Eficiência cirúrgica

14 de agosto de 2017 at 0:28 7 comentários

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POR GERSON NOGUEIRA

Deu gosto ver o Papão jogar no sábado à noite, na Arena Barueri, contra o até então invicto Oeste. Em lances pontuais, com extrema frieza e perícia, o time construiu uma vitória irretocável a partir de dois gols marcados no primeiro tempo. Pela maneira como o confronto se desenrolou, foi a melhor apresentação bicolor na Série B deste ano.

A marcação firme tanto na defesa quanto na linha de volantes foi o ponto alto da esquematização do Papão, que primou pelo apuro na troca de passes e na rapidez com que saía de seu próprio campo.

Augusto Recife, Carandina e Renato Augusto se constituíram, juntamente com o artilheiro Bergson, nos grandes nomes da vitória alviceleste, embora se possa afirmar que o time todo rendeu muito bem.

Cabe destacar também os ajustes feitos pelo técnico Marquinhos Santos, que apostou em Lucas Taylor para ocupar o lado direito, como substituto do titular Ayrton, extraindo do jogador uma atuação irrepreensível no aspecto ofensivo e firme na retaguarda, com participação em dois gols.

A vitória começou a nascer logo aos 12’, com gol contra de Rodrigo San, cortando para as redes um cruzamento rasante de Lucas Taylor. Depois, aos 29’, quando o Oeste ainda cambaleava junto às cordas, Bergson foi implacável: recebeu na intermediária e disparou um foguete que foi se alojar na gaveta esquerda de Rodrigo. Um golaço.

O meio-campo jogava por música, intenso e aplicado do princípio ao fim, sem permitir chances ao adversário. Tanto que o gol do Oeste, no começo do 2º tempo, resultou de um acidente: o zagueiro Gualberto escorregou e a bola sobrou para Robert, sozinho, tocar para as redes.

Quando o time de Roberto Cavalo tentava se animar, veio a ducha de água fria. Preciso, o Papão liquidou a fatura com categoria e frieza: aos 25’, em arrancada pela direita, Bergson serviu a Gualberto, que cruzou para o cabeceio certeiro de Magno no canto do gol.

Magno perderia outra grande chance e Bergson ainda foi derrubado pelo goleiro dentro da área, em penal que o árbitro ignorou. Pela lei natural das coisas, o Papão merecia ter goleado. Futebol não faltou para isso.

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Apático, Leão perde sem oferecer resistência

Deu pena ver o Remo jogar no sábado à tarde, no estádio Rei Pelé, em Maceió, contra o cada vez mais invicto CSA. Foram 90 minutos de total domínio alagoano em campo, sem que o time mandante precisasse jogar bem para alcançar seus objetivos. Fez 2 a 0 e poderia ter goleado, não fosse a imperícia e a afobação de seus dianteiros.

Do lado remista, apenas o goleiro Vinícius e o volante João Paulo se salvaram do desastre, nem tanto pelo placar, mas pela maneira frouxa e descompromissada com que o Remo se lançou ao confronto. Nas circunstâncias, o escore de 2 a 0 deixou o Leão no lucro.

O Remo entrou programado para se defender e esperar uma chance para encaixar um bom contragolpe. O plano caiu por terra logo de cara porque o time era frágil ao se defender e absolutamente inofensivo nas ações de ataque. O goleiro do CSA não foi incomodado, pois os remistas não dispararam um único chute em direção ao gol.

Vinícius, ao contrário, teve muito trabalho. Defendeu chutes perigosos de Daniel Costa e Boquita, mas não tinha como deter o disparo certeiro de Rafinha, aos 35 minutos, em cobrança de falta que explodiu no poste direito e entrou do outro lado.

O gol fez justiça ao único time interessado em alguma coisa no jogo. Em seguida, Léo Goiano trocou Ilaílson por Flamel, deslocando Dudu para a  lateral direita. A mexida, inócua, expôs um erro frequente de Goiano no Remo: a dificuldade em escolher os jogadores mais aptos para cada função.

Na etapa final, até 10 minutos, o Remo ensaiou uma reação, correndo mais e cercando a área do CSA. Mera ilusão. Conseguiu três escanteios, e foi só.

A partir dos 20 minutos, o time alagoano se plantou atrás e esperou os azulinos abrirem espaço. Michel e Boquita perderam boas oportunidades diante de Vinícius, que operou alguns milagres. Como até os bons vacilam, aos 40’, o goleiro errou ao sair para cortar um cruzamento curto na área e permitiu ao baixinho Didira desviar de cabeça para as redes.

As chances de classificação ainda existem, mas a indolência do time em Maceió revela que os obstáculos são mais internos do que externos.

(Coluna publicada no Bola desta segunda-feira, 14)

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7 Comentários Add your own

  • 1. Anselmo Gomes  |  14 de agosto de 2017 às 8:36

    É límpido e claro que o elenco do Remo não está mais engajado em disputar esse resto de Série C. O amadorismo administrativo e a constante insegurança financeira que habitam os arraiais azulinos refletem diretamente na concentração e no ânimo dos atletas. Prova disso a displicência com que atuou sábado, em Maceió. O que me preocupa é que será assim, daqui em diante, na competição, acarretando sérios riscos de permanência na terceira divisão, o que para mim já estaria de bom tamanho. Nessa altura, se fosse possível e se as pendengas trabalhistas permitissem, preferiria que fosse a campo, a partir de agora, um elenco completamente regional, complementado com jogadores da base, para pelo menos vermos alguma motivação e entrega dentro da quatro linhas. Tristes tempos, Leão…

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  • 2. lucilofilho  |  14 de agosto de 2017 às 9:41

    Analizando a tabela e os jogos restantes do grupo, há sim chances de classificação, porém como continuar acreditando nesse objetivo, se o time não desempenha em campo sequer uma partida, digamos, confiável. De alguns jogos que vi neste grupo, o Remo, infelizmente é o pior em desempenho. Joga sem evolução, acovardado e sem nenhum sentido tático, além claro, da deficiência técnica de alguns jogadores, principalmente aos dois laterais. Tá dificil acreditar em classificação, mas vamos continuar torcendo pelos jogadores e a força de nossa torcida, o fenômeno azul marinho.

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  • 3. Antonio Oliveira  |  14 de agosto de 2017 às 10:12

    O goleiro azulino fez importantes aparadas. Mas, sob o meu ponto de vista, poderia ter feito o mesmo nas duas bolas que acabou tomando. Em suma, seu desempenho, restou igual ao dos demais em termos de fiasco.

    Fora isso, subscreveria tudo o que constou da Coluna sobre o jogo do Remo.

    Acho que a Diretoria deveria fazer o correto. Dar folga ao elenco enquanto não pagasse integralmente o salário dos jogadores.

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  • 4. Nelio( o Paysandu jamais caiu para vergonhosa quarta divisão)  |  14 de agosto de 2017 às 10:42

    Foi aquilo que ja vinha observando há muito tempo: A falta de lucicez e lentidão de Aityon e Perema titulares na zaga bicolor vinha sendo um vaza barris, um caminho para os adversários chegarem fácil na vitória contra o Papão. Airton nunca foi confiável e não disse para que veio desde o parazão, mas Perema assumiu a titularidade no início da série B justamente por sua lucidez, eficiência e rapidez nas roubadas de bola tanto por baixo como bolas altas se tornando por um momento xodó da torcida bicolor e comparada até com antigo zagueiro alemão por gente da midia e apelidado de peremBAUER. Porém desde la pela 7 rodada Perema caiu de produção assustadoramente, não sendo mais o jogador vigoroso e certeiro no combate e roubada de bola dos adversários e bolas altas também se tornaram fáceis ganhar dele porque ficou parece pe de chumbo e não conseguia mais sair do chão. Quem viu as besteiras que ele fez no jogo contra o Brasil la fora ficou perplexo com Perema que ja vinha merecendo banco. Treinador bom é que observa esses fatos e não deixa o jogador jogar so com nome. Vamos ver daqui em diante como o time se comporta porque continuo dizendo tem de contratar urgente uns 3 porque o plantel é muito fraco.

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  • 5. miguelangelo1967  |  14 de agosto de 2017 às 11:41

    De fato foi a melhor apresentação do Paysandú que em contradição aos anos anteriores, era presa fácil jogando na casa do adversário, hoje é um visitante indigesto.
    Pena que dentro de casa não consiga impor o seu futebol fazendo valer o fator campo.
    Mas para esta série B onde todo visitante joga por uma bola, o Paysandú fez e faz diferente dos demais times que tenho acompanhado nesta divisão.
    O time jogou muito bem e comprometido com o objetivo de trazer os três pontos para Belém.
    A saída de Augusto Recife, embora questionada pelo comentarista da R.Clube dando lugar ao Rodrigo Andrade na minha opinião deu mais agilidade às ações de contra-ataque ao time Bicolor.
    Agora é torcer para que o time renda daqui para frente tão bem ou melhor do que atuou contra o Oeste, pois engatando três ou quatro resultados positivos coloca o time entre os 10 primeiros na tabela acumulando gordura para este returno onde muitas equipes ainda irão sentir o desgaste da competição tendo como consequência a queda de rendimento e impulsionando quem chega da parte mediana da tabela para cima.

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  • 6. salim zahluth jr  |  14 de agosto de 2017 às 11:47

    Infelizmente, penso que esse time do Remo não vai classificar, pois a exemplo do ano passado, nos últimos jogos a Diretoria não consegue passar os salários e os jogadores passam a fazer corpo mole.
    Espero que não caia para a série d.

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  • 7. Nelio( o Paysandu jamais caiu para vergonhosa quarta divisão)  |  14 de agosto de 2017 às 11:48

    A vitória também foi cirúrgica para um time que no momento so pensa em permanecer na série. 3×1 na casa de adversário concorrente direto foi bom demais. Para melhorar é preciso que passe essa nuvem negra de perder em casa e essa desculpa esfarrapada de culpar muita pressão da nação bicolor. Se o time jogar como jogou contra o Oeste, com disposição, rapidez e garra a torcida vai no embalo e pressiona o adversário. Mas se voltar a lentidão, apresentação lenta e sonolenta, com aquele futebol caranguejo andando para trás, aí a não tem como a torcida não pegar corda. Incrível como alguns times de série C jogam um futebol vistoso , toques rápidos e precisos envolvendo adversário, com esquema de jogo. O CSA mostrou isso contra o remocreia e fiquei a me peguntar como o Paysandu de série B apresenta esse futebol sonolento, ruim de se ver.

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