Por Cláudio Santos – especial para o blog
Bate-papo exclusivo, por telefone, feito com o técnico Mazola Junior nesta amanhã. Ele parecia com pressa, mas atendeu gentilmente. Busquei respostas sobre aspectos das negociações dele com o Paissandu. Esclareceu que pediu um contrato de um ano e que fez uma proposta alta (20% de aumento sobre o salário que recebia, em torno de R$ 50 mil), mas negou que tenha pedido R$ 100 mil. Afirmou que a multa por rescisão era de apenas um salário e meio. Criticou o fato de contratações já estarem sendo feitas sem seu aval. Provocado quanto a um possível convite para dirigir o Remo, repetiu o que já havia dito ao programa Bola na Torre: aceitaria treinar o Leão, desde que o presidente não seja Zeca Pirão.
Abaixo, a transcrição da conversa:
CS – Você queria contrato de 1 ano, ou seja, até 31/12/2015?
MJr.: Perfeito, o ano tem 12 meses… Logo o contrato deve ser até dezembro e não novembro, como foi este ano.
CS – Dizem que você pediu salários de RS 100 mil. Procede?
MJr.: Mentira. Fiz uma proposta alta, pra começar a conversa, após ter consultado alguns técnicos da série B. Veio a contraproposta do PSC: 20% de aumento sobre o que recebia (aproximadamente R$ 50 mil). Coloquei minha contraproposta: 40% de reajuste, pois precisava valorizar meu auxiliar técnico e o meu preparador físico.
CS – É verdade que você teria exigido, em caso de rescisão contratual, uma multa de R$ 400 mil?
MJr.: Nem metade disso. Multa seria de 1 salário e meio. Fiz isso pra não acontecer o que aconteceu este ano, quando tive que ir e voltar, e pelo fato de que coloquei que todas as contratações fossem feitas por mim. E eles já estavam fazendo por conta própria… Tem um jogador que fecharam que eu nunca vi jogar.
CS – Qual seria esse jogador? Rogerinho, Elanardo?
MJr.: Não, Rogerinho eu conheço muito bem. Não vem ao caso citar o nome do jogador.
CS – Uma outra exigência sua, bastante questionada, foi o pedido de 1 apartamento por conta do clube…
MJr.: Claro, isso é normal. Qualquer um profissional que vier pro PSC vai exigir isso… Este ano, só pra você saber, morei com meu preparador físico e meu auxiliar numa república.
CS – Dizem que você exigiu premiação por conquistas: Campeonato Paraense (por turnos), Copa Verde, Copa do Brasil (por fases) e Campeonato Brasileiro…
MJr.: Não foi bem assim, não… É isso, amigo, que me magoa muito (pausa)… Foi por conquistas e não turnos. Conquista do Parazão, campeão da Copa Verde, acesso à Série A… E, aí sim, até pela premiação que o clube recebe ser por fases da Copa do Brasil, mas nada que fosse um exagero.
CS – Uma de suas exigências foi fazer da Curuzu um centro de treinamento e jogar todas as partidas no Mangueirão?
MJr.: Não foi uma exigência, foi uma ideia. Pela dificuldade que é treinar no Kasa, pelo deslocamento. É muito complicado. Jogaríamos algumas partidas no Mangueirão.
CS – De tudo que você leu, ouviu e viu, após sua saída do PSC, o que mais lhe deixou magoado?
MJr. Uma machete em um jornal da cidade: “Mazola descartado pelo PSC”.
CS – Sempre digo que pra você vencer em Belém, seja como jogador, técnico, só se consegue isso se agradar aos 2 lados, Remo e PSC. Você treinaria o Remo?
MJr.: Tendo o Sr. Zeca Pirão como presidente, não… Com outro presidente, sim. Tenho um carinho enorme pelo torcedor do Remo, também. Iria, com muito prazer.
CS – Já teve proposta de outro clube?
MJr.: Não, cara, eu tinha tanta certeza que iria renovar com o PSC que não pensei nisso. Mas temos mercado e vou conseguir outro clube, certamente.
Minha opinião: Presidente Alberto Maia, mande um diretor de futebol ir pessoalmente negociar com Mazola. Isso não é feio, não…SP, Santos fazem isso, conversar com quem quer trabalhar de verdade pelo Paysandu. Ajude Mazola e ele ajudará o senhor a soerguer o clube. Continuo confiando na sua competência como presidente e sei que o senhor é uma pessoa do bem. Caso não queira mais o técnico, o que é um direito seu, mande publicar nota de agradecimento no site oficial por tudo que ele fez pelo clube. Aliás, como fazem as grandes agremiações. Combinaria mais com o PSC. Pensamos igual, pelo menos em uma coisa: queremos o bem de um dos maiores clubes do Brasil, O Paysandu Sport Clube. (Cláudio Santos)

Deixe uma resposta para Édson do Amaral. Torcedor do Paysandu.Cancelar resposta