Por Waldemar Marinho
Por volta das 20h do domingo, depois do Dia Internacional da Mulher, fugindo do chato do Faustão na TV, fui ler o livro da Fernanda Torres na sacada do confortável apartamento onde estamos hospedados. De repente, na tranquilidade do começo da noite domingueira, gritos de “Leão, Leão!!!”. Berros e xingamentos de desabafo, em ondas, saindo das janelas de todos os prédios do bairro do Umarizal. Em seguida, rojões estourando por toda a cidade repetindo aquele clima de virada de ano novo que dá aquele nó na garganta. O Clube do Remo, eterno rival do Paissandu, fez um gol numa partida fora de casa, na inauguração da nova arena de futebol de Manaus, numa partida inaugural contra um time de lá. Sou simpatizante do Papão da Curuzu, mas não deixei de sorrir com a alegria dos torcedores do “gato pirento”. Esta é a minha cidade. Tantos anos depois de ter ficado fora cumprindo um exílio involuntário por necessidade de sobrevivência, sinto que estou novamente em casa. Leão, porra!
(*) Meu compadre Marinho é um gente-boa, aquele tipo bonachão, amigo dos amigos e de bem com a vida, mesmo que quando a vida não está bem. Funcionário aposentado do Banco Central e jornalista acidental, já morou em várias capitais brasileiras, mas é em sua Belém que se sente verdadeiramente em casa. Seja bem-vindo, compadre.

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