Obrigado, Maestro!

Por Gerson Nogueira

unnamed (99)Foram quase dois anos de dedicação, profissionalismo e bons exemplos. Chegou num momento de incertezas e dificuldades no Botafogo, o que não é propriamente novidade na história alvinegra. Na verdade, poucos acreditaram quando a notícia de sua contratação começou a circular. Só se teve certeza quando ele desembarcou no Rio, em 2012.

Desde o começo, portou-se como o grande profissional que é, dentro e fora das quatro linhas. Não prometeu milagres, não deu beijinhos fingidos no escudo, nem chorou lágrimas de crocodilo. Foi simplesmente Clarence Seedorf, o boleiro que encantou torcidas mundo afora e especializou-se em levantar a taça da Champions League.

Aceitou o desafio surpreendente de vestir a camisa que foi de Mané Garrincha e Nilton Santos quando buscava um motivo para continuar jogando bola. Meio esquecido no elenco do Milan, podia ter optado por outro grande clube europeu.

Fã do futebol brasileiro desde sempre, identificado com o Rio de Janeiro, aceitou comandar um processo de reconstrução, como admitiu ontem na entrevista de despedida. Juntou sua vontade de deixar o ambiente do Milan com a convicção de que o Botafogo era o clube certo, pela situação que enfrentava e pela tradição de grandes craques.

Mais do que benefícios para sua carreira, a escolha de Seedorf foi extremamente revigorante para a Estrela Solitária. Ajudou a conquistar novos torcedores, atraiu patrocínios, transformou o time em atração nacional, recolocou a marca no exterior e – mais importante – tornou o Botafogo mais competitivo.

Com Seedorf, o time voltou a ser olhado com o respeito que sempre deveria merecer. No Campeonato Brasileiro do ano passado, tendo o craque holandês como maestro, o Botafogo conseguiu ir muito além de suas possibilidades, impulsionado pela liderança e talento do camisa 10.

É de conhecimento até da estátua do Manequinho que com Seedorf o Botafogo voltou a desfrutar, de fato, da condição de gigante do futebol brasileiro. Um clube que fez história pelo generoso panteão de craques que reuniu só poderia mesmo se reerguer a partir da presença de um jogador vitorioso e de talento inquestionável.

Foi pelos pés e liderança de Seedorf que o time conquistou o certame carioca e voltou a se inscrever entre os melhores do continente, classificando-se para a Taça Libertadores depois de 17 anos.

Muito mais poderia ser dito sobre essa curta e profícua permanência de Seedorf no Botafogo, mas, acima de tudo, no momento da despedida, cabe ressaltar o sentimento misto de orgulho e carinho por ter escolhido a Estrela Solitária para encerrar sua gloriosa carreira. Que seja feliz e bem sucedido na carreira que está abraçando. Terá sempre a gratidão e o respeito de todos os corações botafoguenses.

Valeu, Maestro!

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Último capítulo da longa novela

Chega ao fim hoje a novela do contrato entre a FPF e o governo do Estado para a cessão dos direitos de transmissão do Parazão. Em troca de exposição nos estádios e nas camisas dos times, o governo vai repassar R$ 2,9 milhões, a serem divididos entre os oito clubes participantes. O martelo demorou a ser batido porque a dupla Re-Pa fez pé firme e rechaçou a oferta inicial para ambos (em torno de R$ 700 mil). Como locomotivas do futebol regional e responsáveis diretos pela presença de público nos estádios, queriam um repasse maior. Como o ano é eleitoral, foram parcialmente atendidos.

Pelo que se noticia sobre os termos do acordo, só não fica clara a fixação dos especialistas do governo em limitar a 11 o quinhão de adolescentes selecionados para formação em cada clube. A óbvia referência ao número de atletas de um time não justifica o desperdício de oportunidade.

Outro equívoco está na faixa etária. Quem acompanha a evolução da modalidade sabe que garotos devem ser orientados para o futebol já a partir dos sete anos.

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Direto do blog

“O Pimentinha é bom rapaz, só falta apreender jogar bola… Sou totalmente a favor das contratações pontuais, porém desaprovo as contratações dos zagueiros João Paulo (fraquíssimo) e do Leandro (verdadeiro rebatedor, você verão no futuro) e do meia Bruninho (será banco do Djalma). Antes contratar o Jaime do que esse Bruninho. É brincadeira botar o Pablo no banco. Pablo reserva do João Paulo? Como diria um amigo de Cametá: ‘mas quando já…’”.

De Inocêncio Mártires Coelho, peremptório quanto aos desacertos da política de contratações do Papão.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quarta-feira, 15) 

19 comentários em “Obrigado, Maestro!

  1. “Desde o começo, portou-se como o grande profissional que é, dentro e fora das quatro linhas. Não prometeu milagres, não deu beijinhos fingidos no escudo, nem chorou lágrimas de crocodilo. Foi simplesmente Clarence Seedorf, o boleiro que encantou torcidas mundo afora e especializou-se em levantar a taça da Champions League.

    Aceitou o desafio surpreendente de vestir a camisa que foi de Mané Garrincha e Nilton Santos quando buscava um motivo para continuar jogando bola. Meio esquecido no elenco do Milan, podia ter optado por outro grande clube europeu.”

    Na Itália meu coração agora irá balançar entre a Juventus e o Milan.
    Assino: Luis Celso Ferreira dos Santos

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  2. Ao meu ver houve um certo exagero no comentário a respeito do seedorf no botafogo. O que ele ganhou? Um carioca e uma vaga na pré-libertadores. Nada que justifique tamanha adoração.
    De todo modo é até compreensível tal adoração visto que parte de uma torcida tão carente de títulos e idolos nos últimos anos.
    Enquanto ao paysandu, eu ainda prefiro esperar pra ver os novos contratados jogando, o estadual está aí pra servir de teste.

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  3. Pena que já chegou ao Bota em final de carreira. Mesmo assim honrou o glorioso uniforme alvinegro.
    Se não ganhou mais títulos, não teve culpa. Assim que chegou, os nomes de valor foram mandados embora pela direção alvinegra.
    Que seja feliz na nova carreira.

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  4. “Como locomotivas do futebol regional e responsáveis diretos pela presença de público nos estádios”. Como assim, publico pagante de PSC e Gavião 1.700, publico pagante de REMO e Cametá 18.000. (quem é a verdadeira locomotiva de publico do norte é o leão)

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  5. Parabéns pelo texto….Seedorf deixou saudades…Felipe, CR 7 não ganhou nada ano passado e venceu Ribery no Melhor do Ano…logo….

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  6. Cara Edmundo, o prêmio de melhor do mundo é entregue ao melhor jogador de futebol em um ano, ou seja, uma premiação individual.
    Seedorf foi um grande jogador sem dúvida, mas ao meu ver um ídolo se consagra com a cosquista de títulos no clube.

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  7. MIguelangelo irmão das tartarugas ninjas Raphael, leonardo e donatelo, volta o teu nome antigo, é mais engraçado.. falar nisso, que tal essa dupla de atacantes no papinha: Arú e nicacio??

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  8. Enquanto todos estão focados nos assuntos expostos para serem comentados,há um participante aí que só sabe comparar as rendas e públicos de remo e Paysandu. Quanta fala de criatividade ! Te dizer !

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  9. Voltando ao assunto de rendas: Os torcedores do remo,estão carentes de títulos e não tem divisão,Os do Paysandu,são acostumados a títulos e presença em Divisões,sem desespero. A diferença está na palavra: CARÊNCIA !!

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  10. No caso Seedorf, o cavalo passou selado e a diretoria do fogão ficou a ver não sei o que, pois ainda no brasileirão, quando houve aquela brusca queda de rendimento, mercê da fadiga, e cartões, deveria o negão, ser efetivado como técnico, afinal, era ELE quem organizava o time em campo, o Oswaldo Oliveira treinava e escalava mas, dentro do retângulo verde, quem distribuía e comandava o time era ele Seedorf, essa foi a razão do fogão chegar longe, talvez, se houvesse sido efetivado treinador, o Botafogo houvesse alcançado melhor sorte, e quem sabe, o Seedorf recusasse retornar ao Milan permanecendo no Brasil, mas, são apenas suposições, o famoso SE.
    Quanto à questão dos públicos e preços dos ingressos, isso é estratégia da diretoria do Grande Bicolor Celeste Amazônico, para alavancar adesões ao programa sócio torcedor, nesse aspecto, penso que está certa e nós torcedores deveríamos reavaliar nossos questionamentos nesse aspecto, pois sai bem mais em conta pagar a mensalidade do sócio torcedor que pagar ingressos a cada jogo.
    Tem secador, torcedor do adversário, que nem o nome ele assina, isso é falta de caráter, mostra tua cara Anônimo, neste espaço, TODOS SE RESPEITAM, DIVERGIR DAS IDÉIAS DE TERCEIROS É COISA NATURAL, O CONTRADITÓRIO É QUE ENRIQUECE O DEBATE.

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