Um líder com méritos

29 de maio de 2017 at 1:25 19 comentários

POR GERSON NOGUEIRA

O Papão fez contra o Inter seu jogo mais consistente na temporada. Firme na marcação, não permitiu espaços para os avanços de jogadores habilidosos, como Pottker, e alcançou a vitória aproveitando uma das raras oportunidades surgidas. A atuação confirma a evolução da equipe

Cabe lembrar que, ao longo do ano, o time tem padecido de oscilações, por vezes fazendo bons começos e depois caindo de rendimento, ou ao contrário. No sábado, mesmo sem três peças importantes (Leandro Carvalho, Bergson e Diogo Oliveira), o Papão soube jogar.

Contra o grande favorito da competição, o time foi maduro e estratégico. Não se expôs exageradamente na busca do gol e nem permitiu que o Inter se distribuísse em campo. Melhor que isso: foi crescendo na partida ao observar (e atacar) os pontos vulneráveis do Colorado.

Depois de um primeiro equilibrado, o Papão veio mais sólido na defesa e rápido nas triangulações ofensivas. O Inter já não conseguia sair com a mesma constância e o gol surgiu nesse momento de indefinição. Uma rápida troca de passes iniciada na esquerda terminou nos pés de Fernando Gabriel, que arrematou da entrada da área, aos 15’. Um golaço.

Ante a pressão colorada, falou mais alto a sobriedade dos zagueiros bicolores e a segurança na marcação – já com Capanema no lugar de Recife. Sem sobressaltos, o Papão conduziu a partida até o final, comemorando a inédita liderança na era dos pontos corridos.

O fato é que ninguém é líder por acaso.

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Empate com sabor de derrota

Nem o fraco árbitro acreano superou o time do Remo em incapacidade técnica, ontem à noite, no Mangueirão. O empate frente ao Cuiabá, que irritou a pequena torcida presente, foi um achado. Pelo que não jogou, o time azulino saiu no lucro.

Os visitantes nem precisaram ser brilhantes para levar a melhor sobre o cambaleante meio-campo formado por Labarthe, João Paulo, Mikael e Danilinho, cuja dificuldade no aspecto físico se somou às muitas deficiências no trato básico com a bola.

Mesmo tocando melhor a bola e com maior aproximação, o Cuiabá falhava na marcação, principalmente pelo lado esquerdo da defesa. Foi por ali que Danilinho, em sua única jogada na partida, aos 19 minutos, chegou à linha de fundo e cruzou rasteiro para Mikael completar para o gol após Nino Guerreiro dividir com o goleiro Henal.

O gol poderia ter dado ao time a tranquilidade necessária para costurar melhor as manobras e tentar surpreender o Cuiabá, que partiu em busca do empate. Nada disso ocorreu. O Remo, desorganizado no meio-campo, perdia bolas fáceis na disputa direta com os adversários. Vinícius se virava e salvava o time de situações perigosas. Acabou como melhor em campo.

Ao explorar as limitações do lateral Daniel Damião, por onde caía sempre um lateral e o atacante Elias, o Cuiabá achou o caminho das pedras. Foi por essa avenida que, aos 22 minutos, Rafael manobrou e lançou Elias na área. Ele encobriu o goleiro Vinícius e empatou.

Do lado azulino, só nervosismo e ligação direta. Era um chutão atrás do outro. Sem alternativas pelo meio, a bola era esticada para Edgar, que não conseguiu jogar por estar vigiado por Léo Salino e Bruno Moura. João Victor entrou, mas também acabou vítima de solidão no ataque.

A última tentativa remista foi digna de comédia pastelão. Imitando o célebre Potita, Rony perdeu boa chance ao aplicar uma rosca na bola, que saiu pela linha de fundo. Um lance patético, que espelha bem o nível dos “reforços” que o Remo contratou para a Série C.

(Coluna publicada no Bola desta segunda-feira, 29)

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19 Comentários Add your own

  • 1. Daniel Lima  |  29 de maio de 2017 às 8:00

    Bom dia Amigos do blog…..minhas expectativas estão a confirmando lamentavelmente, para o remo….os contratados são uma lástima de futebol….as desculpas da comissão técnica de desestrosamento nunca acreditei pq sempre falei que desestrosamento eh uma coisa ruindade eh outra. E no caso do remo impera a ruindade absoluta. Sinto dizer que esse ano eh um seríssimo candidato ao rebaixamento, pq esse ano o remo não consegue nenhum ponto fora, e dentro de casa ja não ganha….não do a quinta rodada para o remo estar no zona. E quando entrar não sairá mais. Não sou pessimista…apenas analiso os fatos. Pq um time que está torcendo para o retorno de um ex jogador em atividade para ser a solução dos problemas…. vai ganhar de quem? Alexandre meia do São Raimundo com os pés nas costas eh melhor do que lamberte, Micael, Danoninho, etc….para mim seria um meio razoável Flamel e Alexandre.

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  • 2. Anselmo Gomes  |  29 de maio de 2017 às 8:01

    Havia comentado pouco antes de a série C começar que não possuía ilusões de acesso para com esse time do Remo. Estava mais do que ciente de uma campanha de manutenção na série C, e com isso me contentaria, dadas as limitações infraestruturais do clube. Contudo, depois de constatar o “balaio” de contratações duvidosas que chegaram , desprezando-se, como sempre, a base limitada mas aguerrida formada para a disputa do parazão, meu ceticismo transformou-se em pessimismo, o que só vem se agravando diante das apresentações pavorosas verificadas nessas 3 primeiras rodadas. Nos 3 jogos, o time se viu dominado, principalmente no segundo tempo, pelos adversários. Não existe vida no meio campo azulino; a qualidade técnica e física dos “reforços” é lastimável; JT, cujo time só joga nos finais de semana, não apresenta evolução tática ou preocupação em substituir as peças que não vêm funcionando. Agora, em vez de estar ciente de que o time se manteria na série C, ando ressabiadíssimo quanto a um possível, e cada vez mais provável, rebaixamento. Ah amigo, e se voltarmos para o limbo da série D, melhor fechar as portas do setor futebolístico de vez, e dedicar-se somente à canoagem, ao futsal e ao basquete, até que algum dia uma brisa de mudança estrutural e administrativa surja no horizonte (ou não).
    PS: Cortou o coração ver o empenho e a cantoria da pequena e apaixonada torcida azulina ontem no Mangueirão. Mais pareceu um canto fúnebre, perante os zumbis que vagavam em campo…

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  • 3. celira  |  29 de maio de 2017 às 8:42

    A frase é: A César o que é de César.

    Chamusca é o responsável pelo acerto defensivo do PSC e, isto, vem rendendo frutos ao time paraense no início da competição.

    Contudo, nem tudo são flores na Curuzu, pois, é visível a dificuldade de articulação das linhas ofensivas do time. Por sinal, problema este que vem desde do campeonato paraense e da Copa Verde.

    O acerto do sistema defensivo passa pela opção de Chamusca em organizar a equipe com três volantes, mas, isto resvala na fragilidade ofensiva do time.

    Como resolver isso?

    Bem, penso que a entrada de Jonhatan no lugar de Recife possa trazer o equilíbrio necessário entre ataque e defesa.

    Todavia, hoje é difícil mexer, afinal, time que está ganhando não se mexe.

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  • 4. lucilofilho  |  29 de maio de 2017 às 9:14

    Assisti apenas o segundo tempo do jogo, e isso foi o suficiente para ver que esses jogadores contratados, tem nível técnico inferior aos que lá estavam jogando. Se fossem bons jogadores, com esse tempo de treinos, já deveriam mostrar alguma capacidade técnica, mesmo que individual. Ontem foi um show de horrores, além claro, da incapacidade coletiva em termo de organização em campo. Foi sim um empate com sabor de vitória. Se esperta leão, o campeonato está apenas no começo, mas o alerta para o rebaixamento ligou de forma clara, temos tempo pra direcionar essa rota para o bem, basta organizar esse time.

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  • 5. Eric  |  29 de maio de 2017 às 9:35

    Daniel não é a questão contrata jogadores da terra e chegar na hora eles acabam amarelando, da uma Branco é desaprende quando chegar aqui

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  • 6. Luis Felipe  |  29 de maio de 2017 às 9:40

    Juro que não entendo como conseguem encontrar esses jogadores. Foram na série D contratar? Antes fosse! Trouxeram reservas do CSA, Bangu, Brasiliense…
    Impossível dar certo.
    Meio de campo do Remo é ridículo, faz pirraça com a cara do torcedor. Mikael é muito, mas muito, inferior ao Flamel. É uma bomba que o Remo está preso até o fim do ano.
    Revoltante o nível dos reforço do Remo. Sem palavras pra descrever a frustração e a raiva que acomete o torcedor.

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  • 7. Comentarista  |  29 de maio de 2017 às 9:42

    O gol do Paysandú foi o mais bonito do ano, até aqui, no Pará, Quiça o mais bonito no Brasil !

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  • 8. Luis Felipe  |  29 de maio de 2017 às 9:46

    Remo trazendo os destaques do campeonato paraense estaria melhor representado nesta série C.
    Chicão, ilailson, mandi, Magnum, monga (Deus do céu, me perdoe, mas assusta mais a defesa adversária do que Nino guerreiro), e por aí vai.
    Manteria uma folha baixa e teria uma equipe mais eficiente e com vontade de trabalhar.
    Esses que vieram, além da ruindade, não demonstram vontade. Mikael não dividia bola alguma. Danilinho idem.

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  • 9. Oliveira  |  29 de maio de 2017 às 10:08

    Amigo Celira, ratificando o bom desempenho do sistema defensivo do Paysandú, é o único time que não levou gol nas três primeiras rodadas das séries A, B e C.

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  • 10. Flávio Rodrigues  |  29 de maio de 2017 às 10:15

    Pelo o amor de Deus, sabemos que existe um limite de inscrições para o campeonato e o Remo praticamente estourou esse limite. Eu rescindiria o contrato desse Rony e desse Labarth por deficiência técnica. Esse Danilinho e esse Mikael realmente não dão combate. O Léo Rosas tinha que ser o titular na lateral direita. Igor João infinitamente melhor que o Henrique que só tem o pé direito. Eu mandaria o técnico embora. Um time que perde para o Brusque e para o Santos de Macapá não tem credibilidade. O técnico foi a público queimar o Eduardo Ramos para o torcida e perdeu o estadual com um gol de bola parada no final do jogo, isto é, o técnico está sem estrela…somos sérios candidatos ao rebaixamento e se isso ocorrer será o fim do clube. Essa diretoria está brincando com o clube. Por favor tragam o Arthur Oliveira e o Agnaldo de auxiliar, o Remo vai crescer na competição, pois eles não irão escalar esses imbecís que foram contratados para o campeonato. Eu ficaria com João Paulo que não constrói absolutamente nada, mas é um exímio marcador e o Nino Guerreiro que é brigador, infelizmente a bola não chega nele, os demais, eu mandaria embora. O Flamel precisa de recuperar, o Eduardo Ramos já está voltando e eu traria o Pimentinha e o Reinaldo Alagoano. Um abraço a todos!

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  • 11. Nelson Albuquerque  |  29 de maio de 2017 às 10:32

    Disse tudo, Daniel: “desentrosamento é uma coisa, ruindade é outra”. O time do parazão era nitidamente superior, mas, como sempre, os jogadores da base ficaram de fora do campeonato principal. Só foram lembrados no momento do aperreio, ou seja, quando não havia dinheiro para contratarem jogadores para o parazão (como se houvesse dinheiro agora!) ou simplesmente por que a maioria destes jogadores não teria interesse em disputar um campeonato estadual de pouca visibilidade.

    Como diria o Cláudio Columbia, é a minha opinião. Bom dia!

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  • 12. miguelangelo1967  |  29 de maio de 2017 às 11:17

    Acho que jogar sem o Diogo Oliveira foi um reforço visto que o mesmo é um homem a menos na marcação.
    Leandro Carvalho certamente iria proporcionar ao Colorado os contra-ataques oriundos da sua insistência em prender demais a bola e querer resolver tudo sozinho.
    Dos “desfalques” acho que só o Bergson mesmo.
    O equilíbrio no sistema defensivo é notório e palmas para o Chamusca, a competição é outra e até aqui ele vem conduzindo o barco com o que tem.
    A vitória sobre o Inter foi justa e a contento, se caberia um ou mais gols acho que só s oportunidade perdida pelo Marcão.
    Alguns da imprensa, não dá RBA, foram aos berros porque o Paysandu respeitou demais o Internacional, diga-se de passagem, mesmo o time gaúcho não jogando o fino da bola, ele é o mais cotado a subir e é o time a ser vencido
    Os três pontos para o time Bicolor premiou a equipe que soube jogar dentro daquilo que se propôs, qualquer outro resultado seria muita injustiça da parte dos deuses do futebol.
    Não é por acaso que o Paysandu é líder incontestável da competição até aqui.

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  • 13. miguelangelo1967  |  29 de maio de 2017 às 11:22

    Quanto ao rival eu começo a perceber que o Josué Teixeira não está mais a frente da equipe, isto eu falo em relação aos indivíduos indicados ou que chegaram ao Baenão com o seu aval.
    A não ser que o caixa azulino está tão vermelho que dentro da atual finança só dá para contratar o que vi até aqui. Horrores.
    Creio que o maior erro do rival foi não dar crédito aos jogadores do Parazão que com a contratação de uns destaques locais teria uma equipe competitiva para o nível da série C.
    Ainda dá tempo, mas jogar fora pontos contra os dois piores times da chave é um preço muito alto que será pago na hora de contabilizar quem passará aí mata-mata!

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  • 14. Jorge Paz Amorim  |  29 de maio de 2017 às 12:24

    Papão continua com o problema de sistematicamente marcar muito atrás. Com isso, os laterais têm muitas dificuldades no apoio, os do meio de campo conduzem a bola em demasia e os atacantes estão sempre isolados, não por acaso o ataque bicolor tem sido um verdadeiro cemitério pra atacantes, nos últimos anos.
    Uma mescla na postura, fazendo a equipe marcar mais adiantado em certos momentos do jogo seria o desejável a fim de tirar o adversário de eventual zona de conforto.
    Não costumo comentar coisas do Remo para não ser acusado de xavequeiro, mas esse Rony é sério candidato a Potita 2017. Aquele chute pra trás o credencia.

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  • 15. Mauricio Carneiro  |  29 de maio de 2017 às 13:51

    Felipe Gabriel tem se saído um bom reforço, mais como um meia atacante do que um meia de criação, comparável a Thiago Luiz. Até daria pra tentar uma maneira de encaixar o Diogo Oliveira, este jogando mais próximo dos volantes, mas acho que o ideal mesmo seria um terceiro volante que chegasse bem à frente. Jonathan já foi esse jogador, mas ultimamente tem deixado a desejar, talvez lhe falte sequência de jogos.

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  • 16. miguelangelo1967  |  29 de maio de 2017 às 14:10

    Amigo Maurício, pelo o que deixou de render o Jhonatan perdeu o lugar no meio Bicolor.
    Acho que o Paysandu terá que procurar outro jogador para a função.

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  • 17. blogdogersonnogueira  |  29 de maio de 2017 às 18:08

    Fernando Gabriel é o nome do meia, amigo Maurício. Concordo quanto à necessidade de um terceiro volante com habilidade para ir à frente.

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  • 18. Mauricio Carneiro  |  29 de maio de 2017 às 20:00

    Verdade Gerson, equivoquei-me. Valeu.

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  • 19. Charles Resende  |  30 de maio de 2017 às 7:36

    Recife, no meio, não dá… Não consigo entender sua titularidade. É um grande profissional, mas não possui condições para ser o titular. Não tem poder ofensivo algum. Num contra-ataque armado pelo R. Andrade, ainda no primeiro tempo, o Paysandu só não fez o gol, pois o Recife não conseguiu acompanhá-lo,

    Celira, foste preciso. Ainda acho que o Jonnathan deve ser o titular. Chamusca poucas chances deu ao mesmo. Precisa de sequência.

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