
Carlos Alberto Brilhante Ustra, coronel que chefiou o DOI-Codi durante a repressão a presos políticos na ditadura militar, morreu nesta quinta-feira, em Brasília, sem ser punido por seus crimes. Depoimento da ex-presa política Maria Amélia Teles revela parte dos métodos utilizados pelo carrasco nos porões da ditadura.
Em entrevista ao UOL, Maria Amélia conta que foi presa no DOI-Codi de São Paulo e que seus dois filhos pequenos foram sequestrado e levados para o local. “O coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra levou meus filhos. Eu estava dentro da sala sendo torturada na ‘cadeira do dragão’. Ele pegou na mão dos dois e os levou. Eu nua, vomitada, com fezes, sangue, urinada. E eles levaram meus filhos ali”.
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