Aos trancos e barrancos

POR GERSON NOGUEIRA

O empate eliminaria a Colômbia e, a seis minutos do final, a Venezuela diminuiu ao aproveitar rebote de Jefferson em meio a cinco defensores brasileiros. Todo mundo pensou naquele momento que a bronca brasileira em relação aos colombianos poderia virar uma pequena forra. Em se tratando de Dunga e suas zangas, raciocínio perfeitamente normal. Mas o placar ficou mesmo em 2 a 1, sendo que a Venezuela pouco fez para merecer melhor sorte contra um Brasil apenas esforçado e caprichando nos passes improdutivos, geralmente para os lados.

A vitória foi imensamente facilitada pelo gol logo aos 8 minutos. Tiago Silva fez o que os atacantes não costumam mais fazer: pegou de primeira e estufou as redes venezuelanas depois de um escanteio batido por Robinho.

O santista, por sinal, foi o mais empenhado dos atacantes que Dunga escalou. Sabendo que não é o preferido para o time titular, lutou como principiante e criou até bons lances, embora sem ajuda do lento e lerdo setor de criação.

Com a vantagem no placar, a Seleção organizou-se melhor em campo, sem muita pressa. Segurou o quanto pôde seus laterais Daniel Alves e Filipe Luís, embora nem precisasse. A Venezuela, mesmo perdendo, continuava recuada, defendendo-se com até nove lá atrás. Enfim, aquela Venezuela de sempre.

Ainda houve um penal sobre Philippe Coutinho não assinalado pelo árbitro e duas chances desperdiçadas pelo Brasil, mas o jogo estava bem encaminhado. Afinal, a classificação estaria garantida com vitória ou empate.

Por via das dúvidas, depois do intervalo Dunga mexeu no time. Para retrancar, claro. Botou David Luiz de volante, função que executou com esmero, distribuindo cotoveladas e pontapés. Quando Tardelli entrou, Firmino já havia marcado o segundo em consequência de uma rara arrancada de Willian pela extrema esquerda.

Com 2 a 0, Dunga decidiu se cercar de todas as garantias contra a “temível” Venezuela. Botou o zagueiro Marquinhos em campo. Quatro beques, contando com David Luiz.

Como não tinha mais nada a fazer, a Venezuela começou a avançar e passou a arriscar alguns chutes, com perigo. Foi assim que surgiu seu único gol, aos 39 minutos. No minuto final deu um susto na defensiva brasileira, mas ficou nisso.

Brasil classificado, e com atuação incensada na TV como a “melhor da temporada”. Fiquei imaginando qual terá sido a pior, já que a partida foi sonolenta e arrastada. Deve ser o tal padrão Dunga de jogar futebol.

Em primeiro lugar no grupo, mesmo aos trancos e barrancos, o Brasil vai enfrentar o Paraguai no sábado, nas quartas de final desta desenxabida Copa América, que já rivaliza com a de 2011 como uma das mais fracas dos últimos anos.

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Zagueiro é atacante mais perigoso

O time não foi nem melhor nem pior do que tem sido. Jefferson tranquilo e seguro. Miranda em bom nível. Tiago Silva foi nosso melhor atacante: fez um gol e quase marcou outro. David Luz estabanado. Daniel Alves instável. Firmino conseguiu finalmente acertar o pé, e só. Filipe Luiz burocrático. Willian nas nuvens – parece sempre estar pensando longe.

O destaque foi Robinho, o que diz muito da atual Seleção. Fernandinho foi o pior, o que não surpreende, pois tem sido assim desde o espetacular vexame contra a Alemanha.

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Direto do Face

“Final da Copa das Américas: Argentina e Chile. Com esse esquema ‘caranguejo’ de jogar para os lados a nossa selecinha não vai a lugar nenhum. Quanto ao Neymar, se ele e o pai fizeram alguma maracutaia para sonegar impostos, que se acertem lá com o Fisco do país onde ele (ainda) consegue jogar bem. E segue o barco”.

Waldemar Marinho, meu compadre, em análise sucinta sobre a Seleção de Dunga.

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A distância que nos separa

O Campeonato Amazonense finalmente terminou. Na Arena da Amazônia semi-vazia, com pouco mais de 6 mil torcedores, o Nacional derrotou o Princesa do Solimões e levantou a taça.

Manaus tem uma das arenas mais modernas do mundo, construída a peso de ouro para a Copa 2014, mas só consegue encher 15% de seus assuntos.

Só como comparação, a decisão do Parazão, entre Remo e Independente, teve 35 mil espectadores (e quatro dias depois a torcida azulina voltou a lotar o Mangueirão para a final da Copa Verde).

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Torcida protesta contra a cartolagem

Um grupo de torcedores do Remo está convocando um ato de protesto para hoje à tarde em frente à sede do clube, na avenida Nazaré, reivindicando que a Assembleia Geral destitua a diretoria atual. Segundo um dos organizadores, Rodrigo Puget, a intenção é fazer uma manifestação ordeira, cobrando providências imediatas por parte de conselheiros e sócios. O segundo passo será ingressar na Justiça contra os dirigentes, imitando atitude de torcedores do Bahia.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 22)

27 comentários em “Aos trancos e barrancos

  1. Também não gostei, mais uma vez da seleção, Gerson e amigos…Brasil, é um bando em campo e salve-se quem puder…Falava ontem que não entendia o Robinho na reserva e, as vezes, nem entrar em determinados jogos… Foi um dos poucos que se salvou na partida contra a Venezuela..Brasil, comandado por um técnico “inventado”, não tem muito futuro.. Seleção, além de ser a pior geração de todos os tempos, acredito que temos um dos piores técnicos de todos os tempos… Não se espantem se o Dunga, saindo da seleção, for parar no time do Castanhal-PA, cujo presidente Helinho, adora essas invenções.

    É a minha opinião.

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  2. Acredito, Gerson e amigos, que a salvação do Remo seja um grupo de empresários assumirem o clube…Nesse momento, tem que ter pessoas com crédito no mercado pra conseguir sanar essas pendências financeiras do clube e dar tranquilidade ao elenco.

    Penso que o Minowa deveria sim se afastar, junto com toda sua diretoria, para o bem do clube.

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  3. Gerson e amigos desse blog, a que estagio chegamos no futebol ao ponto de contra uma Venezuela que so ganhou um jogo do Brasil em toda a historia ter de terminar o jogo com 04 zaqueiros. Será mesmo que nao achamos nenhum outro jogador melhor do quer Fernandinho, William e Firmino? E de dar calo nos olhos ver esses perebas vestirem a camisa amarelhinha, sinceramente o meu sentimento como amante do futebol e de humilhação, pois trabalho e convivo aqui em Toronto diariamente com Espanõs Sulamericanos e tambem Europeus e tenho de escutar todos os dias malhação.

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  4. Gerson, se o Brasil passar pelo Paraguai a semifinal será na terça feira,30-06, 20:30, sendo que o Bicolor joga no mesmo dia com o Atlético-GO às 19:30.

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  5. Longe de ser brilhante, muito timidamente, Robinho acrescentou ao jogo do time brasileiro um pouco de habilidade, alguma tentativa de verticalização e um importante cadenciamento no uso da posse da bola. O problema é que tendo sido a solução para enfrentar a Venezuela, e possivelmente venha a constituir parte da solução na Copa América, o jogador está muito longe de ser a solução para o futebol brasileiro. Aliás, como é sabido e consabido mediante comprovação fática na copa do mundo e na própria copa américa, no momento em que a competição eleva a temperatura o próprio Neimar não é solução.

    Pra finalizar, sendo certo que a safra de craques é madrasta, faço coro com o Luis: mas será que dentre os limitados jogadores brasileiros da atualidade, o Dunga, que também tem suas limitações, não encontra outros melhorzinhos para algumas posições?

    Ou será que o treinador vai se deixar sangrar pela midia que ainda se recente da sua truculência em 2010.

    A propósito, antes que o ar que obrigatoriamente tem de dividir com a imprensa (que está fechando o cerco) chegue ao ponto do irrespirável que chegou em 2010, acho que o Dunga deveria aproveitar o momento de “fragilização judicial” dos dirigentes da fifa e da própria cbf e se desvencilhar das amarras que certamente lhe são impostas para que tenha que convocar os firminos que tem convocado e ir atrás, dentro das fronteiras do território brasileiro, de atletas um pouquinho melhor qualificados a produzir aquilo de que o time precisa. Uma pergunta: será que o Everthon Ribeiro aquele jogador que era do Cruzeiro e que até esta no elenco do time da cbf não teria condições de elevar a qualificação do time? E o companheiro dele da época de Cruzeiro, o Goulart, por que não foi convocado? Pra saber, só se o Dunga mandar pro jogo um no próximo compromisso da CA e convocar o outro numa proxima oportunidade.

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  6. O Brasil é um escrete mal treinado e com extrema dificuldade de propor jogo quando p adversário dá a bola para o Brasil é opta por jogar no contra ataque.

    Vale dizer que o time de Dunga somente realizou bons jogos (amistosos) contra seleções que não exerciam forte marcação e atiravam-se ao ataque – jogos não valiam nada – como foi o caso da vitória contra a Argentina e França, se não estou enganado.

    O que parte dos analistas e o treinador esquecem é que nas competições oficiais as seleções (forte ou fraca) optam por forte marcação contra equipes supostamente técnicas, como o Brasil.

    Daí que, você vê o Brasil com mais posse de bola, todavia, sem inteligência para criar boas jogadas e, para piorar, cedendo contra ataques.

    Em síntese, desde da copa do mundo falta ao Brasil aquele meia capaz de achar a brecha para lançar Neymar e companhia… Infelizmente com Dunga nunca veremos isso, pois seu esquema é de contra ataque (vide copa de 2010).

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  7. Aos trancos e barrancos serve pra Seleção, pro futebol amazonense ou pro Remo? Coerentemente o Papão não foi mencionado na coluna.
    Carlos Lira, mal treinado é pouco, o Brasil é um escrete escroto.

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  8. Amigo Celira, estando mais ou menos de acordo com seus comentàrios acerca do travado time da cbf, só lhe pergunto: posição por posição vc acha que existem alternativas melhores aos convocados pelo Dunga? Quem seria este meia capaz de cumprir este papel que você refere em seu comentário? Seria o caso de chamar o Ganso? Com o que o futebol brasileiro oferece em termos de jogadores (selecionados ou selecionáveis) que treinador dentre os brasileiros vc julga pudesse fazer um melhor trabalho? E dentre os estrangeiros?

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  9. Observação muito atenta, amigo Maurício. Creio que o título da Coluna se amolda perfeitamente a qualquer um dos temas que você referiu.

    Agora sua observação me faz notar um aspecto relevante e significativo, quase sintomático (rsrsrsrsrs): o bicolor estando bem técnica e administrativamente, situação que lhe garante excelente reflexo positivo na tábua de classificação da competição, que é nada mais, nada menos, que a segunda divisão do futebol brasileiro, numa segunda feira, não mereceu nenhuma referência numa das Colunas mais bem conceituadas da crônica paraense, mesmo tendo partida pra jogar no dia seguinte (terça-feira). Por que será? Talvez porque time de segunda que é, o bicolor vai merecer uma Coluna exclusiva. Rsrsrsrs

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  10. Celira e Antônio, o Brasil precisa de técnico. O Brasil país e não apenas o Brasil time. Esses mesmos jogadores acredito que apresentariam um futebol ofensivo e objetivo, com a sua natural técnica que nem é das melhores safras, nas mãos de um bom técnico estrangeiro. A seleção não ataca e nem defende bem, erra muitos passes por falta de esquema e treinamento. Pode até ganhar de uma Argentina que se atira ao ataque e não tem uma boa defesa, mas também pode levar uma sonora goleada se Messi e cia estiverem num bom dia. O fato é que não passa confiança e não dá prazer ver esse time jogar.

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  11. Diante da ausência de um meia clássico, penso que Ganso merecia uma chance. Não pelo que produz este ano e sim produziu ano passado. Penso que, ao lado de Neymar e Firmino, Ganso poderia render mais. Mas há outras alternativas, como o ex-meia do Cruzeiro. Agora, tem que treinar taticamente situações de jogo, pois parece-me que o Brasil não treina e nem estuda os adversários.

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  12. Maurício, tua opinião é coincidente com a do Mauro Cezar Pereira da ESPN. De minha parte, admito que outro técnico pode realmente poderia abrir novos horizontes técnicos e táticos ao futebol brasileiro, especialmente se for um “professor”estrangeiro de primeira linha. Todavia, creio que uma das primeiras providências deste novo técnico, máxime se fosse um estrangeiro de primeira linha (porque certamente teria autonomia frente à cbf e seus esquemas), seria rever a lista dos convocados, e os critérios para novas convocações, do que resultaria um novo elenco, em pelo menos um terço, podendo chegar à metade.

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  13. O Presidente Pedro Minowa, foi eleito DEMOCRATICAMENTE, e tem todo o direito de permanecer no cargo até o final do seu mandato, o dono deste blog que é petista de carteirinha e que tanto defende a democracia, deveria lançar uma campanha em defesa do mandato do Minowa,

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  14. O Ganso é um meia genial, raro de se achar, e ladeado de bons alas, um volante que encoste nele com qualidade e meias-atacantes artilheiros, se encaixa em qualquer time, não sei se titular absoluto mas no mínimo como excelente opção pra achar espaços com seus passes precisos e surpreendentes e assim abrir retrancas. Imaginemos ele entrando num Barça ou num Bayern. Como duvidar de que acrescentaria algo a esses times?

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  15. Marcelino, eu que não tenho inclinação p e t i s t a, nem por outra agremiação partidária, sou pela garantia da permanência do presidente eleito direta e democraticamente, desde que contra ele não fique comprovada a prática de algum malfeito cuja punição estabelecida no estatuto seja o impedimento de continuar presidindo o Clube.

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  16. segunda semana que compro o bola pra acompanhar as notícias do futebol do meu time mas não acho praticamente nada. apenas uma ou duas paginas sobre o futebol do pará e o caderno inteiramente dedicado a copa america que em nada me interessa.

    Só volto a comprar o diário após o término da copa américa.

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  17. Nação (21), de certo modo, é disso que tô falando (11) na minha conversa com o Maurício, após ser alertado pela atenta observação que ele fez (9). Rsrsrsrs. Amigo Gerson, não tô reclamando não, viu?! Rsrsrsrsrs Não se preocupe que o Fenômeno garante a tiragem kkkkkkk

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  18. Interessante é o Robinho de hoje, passes por lado, driblando pra trás, totalmente diferente daquele que encantou o Brasil no início da década passada com jogadas incisivas, agora cheio de firulas, a la Gaucho e Neymar, com jogadas a maioria das vezes improdutivas.

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  19. Sinceramente eu não vi este “acréscimo” por parte do Robinho, o que eu vi foi um Willian jogando mais a vontade e produzindo o que o Robinho não produziu!
    Realmente o Brasil é um amontoado de jogadores, sem esquema tático, sem padrão de jogo, em resumo, um time escroto de se ver jogar!

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  20. Dunga é obtuso, ultrapassado como os demais distribuidores de camisas país afora (salvo raríssimas exceções). Concordo também com o Mauro C.Pereira da ESPN no seguinte aspecto sobre as análises do atual momento do futebol brasileiro intra e extra muros: se não é uma geração de foras-de série, a atual safra não é a pior da história do futebol nacional. Os jogadores brasileiros podem até não ser protagonistas nos maiores clubes e torneios do mundo, mas parte considerável deste selecionado (e da Copa de 2014) é titular e utilizadíssima nos grandes centros onde desfilam seu futebol. Essa cantilena de “pior geração da história”, em que pese uma estiagem visível e prevista de talentos, está virando uma “muleta”, cortina de fumaça a encobrir nossos maiores dramas, que são: calendário horroroso; clubes falidos; cartolas, dirigentes, federações e confederação madrasta corruptas, anacrônicas e praticantes da velha política coronelista; treinadores retranqueiros, desatualizados e soberbos; formação deficiente de jogadores nas categorias de base. Estes são alguns dos problemas, são os mais visíveis. São estes que fazem com que hoje pratiquemos um esporte que de longe se assemelha ao futebol competitivo, ofensivo, veloz e bem jogado nos grandes centros.
    PS: amigos, não sei se estou vendo um outro jogo, mas essa insistência com o mais do que normal PH Ganso… Se fosse genial ou diferenciado mesmo já teria tomado o mesmo rumo de Neymar. Não consegue estabelecer reinado nem em nosso medíocre futebol, renderia na Meca do bom futebol de hoje (a Europa)? Duvido muito! Ganso já era. É aquele que foi sem nunca ter sido.

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  21. P aixão,amor, loucura,será ?
    A lma,corpo,mente.É suor, é
    Y lusão,é volúpia, é emoção.
    S ó sabe,quem sente ! E para
    A mar assim,há de haver perso-
    N alidade.Isso tudo nos inspira,
    D ando-nos confiança,bonança,
    U m mito de amor e felicidade !
    VIva o Papão ! Amanhã é dia de tentar novas alegrias !

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  22. Bom, Miguel, como eu fui um dos poucos que falou aqui (senão o único) em ‘acréscimo’ e ‘verticalidade’, proporcionados pela entrada do Robinho, deixa eu ver se encontro alguma coisa aqui pra dizer em abono de meus comentários.

    Pois bem, pra tanto, nada melhor do que transcrever exatamente o que eu disse sobre o Robinho:

    “Longe de ser brilhante, muito timidamente, Robinho acrescentou ao jogo do time brasileiro um pouco de habilidade, alguma tentativa de verticalização e um importante cadenciamento no uso da posse da bola”.

    “O problema é que tendo sido a solução para enfrentar a Venezuela, e possivelmente venha a constituir parte da solução na Copa América, o jogador está muito longe de ser a solução para o futebol brasileiro”.

    Deveras, bem se vê que se for destacada do contexto do que escrevi, e utilizada isoladamente, a palavra “acréscimo” pode parecer exagerada.

    Mas, quando se lhe devolve ao contexto e junta-se-lhe com outras expressões tais como “longe de ser brilhante”; “muito timidamente”; “alguma tentativa de”, “solução pra enfrentar a Venezuela”; “possivelmente venha a constituir parte da solução na copa américa”; e “longe de ser a solução para o futebol brasileiro”, resta claro que o que falei encontra perfeita consonância com que ocorreu no jogo.

    Consonância que é corroborado com o fato de que quando Robinho deixou o gramado, foi exatamente a partir de quando o ‘tímido’ e ‘longe de ser brilhante’ futebol que vinha sendo jogado pelo time da cbf deixou até de tentar, seja a verticalização, seja o cadenciamento no uso da posse de bola, tendo repercutido negativamente, inclusive no futebol mais à vontade que, de fato, o bom e habilidoso Wilham vinha jogando até ali.

    Enfim, avaliei que se tratasse de um “acréscimo” primeiro pela tímida fluidez equilibrada e orientada adiante (mesmo quando era preciso trocar passes laterais ou para trás), que o futebol coletivo do time da cbf apresentava enquanto o Robinho estava em campo, mas, principalmente, pelo completo desaparecimento destas características (a ponto do time que vencia de dois a zero, quase ceder o empate) quando o Robinho foi substituído.

    Mas, é claro, Miguel, que isso não passa de uma opinião.

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