Antes tarde do que nunca

Por Gerson Nogueira

bol_qui_290813_15.psQuando o campeonato estadual terminou, Aleílson, o artilheiro da competição com 13 gols, foi cogitado para defender os dois grandes clubes da capital. No Paissandu, o gerente Oscar Yamato até incluiu o jogador na lista de prioridades, mas a diretoria optou por deixar de lado o atacante do Paragominas. Preferiu se concentrar em nomes mais estrelados, que tivessem um impacto maior junto ao torcedor.

E aqui cabe isentar os dirigentes, pois o torcedor (nem todos, mas uma minoria estridente) costuma exigir exatamente isso: contratações bombásticas, preferencialmente de nomes conhecidos e badalados. Não é exatamente o caso de Aleílson, um atleta regional que fez carreira em equipes medianas, embora tenha passado até pelo Flamengo há três anos.

Não ajudou nada a troca de técnicos no Paissandu, pois Givanildo Oliveira não avalizou a vinda do goleador do Parazão, sendo seguido por Arturzinho, que admitiu nem conhecer o jogador. Felizmente, mesmo com significativo atraso, o clube decidiu acertar com Aleílson, depois de observar que os demais atacantes do elenco não correspondiam às expectativas depositadas.

Apesar de bem menos credenciado, Aleílson encaixa-se como luva na atual formação do Paissandu, onde há a carência clamorosa de um atacante de velocidade, que saiba cair pelos lados da área. Acima de tudo, ao contrário de outras contratações recentes, ele chega pronto para entrar em campo, sem necessitar de prazo de recuperação ou condicionamento.

Aliás, caso seja necessário – e a regularização no BID seja confirmada –, Aleílson já pode estrear contra o Bragantino, sábado. Nas circunstâncias, precisando desesperadamente pontuar, Arturzinho talvez faça exatamente isso.

Assim que o acerto com o jogador foi confirmado surgiram dúvidas quanto à posição do técnico, mas o próprio Arturzinho desfez isso, elogiando a aquisição. Cabe observar, porém, como Aleílson será aproveitado no ataque alviceleste. Por suas características, pode ser aproveitado como o atacante mais avançado, tendo Iarley como co-piloto, mas também sabe trabalhar a bola e atuar como meia-atacante, aproximando-se do centroavante.

Tem, acima de tudo, habilidade e rapidez para puxar contra-ataques, situação que normalmente se apresenta em jogos fora de casa. Por todas as razões expostas, o ex-jogador do Paragominas pode ser o ponto de referência da nova arrumação ofensiva do Paissandu na Série B. Sem dúvida, um grande negócio.

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Leão vive semana movimentada

O Remo entrará, a partir de segunda-feira, em nova era. O presidente Zeca Pirão será formalmente entronizado no cargo, passando a poder assinar pela presidência do clube. Ao mesmo tempo, Maurício Bororó deverá ser eleito vice-presidente.

No dia seguinte, acontece o coquetel de lançamento da parceria com a Ambev, que vai permitir a reforma geral no estádio Evandro Almeida, incluindo o novo gramado, a construção de camarotes e cadeiras especiais e a implantação de placas de acrílico em torno do campo.

Na ocasião, será apresentada a maquete do novo Baenão, cujas obras devem ser finalizadas até dezembro. Além disso, o clube se prepara para efetivar o projeto sócio-torcedor, ofertando vantagens nas compras de mais de 600 produtos.

Para coroar a semana, na quarta-feira, no Mangueirão, o time sub-20 estreia na Copa do Brasil da categoria contra o Vitória. Expectativa de 20 mil pagantes para prestigiar a reforçada equipe remista.

Fazia tempo que o clube não vivia uma efervescência tão grande, motivada pelos novos ventos que sopram desde que foi aprovada a eleição direta para presidente em 2014. Sem esquecer a entrada em cena de novos diretores, convidados pelo atual gestor, Zeca Pirão.

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Técnica e raça sacodem a Copa BR

Caso mantenha a voltagem emocional dos jogos entre Atlético-MG x Botafogo e Flamengo x Cruzeiro, a Copa do Brasil deste ano será uma das mais vibrantes de todos os tempos. Em BH, atleticanos e botafoguenses fizeram um duelo empolgante e equilibrado. No Rio, a raça superou os limites técnicos e impôs o Flamengo nas quartas de final. Certeza de duelos arrepiantes entre Fla e Bota nas próximas semanas.

E ainda há Grêmio, Corinthians, Atlético-PR e Goiás na outra chave da competição.

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Direto do blog

“Ainda resta muita gente boa no PFC, que poderia envergar o manto celeste. Por exemplo, o Fabrício, que é da casa e está comendo a bola. É preferível aturar a mulekagem do Fabrício que a trairagem de alguns. Booooora, Vandick! O Pé de Anjo tem rodagem internacional até, leeembra? E tem vaga nesse time; repatria logo o atleta, Vandick!”.

De Silas Negrão, um defensor dos reforços nativos.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quinta-feira, 29)

22 comentários em “Antes tarde do que nunca

  1. Gerson e amigos, vamos com calma, quando o assunto é Aleílson…

    Jogar no Paysandu, é mais embaixo.. Ninguém duvida das qualidades do jogador, mas, só jogar no Paysandu, já seria difícil pra ele, ainda mais nas condições que o clube se encontra… Espero que não estranhe a camisa e possa render todo seu futebol… Aleilson, chega amanhã ao Papão, e vai se preparar para o jogo contra o Sport, aqui em Belém… Time viaja, na madrugada de hoje pra amanhã, para SP.

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  2. Ontem, Gerson e amigos, Dr. Hamilton Gualberto, em um programa de rádio, pela parte da tarde, disse que um jogador do Paysandu, foi em seu carro, todo peliculado, ao Baenão, na 3ª feira, receber a metade do dinheiro que lhe foi proposto pelo Remo. Assinou recibo e um pré contrato, para se apresentar ao final de seu contrato com o Paysandu.
    – Sinceramente, amigos, penso que o Vandick e seus diretores deveriam procurar saber de quem se trata( se é que não sabem), e demitir o jogador… Esse, amigos, não tem compromisso com o Paysandu…. Ruuua, pra ele… Aliás, é um jogador muito corajoso, por sinal..

    Eu heim..

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  3. E tem aquele centro-avante grandalhão, que abriu o placar naquele jogo do Parazão em que o PFC eliminou o Remo. Leva jeito de que pode fazer no Papão o que o Fernandão faz no Bahia.

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  4. Título perfeito: “antes tarde do nunca”. Só me permito uma retificaçãozinha de nada: a cogitação e a promessa de levar o jogador à curuzú, inclusive com um convite que passou ao conhecimento de todos, não foi manifestada quando terminou o campeonato estadual, mas sim, duas partidas antes de terminar o referido campeonato.

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  5. Bom dia Gerson Nogueira e Amigos do Blog;
    Cláudio Santos, nem precisa ser arguto, prá saber que as iniciais desse “atleta” são -er- minúsculo mesmo, pela falta de caráter, esse, é o que vai vestir a tal camisa 33, na ação de marketing, que eles estão articulando, mas enquanto o Vandick, não “tomar água nas torneiras” (valeu Harold) onde bebem, Antonio Couceiro e Arthur Tourinho, vai continuar tomando baile nos bastidores, também.
    Sobre o Aleílson, não podemos ficar na elucubração, dá a camisa pro cara e bota prá jogar, precisamos acabar com a Síndrome da subserviencia, porquê, tanta adoração pelos bichado e improdutivo nicácio, pelo traíra er, porquê manter no elenco Diego Barbosa e Thalys, que nenhum treinador os aproveita, nem mesmo quem os contratou, só porque não nasceram por aqui? enquanto assim permanecermos, vamos ter que aturar essas MALAS, sem alça, que nos expõe, enquanto NAÇÃO CELESTE AMAZÔNICA, ao ridículo e nos submete ao esculacho.
    Pera aí Mano!!!!
    Assim não dá!

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  6. O post do Silas diz tudo sobre os determinados jogadores (detalhe ele já vem falando há algum tempo…) O que impressiona é que somos apenas torcedores, já os profissionais de futebol não pegam o histórico dos jogadores? O MN fez igual no Ceará recentemente, época em estava fazendo gols só que o presidente do clube não contou conversa e deu ás contas… O ER fez as mesmas trairagens em Sport e Náutico perguntem se alguém quer o mesmo por lá….

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  7. Claudio, sinceramente o Vero saiu e pra mim imortalizou aquela frase.

    “Uma vez safado, safado para sempre!

    Tem dirigente ( dublê ) que não toma vergonha na cara mesmo.

    ****************************

    Mesmo sendo repetitivo, vou falar, amigo Silas.

    Sabe quem era pra ter indicado esses jogadores locais pro Papão?

    O Lecheva, como ele não tinha essa moral, fizeram o que fizeram.

    Trouxeram um japona que estava no odor, mas só quando saiu que resolveu dizer que tava fedendo.

    Em resumo, o papão errou no começo, tem tempo ainda pra ajeitar, pois estamos bem no meio, do contrário, o fim pode ser trágico.

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  8. Jornal da cidade escancara hoje as mazelas do Paysandu. Segundo o próprio Vandick, o déficit mensal do clube já chega aos quatrocentos mil e a agremiação está recorrendo a empréstimos, como já parecia evidente. O dinheiro da Copa do Brasil e do Ganso, tão comemorado, já foi todo – e ainda assim o clube se vê diante de dívidas que se tornarão insolúveis se não houver uma recuperação imediata nas bilheterias. Todo o investimento que seria feito na base já foi gasto com salários.

    Ou seja, a ida para a série B, ao invés de levar o Paysandu ao céu, levou o clube ao inferno, agravando seriamente a já precária situação financeira do clube.

    E, sinceramente, contratar Aleílson e Fabrício já é sintoma grave não de desespero, mas de insanidade. Já rodaram o Brasil inteiro sem emplacar em lugar nenhum e só declinam a cada ano, mesma situação do Rafael Oliveira e outros de nossos “craques”. Aleílson vem da seríe D, Fabrício nem divisão tem. Serão contratações apenas para dar satisfação ao torcedor…

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  9. Concordo com quase tudo que você escreveu Sr. Rubens. Só não concordo quando você escreve que a contratação desses jogadores (Aleílson e Fabrício), é sintoma de desespero.

    O Paysandu trouxe “reforços” para a série b, jogadores medíocres e mesclou com jogadores (também medíocres) que disputaram o campeonato regional, diga-se de passagem, fraquíssimo.

    Esperava-se mais do Vandik, mas o mesmo parece que nunca foi do meio futebolístico, pois está cometendo erros atrás de erros no que diz respeito a contratações e outras questões de cunho administrativo. Puro amadorismo. Nem o mais leigo dos leigos erraria tanto para montar um time competitivo com um seletivo formado pelos melhores jogadores do regional e alguns de fora (4 ou 6), inclusive contratando do seu maior rival (cujo o ataque era o mais efetivo no paraense).

    Pra terminar, não irei me surpreender se o Aleílson não der certo no Paysandu. Será apenas mais um e a situação não mudará pois é muito tarde para montar um time sem; panelinhas, jogadores fora de forma, “bichados”, mercenários, velhos, de baixa estatura, cachaceiros, farristas e sem identificação com o manto bicolor e o que ele representa para o Estado.

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  10. Só para esclarecer o que aconteceu no protesto do dia 28/08/2013,

    NOTA OFICIAL DA DIRETORIA DE SEGURANÇA DO PAYSANDU

    A manifestação pacífica da TORCIDA BICOLOR e FACÇÃO JOVEM ocorrida ontem (28/08/2013), às 15h45, no Estádio Leônidas Castro, foi intermediada por uma Comissão do Paysandu composta por Carlos Silva (Diretor de Segurança), Alexandre Pires (Assessor Jurídico), Luciano Monteiro (Assessor da Diretoria de Segurança), Paulo Brito (Gestor do Estádio da Curuzu); além do apoio do Ten Cel Cavalcante (CPC/Praças Esportivas). O protesto transcorreu sob o comando de seis (06) diretores das Torcidas Organizadas sem danos físicos aos presentes. Ao final do treino, houve uma conversa entre os líderes de torcida, a Comissão Técnica e os atletas. Na ocasião, os torcedores argumentaram e defenderam seus pontos de vista ao técnico Arturzinho e ao jogador Iarley. Vale ressaltar que a MISSÃO da Diretoria de Segurança do Paysandu Sport Club é zelar pela integridade do Estádio Leônidas Castro, funcionários e, principalmente, os TORCEDORES APAYXONADOS do eterno Campeão dos Campeões: O PAPÃO DA CURUZU!

    Prof. Carlos Silva
    Diretor de Segurança

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  11. Espero que depois de a torcida ter deixado bem claro, ontem na Curuzú, a sua insatisfação, que os jogadores façam o mínimo que se espera deles, que é jogar com disposição, para ao menos justificar minimamente os seus salários que estão em dias.

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  12. Mais claro impossível. Quem passou pela Curuzu na hora dos protestos ouvia claramente o grito de guerra “se não ganhar, vai morrer!”, gritado pelos torcedores e registrado pelos jornais.

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  13. Há quem duvide do caso de trairágem o ER ? Esse assunto já é antigo,sendo inclusive tocado indiretamente pelo Caxiado, num programa esportivo da Clube. Fala de um tal camisa 33,dizendo o milagre e escondendo o santo ! Um jogador dessa natureza consegue em instantes contaminar qualquer ambiente ,o melhor que seja. Abre os olhos Wandik. Não estrague em uma competição tão importante,,tudo o que você conquistou a longo tempo..Procure averiguar com rigidez a veracidade do caso ER,pois é gravíssimo ..

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  14. Cláudio, no caso do Fabrício realmente seria um risco pelo motivo que o desligou da Curuzú , deficiência técnica ou indisciplina. Quanto ao primeiro item,não iria nem feder nem cheirar,se tomássemos por base o fraco elenco formado para uma competição tão importante e cobiçada do futebol brasileiro.

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