Há 34 anos sem Elis

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Há 34 anos, a música perdeu Elis Regina, considerada por muitos como a melhor cantora brasileira de todos os tempos. Gaúcha de nascimento, ela foi encontrada morta no dia 19 de janeiro de 1982 em seu apartamento, em São Paulo, aos 36 anos de idade. O laudo médico indicou como causa da morte uma mistura fatal de cocaína e álcool. A perda consternou o país. Elis estava no auge do prestígio. Tinha uma carreira sólida, com repertório de primeira linha, excepcional domínio de palco e voz afinadíssima.
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A cantora surgiu nos festivais dos anos 60 e se consagrou com os espetáculos Falso Brilhante e Transversal do Tempo. Politizada, sempre questionou as restrições impostas pelo regime militar. Em 1979, como repórter de O Liberal, tive a honra de entrevistar Elis no antigo Equatorial Hotel (foto abaixo), por ocasião da passagem por Belém de seu show “Essa Mulher”.
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8 comentários em “Há 34 anos sem Elis

  1. Hoje o blog está bem musical, amigo Gerson, e quanto mais boa música melhor! Hoje, casualmente, a minha filha (de 6 anos) colocou o LP “Encontros: Elis Regina e seus amigos…” para embalar o nosso café da manhã. A 3ª foto abaixo representa a entrevista no Equatorial Hotel? És um sortudo!

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  2. Sim, Nelson. Este foi daqueles momentos que marcam a carreira profissional e a própria vida da gente. Fã de boa música, obviamente de Elis também, recebi como dádiva a pauta para a entrevista, que aconteceu umas 22h no Equatorial – que naquela época era o hotel mais badalado da cidade. O fotógrafo foi o amigo Carlos Rauda, mas eu não tinha nenhum registro da entrevista. Há dois anos, via Face, o amigo Ronald Junqueiro – colega dos tempos de O Liberal – me presenteou com a foto usada no post. O papo foi muito bom, acho que a matéria ficou OK, apesar de no começo o nervosismo ter me atrapalhado um pouco nas anotações. Era um foca, tinha 20 anos.

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  3. Muitos não sabem que a dita cuja tinha vergonha de ser gaucha e quando nas férias visitava os pais, os mesmos sofriam assédio por parte dela motivado pela culinária regional que lhe apresentavam. Certa feita declarou que se soubesse que morrendo poderia voltar carioca, gostaria de morrer. Sua vontade foi atendida da forma que todos conhecem. O surpreendente é que após se cumprir o ciclo de seu desencarne, retornará mais gaúcha do que nunca.

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  4. A propósito, esta foto da entrevista mereceria constar daquela seção que maus recentemente o Blog começou a exibir com fotografias. A marcante expressão do rosto e do ímpeto da Elis foi muitíssimo bem captada pelo artista da lente.

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  5. Nessa época o blogueiro era apenas um rapaz latino-americano, sem dinheiro no banco, sem amigos importantes e vindo do interior. Foto que vale mesmo como um registro.

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  6. Só uma correção, amigo. O blogueiro continua exatamente como chegou: latino-americano, sem dinheiro no banco, sem amigos importantes e vindo do interior. As únicas diferenças em relação à foto são o tempo (37 anos atrás) e o cabelo, era mais farto e ainda negro.

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