3 comentários em “A sentença eterna

  1. Para que assim seja, deve ser incluído no currículo escolar as disciplinas Chefia e Liderança e Ética do poder. Sem não houver passadas de mãos na cabeça, em média 90% não conseguirão passar de série. Querer não é poder, tem que nascer com o carisma para tal. Capacitação profissional não é tão simples assim, mas com bom aproveitamento conclusivo.

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  2. Veja bem, Ferdinando, Antônio Gramsci falou sobre educação também, mas não apenas. A frase para ser bem entendida, dispensa superstições do tipo nascer com carisma, ou sofismas como passar a mão na cabeça, e sem outras pieguices e clichês do gênero. Concordo que ética seja algo que possa (aliás, que deva) ser ensinado em toda escola. É preciso analisar cada termo. Primeiro, note, Gramsci fala em “tendência democrática”, o que significa que a democracia não garante uma escola democrática. Em segundo lugar, mesmo assim, Gramsci dá um rumo a essa escola, o de que ela não pode consistir apenas em que um operário manual se torne qualificado, e um operário qualificado, bem entendido, é aquele que pode apertar um botão, manobrar uma empilhadeira, limpar vidros nas alturas, soldar, trabalhar em ambientes insalubres, etc. Isso é pouco para que uma escola seja democrática, e para que haja mais candidatos a líderes. Gramsci aponta o caminho para a escola democrática. Quarto, daí que para cada cidadão possa se tornar governante, para que haja a possibilidade de cada qual aventara política, é preciso que as mesmas oportunidades de educação dadas às crianças de elites econômicas sejam dadas a todos. Quer dizer, oportunidades iguais a todos é aquilo que vai realizar plenamente os direitos políticos constitucionalmente previstos, de votar e ser votado, com consciência e participação no processo democrático. É tudo isso uma premissa marxista e comunista. O termo comunismo se dirige ao comum, ao cidadão do proletário, e uma escola comunista, que é a escola que torna todos comuns, digo, e digo bem, todos iguais, não é a súplica de que as escolas de elites devam se tornar tão ruins quantos as escolas destinadas aos futuros operários, pelo contrário, pela oportunidade de não se tornar mais um operário, é que a criança, toda criança, merece a escola democrática, de alto nível e que ajude na formação do cidadão crítico e consciente dos próprios deveres e direitos.

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