Do site do Sindicato dos Urbanitários
A exemplo do que fez com a Celpa, 17 anos atrás, agora o governo deixa de investir na Cosanpa para tentar a privatização.A terceirização por si só já é um processo perverso que prejudica o trabalhador e a população. Na Cosanpa, a situação é pior, pois a empresa repassa o serviço a empresas privadas sem a mínima fiscalização. Aliada à terceirização, o governo do estado deixa de investir e enche o quadro da empresa com pessoas comissionadas, que tem na Cosanpa um cabide de emprego e não um compromisso de serviço de qualidade. A soma disso tudo foi o que aconteceu no final de semana no Utinga: incêndio no quadro de comando resultando na interrupção no fornecimento de água em Belém.
Milhares de pessoas indo às ruas carregando baldes em busca de água, quebrando tubulações, sofrendo com a falta de responsabilidade da diretoria da Cosanpa e do governo do estado. Os motivos são evidentes: equipamentos expostos ao calor, falta de manutenção, falta de equipamentos para substituição, o que a grosso modo é chamado de falta de compromisso ou mesmo incompetência para gerir a coisa pública, um serviço essencial que deveria ser contínuo e de qualidade. Uma tragédia anunciada, denunciada muitas vezes aqui neste espaço de comunicação.
Pior que tudo isso é o fato de que a precária situação da Cosanpa é resultado de um plano de sucateamento. Tudo para que a população critique o serviço e enxergue na privatização a solução para o problema. É isso que o governo quer, ter a opinião pública a favor da privatização da água. Mas devemos ficar atentos. Ontem, 9 de julho, a Celpa fez 17 anos de privatizada. E vejam o resultado, tarifa absurdamente cara, serviço de péssima qualidade, demissões imotivadas, acidentes de trabalho, e aumento de terceirização. Ou seja, a privatização não foi boa nem para a população, muito menos para o trabalhador.
Foi boa para quem afinal? Para o governo? Até hoje, a população pergunta, onde foram parar os R$ 450 milhões da venda da Celpa, empresa repassada à iniciativa privada que só fez sugar e depois dar um calote de mais de R$ 3 bilhões no povo do Pará e revendeu a empresa por R$ 1 real. É contra todos esses atentados contra a população e contra o trabalhador que vimos denunciar. Empreiteiras, continuam abusando da Cosanpa. Trabalhadores e equipamentos próprios da empresa continuam sendo usados para resolver problemas que deveriam ser sanados pelas empresas contratadas. Para o trabalhador isso é uso político da Cosanpa. É contra isso que lutamos. Queremos uma empresa pública e de qualidade, sem discriminação, sem hipocrisia. Essa é nossa luta, vamos em frente!
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