Atuação fraca, estreia 100%

15 de maio de 2017 at 1:35 1 comentário

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POR GERSON NOGUEIRA

Apesar da falta de entrosamento e do baixo rendimento fraco da maioria dos estreantes, o Remo saltou uma fogueira ao estrear ontem na Série C. Contra o Fortaleza, principal adversário na luta pela classificação, o time de Josué Teixeira resistiu como pôde às investidas do visitante e acabou chegando à vitória com um gol de pênalti já na metade do segundo tempo.

Inteiramente modificado, com sete novidades na escalação, era natural que surgissem problemas de sincronização entre defesa, meio e ataque. Só não se imaginava que os jogadores errassem tanto nos passes e desarmes.

Durante o primeiro tempo, o Fortaleza foi bem mais presente ofensivamente, com ataques perigosos e que só não resultaram em gol pela boa presença do zagueiro Bruno Costa, o melhor dos novatos, e também por uma crônica dificuldade de finalização dos atacantes cearenses.

Ainda assim, logo no começo do 2º tempo, Iago perdeu uma oportunidade clara de gol após descuido de marcação da defesa remista. Aos 28’, já com Gabriel Lima em campo, substituindo a Mikael, surgiu o gol azulino.

O lance nasceu de uma falha da zaga, após chutão de Tsunami em direção ao ataque. Edgar avançou com a bola e foi tocado por um zagueiro quando ia finalizar. Nino Guerreiro cobrou o pênalti e botou o Remo em vantagem.

De maneira geral, estreias são naturalmente difíceis, principalmente contra adversários tradicionais, mas o excesso de estreias quase complicou a vida do Leão. Reformulado e de técnico novo (Paulo Bonamigo), o Fortaleza teve domínio das ações e demonstrou maior aproximação entre os setores.

O Remo não encaixou nenhuma boa jogada de aproximação. Daniel Damião errou muito na lateral direita e Tsunami se afobava nas jogadas pela esquerda. No meio, Danilinho limitou-se a passes laterais e não pareceu ser o camisa 10 capaz de arrumar o setor de criação. Kaio Wilker, que o substituiu, também não mostrou rigorosamente nada.

O Fortaleza só não foi mais perigoso porque seus atacantes eram dispersivos demais e quase não arriscavam chutes de fora da área.

Ficou para o Remo, além do grande resultado, a certeza de que muitos dos que disputaram o Estadual ainda terão utilidade na Série C. Dos estreantes só Bruno Costa e Nino Guerreiro mostraram qualidades. Edgar foi, de novo, o jogador mais decisivo, sempre num nível acima dos demais.

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Desempenho sofrível, resultado excelente

No sábado à noite, em jogo sofrível no aspecto técnico, o Papão superou o Oeste com dois gols na etapa final e estreou com vitória na Série B, coisa que não acontecia há 19 anos. Foram grandes as dificuldades encaradas pelo time alternativo montado por Marcelo Chamusca para o jogo.

Com apenas dois titulares (Emerson e Augusto Recife), Chamusca armou o Papão com a zaga reserva e a presença de quatro estreantes – Peri, Fernando Gabriel, Wellington Jr. e Marcão.

Os primeiros movimentos denunciaram a falta de conjunto e uma certa apatia do time. O Oeste, também estreando vários atletas, não chegava a ameaçar, mas era mais organizado na construção de jogadas.

No início do 2º tempo, um grande susto. Robert encobriu Emerson e marcou para o Oeste. O gol acabaria anulado erradamente pelo auxiliar, que apontou impedimento. Na sequência, aos 7 minutos, o Papão achou o seu gol. Após escanteio, a bola sobrou para Fernando Gabriel, que bateu cruzado. A bola desviou no zagueiro Garuth e entrou.

A partir daí, o time se encolheu, esperando os avanços do Oeste para contra-atacar. Apesar de se fechar bem, o Papão não acertava o último passe para explorar os contragolpes.

Foi preciso que Bergson, Diogo Oliveira e Rodrigo entrassem para dar mais sustança à equipe. O segundo gol veio em pênalti sofrido e cobrado por Bergson.

A atuação não foi de encher os olhos, mas o resultado foi excepcional para uma estreia.

(Coluna publicada no Bola desta segunda-feira, 15)

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Antes e depois do golpe Capa do Bola – segunda-feira, 15

1 Comentário Add your own

  • 1. Antonio Valentim  |  17 de maio de 2017 às 8:40

    Em visita a Belém, estive no Mangueirão domingo. Fraca atuação contra o adversário mais tradicional do grupo. Felicidade do Remo, que tem Edgar, e pelo fato de o adversário ciscar muito mas não saber concluir, além de termos um goleiro que sabe sair nas bolas aéreas.

    Ponto alto para mim: a empolgadíssima torcida azulina. Nota 10 para o fenômeno azul.

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