Dilma compara seu governo com o de FHC

1148886_711995995482132_626793739_nA presidente Dilma Rousseff voltou nesta sexta-feira a comparar seis meses do governo dela com os quatro primeiros anos de mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em discurso na inauguração da sede do câmpus do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS) e formatura de alunos de cursos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), em Osório, no litoral do Estado. Dilma afirmou que os 826 mil empregos criados de janeiro a junho de 2013 equivalem aos de todo o primeiro mandato de Fernando Henrique. “Criaram menos empregos do que criamos em seis meses”, comparou. Ela disse ainda que “vão falar que a situação era diferente”, mas advertiu que “o ponto é justamente esse” para reiterar que “esse governo tem compromisso com emprego, redução da inflação e bem-estar da população e tem caminho definido na transformação desse País num grande País de classe média”. (Do Estadão) 

Presidenta de primeira. Disse tudo.

18 comentários em “Dilma compara seu governo com o de FHC

  1. Harold, dois pesos duas medidas! Certo?
    Nunca fui partidário de nada!
    Verifico e acompanho a atuação da presidenta, como acompanhei do Lula e do FHC.

    Pra mim, Lula foi o melhor presidente que eu já vi!

    Mas essa senhora não!

    Eh claro que sempre temos os motivos que vao contra ou a favor de alguém!

    Sou funcionário da Eletrobras e atuo, claro, diretamente no setor elétrico brasileiro. Setor esse que, só com uma canetada, ele o fez falir, simplesmente por motivos eleitores, e agora estamos tirando leite de pedra pra tentar reverter a cagada dela!
    Vamos conseguir! Se ela deixar!

    Mas realmente não vejo nada de extraordinário na gestão dela!
    Acho-a mal assessorada, insegura, cercada de abutres, teimosa e com alianças pra la de duvidosas
    Não sei o que ela pretende, nem sei o que ela vai fazer. Mas não sou só eu! Ela também não sabe!.

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  2. Ela é arrogante, sem carisma e fraca, o que pra um lider é o fim.
    36% de aprovação é ridículo com os indices economicos atuais, resultados de uma melhor distribuição de renda que se deu graças ao governo dos 2 ultimos presidentes, apesar de cada um deles achar que é o pai da criança…
    Ela é fraca…Simples assim… é uma cabra mesmo, mas no pior sentido….e que anda mal acompanhada e só cego não enxerga isso.
    Está na hora de vir gente diferente…nem PSDB, PT ou PMDB….o mesmo vale pro Pará….agora, cada um faz o que quer com o seu voto e não pode ser considerado do bem ou do mal por isso….isso é democracia!!

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  3. Como ministro da Fazenda, FHC fez o Plano Real, que debelou a hiperinflação. Não é pouco. A estabilidade de preços é um ativo político de valor incomparável, especialmente num país que sofreu por décadas com o infortúnio da inflação. Não foi à toa que deu a FHC duas vitórias presidenciais no primeiro turno. O presidente Lula descobriu, rapidamente, o valor da estabilidade. Em seu primeiro mandato, também deu prioridade ao combate à inflação, mas jamais comemorou o aniversário do real – em 2004, fez chegar a grandes empresários que não via com bons olhos a celebração da data.
    FHC saneou o sistema financeiro nacional. Com a queda abrupta dos índices de preços, grandes bancos perderam receita inflacionária e fecharam as portas. A desconfiança dos depositantes era tanta que, se não fosse o mal-afamado Proer, a quebradeira poderia ter se generalizado. Hoje, Lula e seus ministros se orgulham do fato de o sistema bancário brasileiro ter atravessado, quase incólume, a pior crise financeira em 80 anos.
    Governo Lula não é a antítese da gestão Fernando Henrique
    Fernando Henrique quebrou os monopólios estatais, criou agências independentes para regular os setores liberalizados e privatizou estatais. Não fez isso por razões ideológicas, mas por necessidade. Desde a crise da dívida, no início dos anos 80, o Estado brasileiro perdera a capacidade de investir. Era continuar drenando recursos para as estatais ou aplicá-los em áreas essenciais, como saúde e educação.
    Tome-se o exemplo da Vale. Entre 1943, ano de sua fundação, e 1997, quando foi privatizada, a empresa investiu, em média, US$481 milhões por ano, e teve lucro líquido de US$192 milhões. De 1998 a 2009, investiu US$6,1 bilhões e lucrou US$4,6 bilhões. As exportações saltaram de US$1,1 bilhão para US$7,7 bilhões. O retorno para a sociedade foi além – o recolhimento de impostos pulou de US$31 milhões para US$1,093 bilhão por ano.
    Na telefonia, em 1997, um ano antes da privatização, havia 21,5 milhões de telefones fixos e celulares no país, 13,4 por cada 100 habitantes. Em 2009, eram 215,4 milhões, com densidade de 112,1 por 100 habitantes. No caso da Petrobras, FHC não a privatizou, mas, ao abrir seu capital em 2001, tirou-a do marasmo, além de beneficiar milhares de trabalhadores, que usaram o FGTS para comprar ações da empresa. Nos cinco anos anteriores à abertura de capital, a estatal investia US$5 bilhões, em média, por ano. Em 2008, aplicou US$29 bilhões.
    Hoje, tanto a Vale quanto a Petrobras são estrelas reluzentes do capitalismo brasileiro. O presidente Lula admira tanto as duas que costuma brincar com assessores, dizendo que, depois da presidência da República, gostaria de comandar a Petrobras; no caso da Vale, seu desejo é influir na gestão.
    FHC reorganizou as finanças dos Estados. Em 1997-1998, renegociou suas dívidas. No ano 2000, sancionou a Lei de Responsabilidade Fiscal. Privatizou a maioria dos bancos estaduais, fechando um ralo por onde escorriam bilhões de reais em desperdício e corrupção. Os três marcos foram fundamentais para sanear as contas dos governos estaduais, que nos anos recentes recuperaram, inclusive, a capacidade de investir.
    Na área social, FHC universalizou o ensino fundamental, promoveu avanços na saúde e criou os programas de transferência de renda, que, na gestão Lula, foram unificados no Bolsa Família. Reformou ainda a previdência social e criou o fator previdenciário, dificultando a concessão de aposentadorias a quem tem menos de 50 anos.
    Disseminou-se a ideia de que FHC perdeu popularidade porque quebrou os monopólios estatais, privatizou e mudou as regras de aposentadoria. Essa percepção não encontra abrigo nas evidências. Números do Datafolha mostram que, entre 1995 e 1998, a popularidade de FHC variou pouco nas faixas de ótimo/bom e regular – ambas sempre em torno de 40%. A rejeição esteve sempre abaixo de 20%, com exceção do fim de 1998, quando chegou a 25%.
    FHC perdeu apoio popular quando o governo, no primeiro mês do segundo mandato, foi forçado a desvalorizar o real. Aquilo foi entendido pela população como uma quebra de confiança e uma ameaça à estabilidade. No seu pior momento, em setembro de 1999, apenas 13% dos brasileiros consideravam seu governo bom ou ótimo; 56% o rejeitavam.
    A desvalorização foi o reflexo de um equívoco – a manutenção do real valorizado de maneira artificial por muito tempo, contrariando, inclusive, as opiniões de setores do governo. Outro grande erro foi ter proposto ao Congresso a emenda da reeleição, tirando proveito da mudança em benefício próprio – isso não invalida a importância da reeleição, mas o correto teria sido aprová-la para entrar em vigor no governo seguinte. Pode-se mencionar ainda a falta de planejamento que levou ao apagão.
    Trata-se de uma das maiores mistificações da história do país, afinal, o Brasil vive hoje, com razoável grau de satisfação, dentro do legado construído por FHC. Um legado aprovado pela população e seguido por Lula/Dilma.

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  4. A mesma cantilena de sempre: comparação com fhc. Quer dizer, ser melhor que nada, não quer dizer grande coisa. Quanto à inflação, só mesmo o ibge para dizê-la baixa. Mas, uma simples passada no supermercado, nas feiras etc, mostra que tudo não passa de propaganda eleitoreira da pior qualidade. Interessante que ao mesmo tempo em que há a propaganda de criação de empregos cada vez mais crescente, há também o aumento em progressão geométrica das bolsas e cada vez se descobre mais gente precisando desesperadamente do auxílio. Eu prefiro a Dilma que enfrentou a greve dos servidores públicos e garantiu a continuidade do serviço público, que varreu aquele ministro que disse que só saíria à bala, que condenou mundialmente o a apedrejamento da mulher iraniana etc.

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  5. Alberto, sei que a Dilma foi injusta e desonesta no caso da empresa na qual trabalhas. two weights and two measures.
    Agora independente de quem ela apoiar em nosso estado, nada vai mudar para o povo cabano.nada!
    Foi isso que eu quiz dizer.

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  6. Alberto, o governo FHC pode ter seu mérito na estabilização da moeda e no “controle” da inflação (discutível mediante a flexibilização do trabalho e o arrocho salarial, sentido na pele por 85 dentre 100 famílias brasileiras à época), mas dizer que houve investimentos em saúde e educação? Que a telefonia e a energia privatizadas dinamizaram setores estratégicos de nossa economia? Isto é altamente discutível.
    Ademais, o “injustiçado” governo FHC não efetivou suas ações e planos de ação baseados em “necessidades”. Seguiu sim uma orientação político-ideológica e uma tendência hegemônica global, referendada pelo Consenso de Washington, nas quais as grandes experiências do receituário foram os laboratórios chilenos de Pinochet e britânicos da Dama de Ferro. O Brasil foi alugado em condições vantajosas aos seus inquilinos; recursos oriundos dos lucros daqueles que “investiam” no país saíram numa velocidade espantosa (isso quando ficavam) e ficaram em suas matrizes europeias e norte-americanas. Nosso povo ficou à míngua; nossos sistemas públicos de saúde e educação não conseguiram se recuperar desde então; os servidores públicos ficaram 8 anos sem aumento salarial; nosso arrocho diário bancava o financiamento e a recuperação de bancos falidos; houve perdas salarias históricas vistas em iguais proporções apenas durante a ditadura para toda a classe trabalhadora, a informalidade cresceu em níveis exponencias e nossos “modernos” serviços de energia e telefonia estavam(e ainda são) os mais caros e ineficientes do planeta… e mesmo assim o governo do cara é “injustiçado”? Queria passar para a história como? Como o melhor governo que já tivemos? Pera lá…

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  7. Daniel Malcher, nada se conquista com sacrifício de algumas das partes, foi melhor o arrocho e só assim tivemos o controle da inflação, havia uma necessidade da Reforma do Estado, ainda naquela época a globalização já era percebida, iniciada pelo Sr Color de Melo, que iniciou a abertura do nosso comércio. Esqueces em primeiro lugar, que as agencias reguladoras perderam suas independência/autonomia quando foram politizadas pelo atual e anterior governo, portanto os serviços públicos perderam qualidade, um exemplo foi a CELPA no Pará, que “quebrou” por falta de fiscalização. Outro grave exemplo é a telefonia.
    O atual governo da Sra. Dilma é medíocre, deves saber por exemplo, que balança comercial brasileira registrou um déficit (importações maiores do que vendas externas) de US$ 4,98 bilhões de janeiro a julho deste ano, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Portanto meu caro, vivemos de ilusão. Atualmente fala-se nestes médicos que vem do exterior, agora do que adianta trazer médicos se não existem hospitais no interior, não existe o básico para atendimento à população, fala sério, novamente outro engodo.

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  8. Amigo Otávio, a direita esclarecida até merece respeito, mas o cidadão que repete factóides da direita mais ordinária (e a do Brasil é uma das piores do planeta) não pode ser levado a sério.

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  9. Amigo Daniel, perfeita assertiva. Na verdade, jamais foi prioridade para os tucanos cuidar de questões sociais ou educacionais. O próprio FHC, num rasgo de sinceridade, comentou logo depois da derrota de Serra para Dilma que o PSDB deveria se reformular e passar a ter preocupações sociais, até para afastar a fama (justificadíssima) de partido que só governa para os ricos. Está em todos os jornais.

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  10. Qualquer sacrifício, caro Alberto, só é válido (e nem sempre) em situações excepcionais, como em uma guerra contra alguma outra nação ou a luta contra o expansionismo e a consequente ocupação de seu próprio país por força estrangeira. Se assim pensarmos, os militares também nos obrigaram a fazer um grande “sacrifício” ao nos suprimir a nossa democracia, que embora débil, é muito menos pior que uma ditadura.
    Nossos indicadores sociais e econômicos no famigerado período tucano eram risíveis e piores que muitos países sob guerra civil.
    Ademais, ainda sobre o “sacrifício”, sabemos muita bem que não existe “alguma das partes” e sim “a parte que sempre” teve que apertar o cinto para manter aqueles que têm horror ao flagelo vivendo sob constante fausto.
    Não voto no PT, discordo do modelo de governança de Lula e Dilma adotado a partir de 2003, mas o período de FHC não pode ser comparado aos últimos 10 anos, sob quaisquer aspecto.
    Entre a modernidade servil ao FMI e ao Banco Mundial, praticante do arrocho salarial e veiculadora do retrocesso das conquistas trabalhistas e sociais visando “controlar a inflação” e o “anacronismo” de teorias e práxis políticas progressistas, fico com o que é “ultrapassado”. Sem pestanejar.

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