Seleção do campeonato

9 de maio de 2017 at 0:27 7 comentários

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POR GERSON NOGUEIRA

Apesar do nível técnico apenas razoável e da tremenda fuga de ideia na escolha do nome fantasia do campeonato – Banparazão –, pode-se dizer que a fórmula de disputa, simples e de tiro curto, foi plenamente aprovada, constituindo-se no ponto alto do torneio encerrado anteontem com o triunfo do Papão. Destaque para alguns valores individuais, valiosos para suas equipes, ainda que em quantidade mais modesta do que em edições passadas.

Como de praxe, a coluna escala a sua seleção, adotando como critério a ênfase nos valores da terra e nas figuras mais promissoras reveladas no torneio.

No gol, André Luiz (CR) foi o mais regular, tirando o Remo de várias enrascadas ao longo das 3 fases principais do Parazão.

Léo Rosa (CR), mesmo caindo de rendimento na reta final da disputa, manteve-se acima dos demais concorrentes na ala direita. Mocajuba (Independente) é o titular da faixa esquerda da defesa. Forte na marcação e eficiente no apoio, foi um dos bons valores do Galo Elétrico.

O miolo da defesa fica com Henrique (CR) e Perema (PSC). O santareno, que saiu da suplência para brilhar na fase crucial do campeonato, já merecia a chance de mostrar qualidades num clube de massa. Henrique, que enfrentou problemas de contusão nos últimos jogos, foi sempre o ponto de referência da defensiva azulina.

Rodrigo Andrade (PSC), Tsunami (CR) e Flamel (CR) integram a meia-cancha. Rodrigo foi sempre o melhor volante à disposição de Marcelo Chamusca, que levou todo o inverno para perceber isso. Tsunami, apesar das improvisações constantes na lateral e na zaga, teve como característica mais acentuada a marcação firme à frente da zaga. Flamel, afastado por lesão da semifinal e da decisão, exibiu ao longo do campeonato a velha categoria no comando da meiúca azulina.

O tridente ofensivo fica assim composto: Leandro Carvalho (PSC), Magno (Independente) e Bergson (PSC). Um hipotético ataque com esses jogadores teria como principais características a rapidez, a habilidade e a capacidade de finalização. Todos foram importantes, mas Bergson se sobressaiu pelo papel decisivo na hora da definição do campeonato, garantindo o título no minuto final.

Tiago Mandí (Águia) e Gabriel Lima (CR) são as revelações. O técnico é Josué Teixeira, pelo mérito inegável de montar um time competitivo nas condições em que o Remo se encontrava e pelo talento para debelar focos de incêndio no Baenão.

O campeonato não teve craque, nem no sentido mais rastaquera da palavra.

————————————————————————————————–

Despesas leoninas exigem esclarecimentos

Ainda está por ser suficientemente esclarecido o descompasso entre as despesas do Remo e as do Papão no clássico que decidiu o campeonato estadual. Enquanto os bicolores arrecadaram R$ 464.365,00 e tiveram um saldo de R$ 410.234,56, os azulinos obtiveram renda de R$ 589.365 e saldo de R$ 382.948,56.

A diferença está no valor das despesas. Enquanto os gastos do Remo com a partida ficaram em R$ 206.416,44, os do PSC foram de R$ 154.130,44, ainda salgados, mas R$ 52.286,00 a menos que o do rival.

Em tempo de aperreios, com o clube às voltas com tantos encargos e dívidas, é no mínimo esquisito que a direção do Leão seja tão pouco cuidadosa com os detalhes que ajudam a explicar o fosso administrativo que separa os velhos titãs do Norte.

Por exemplo, enquanto o Leão desembolsa cerca de R$ 10 mil com a segurança, o Papão gasta somente R$ 3 mil. O lanche revela outro absurdo: preço unitário em torno de R$ 20,00, castigando ainda mais os já combalidos cofres remistas.

Que as lições dos clássicos decisivos do Campeonato Estadual sejam assimiladas e que o Remo ajuste sua contabilidade interna, abraçando os manuais sagrados da economia, que recomendam a cotação de preços como forma básica de emagrecer as faturas.

(Coluna publicada no Bola desta terça-feira, 09)

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Eterno ídolo da Fiel, Sandro acompanha a grande final do Parazão Capa do Bola – terça, 09

7 Comentários Add your own

  • 1. Cláudio Columbia  |  9 de maio de 2017 às 8:41

    Gerson e amigos. .. como cada um tem sua selecao, também fiz minha seleção do Parazão/2017…divukguei ontem no pgm TBP, na Rádio Clube…No 4-1-4-1

    1- André Luiz

    2- Leo Rosa
    3- Wanderlan(SR)
    4- Gilvan
    6- Tubarão (SR)

    5- Wesley

    7- Leandro Carvalho
    10- Alexandre (SR)
    8- Magno(Independente)
    11- Edgar

    9- Bergson

    Melhores técnicos- M. Chamusca (Campeão ) e J. Teixeira

    Craque…Bergson

    Revelações: Tiago Mandi (Águia) e Gabriel Lima

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  • 2. Luis Felipe  |  9 de maio de 2017 às 9:31

    Essa diferença nas despesas tmb me chamou atenção. Como pode?? 50 mil é muita coisa. Não é razoável. Aliás, é inexplicável, sem sentido.
    Além da diferença entre as despesas, tem tmb o volume: R$200 mil é maior que a folha salarial de jogadores do Remo.
    Não gosto de fazer pré julgamento de nada, mas neste caso não tem jeito. Fica parecendo que tem gente levando vantagem e colocando dinheiro azulino no bolso.
    Diretoria tem que se explicar sobre isso!!
    Aí tira 30% da justiça do trabalho, no final não sobra nem R$200 mil líquidos (de uma renda bruta de mais de 500 mil).

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  • 3. celira  |  9 de maio de 2017 às 10:20

    Minha seleção…

    Emerson

    Léo Rosa
    Perema
    Gilvan
    Mocajuba

    Rodrigo Andrade
    Flamel

    Leandro Carvalho
    Magno
    Edgar

    Bergson

    Técnico: Léo Goiano (seguido de perto por Josué)

    Pior técnico: Chamusca

    Revelação: Gabriel

    Craque: Bergson

    Curtido por 1 pessoa

  • 4. Gleydson  |  9 de maio de 2017 às 14:58

    As seleções do Gerson e dos colegas são bem mais criteriosas do que a do próprio troféu Camisa 13, que os caras só votam por paixão clubística. A minha seleção seria:

    André Luís;

    Léo Rosas (por falta de concorrente menos pior)
    Perema
    Wanderlan
    Mocajuba;

    Tsunami
    Rodrigo Andrade
    Leandro Carvalho:

    Edgar
    Magno
    Bergson

    téc: Josué (tirou leite de pedra)
    revelação: Tiago mandí
    craque: as torcidas de Remo e paysandu

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  • 5. Antonio Oliveira  |  9 de maio de 2017 às 21:10

    Amigo Celira, torço muito pelo Flamel. Mas, ele ficou de fora dos jogos mais importantes, devido à contusão. Acho que por isso ele ficou alguns pontos abaixo do Diogo Oliveira, que mesmo também tendo oscilado, teve algumas participações importantes nos momentos em que conseguiu fazer boas atuações.

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  • 6. Gleydson  |  9 de maio de 2017 às 23:50

    Os piores seriam:
    Evandro (Cametá);

    Airton (Edgar que o diga)
    Zé Antonio (Remo)
    Thiago Costa (Cametá)
    Avenida Jakinha (Remo);

    Eliseu (Remo)
    Capanema (PSC)
    Sobralense (PSC);

    Alfredo (PSC)
    Leandro Cearense (PSC)
    Feijão (Pinheirense)

    Pior técnico: Chamusca
    Pior Pontaria: Gabriel Silva
    Pior revelação: Caio Ribeiro
    Chinelinho: Renan Silva
    Decepção: São Francisco

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  • 7. Antonio Valentim  |  10 de maio de 2017 às 7:32

    Desculpem a sinceridade: não vejo muito sentido nessas “seleções”.

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