/16.

Com outros espanhóis, o Real também soube ganhar direito. Caso, por exemplo, do atacante Álvaro Morata, que foi revelado na base da equipe de Madri e vendido duas vezes: uma para a Juventus, por 20 milhões de euros (R$ 74,48 milhões, na cotação atual), em 2014/15, e agora para o Chelsea, por 62 milhões de euros (R$ 231 milhões).

Neste meio-tempo, ele foi recomprado pela equipe espanhola da “Velha Senhora” por 30 milhões de euros (R$ 111,73 milhões). O saldo final de suas transferências, porém, foi positivo em 52 milhões de euros (R$ 193,66 milhões).

Outro atacante, José Callejón, também rendeu alguns “trocados” para o Real Madrid. Ele foi comprado do Espanyol por 5 milhões de euros (R$ 18,62 milhões, na cotação atual), em 2011/12, e vendido em 2013/14 por quase o dobro para o Napoli: 9,5 milhões de euros (R$ 35,38 milhões, na cotação atual).

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BARCELONA CONTRATA ESPANHÓIS ‘RUINS E CAROS’

Na contramão do Real Madrid, o Barcelona se notabilizou nos últimos anos por contratar poucos jogadores espanhóis. E, quando compra algum, geralmente a decepção é grande, pois gasta muito e tem pouco resultado em troca.

Os catalães, por exemplo, torraram 30 milhões de euros (R$ 111,73 milhões) no atacante Paco Alcácer, ex-Valencia, em 2016/17.  E, desde que chegou, ele jamais justificou o dinheiro investido em sua contratação.

Com pouquíssimo brilho, raramente aproveitou as chances que teve e anotou apenas oito vezes em 30 jogos, ficando muito longe de lembrar o centroavante letal de outras temporadas. Outro exemplo de gasto inútil foi o lateral direito Aleix Vidal, que custou 17 milhões de euros (R$ 63,31 milhões) para ser tirado do Sevilla, em 2015/16.

Inicialmente, ele foi trazido para ser um “reserva de luxo” de Daniel Alves. Mas, mesmo depois que o brasileiro deixou o Camp Nou, o atleta jamais conseguiu se firmar com a camisa azul-grená. Prova disso é que, em dois anos de Barça, ele soma apenas 29 partidas como titular, tendo marcado dois gols.

Nesta temporada, o Barça tentou negociar Aleix até o último dia da janela, mas nenhum interessado apareceu. Com isso, ele acabou virando titular por falta de opção, mas segue devendo muito.

O meio-campista Denis Suárez é outro caso de espanhol que fracassou com a camisa blaugrana. Ele até nem custou tanto, apenas 3,25 milhões de euros (R$ 12,10 milhões) para ser resgatado do Villarreal, mas nunca jogou pela equipe catalã a mesma bola que mostrou no Sevilla e no próprio “Submarino Amarelo”, em atuações que o credenciaram a ser um dos principais nomes das seleções espanholas de base.

O último espanhol contratado pelo Barcelona foi o atacante Deulofeu, revelado pelo próprio time da Catalunha e que custou 12 milhões de euros (R$ 44,7 milhões) para ser trazido do Everton, da Inglaterra. Agora, resta saber se ele conseguirá ter uma passagem melhor que sua primeira pelos azuis-grenás.

Entre os poucos casos de espanhóis que deram certo no Barcelona nos últimos anos, é possível citar nomes como o do lateral Jordi Alba (18 milhões de euros, R$ 67 milhões) e o do meia Cesc Fábregas (34 milhões de euros, R$ 126,62 milhões). (Transcrito da ESPN)

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2 Comentários Add your own

  • 1. Felipe Piani  |  5 de setembro de 2017 às 11:01

    Morata foi comprado pelo Chelsea por 80 milhões de euros, não? No texto tá 62 milhões.

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  • 2. blogdogersonnogueira  |  5 de setembro de 2017 às 11:25

    Fico com a informação da ESPN, amigo.

    Curtir

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