Com uma perna só, como bem relatou o jornal El País, o craque Lionel Messi determinou a passagem do Barcelona pelo PSG, anteontem. Até a metade do segundo tempo o confronto era vencido com galhardia pelos franceses, apesar da incansável pressão catalã. A entrada em cena de um talento especial desequilibrou a ordem natural.
Ficou mais uma provado que o craque, mesmo que não esteja em plenas condições, é capaz de mover montanhas. Messi recebeu algumas bolas, manteve-se parado, sem girar as jogadas ou buscar arrancadas. Quando pegou na bola à altura da meia-lua e lançou Villa a sorte do Barça começou a mudar. Daí nasceu o passe recuado para Pedro fuzilar no canto esquerdo de Sirigu.
Falando assim parece simples. E foi. A questão é que simplificar é uma arte. Messi é um artista. Vai daí…
Quando uma parada enrascada é resolvida de maneira tão didática como o duelo do Camp Nou aprendemos que a glória no esporte bretão vai permanecer sempre refém dos talentosos. Felizes os que contam com esses seres privilegiados, como os argentinos hoje em relação a Messi. Como o Brasil nos anos 60 em relação a Pelé e Garrincha.
No rabo da fila das melhores seleções do mundo, amargando um inacreditável (mas justo) 19º lugar, o Brasil precisa desesperadamente encontrar alguém que possa significar o desequilíbrio, estabelecer a dissonância. Não vai ser fácil.
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Copa BR escancara realidade
O Paissandu foi a Boa Vista e arrancou uma vitória tranquila, suficiente para eliminar o segundo jogo. A rigor, podia ter saído de Roraima com um placar mais folgado, embora tenha se deixado pressionar no segundo tempo. No fim das contas, uma vitória que representou a salvação da lavoura para o futebol paraense nesta primeira rodada da Copa do Brasil.
Depois que o Remo perdeu em casa para um descalibrado Flamengo, os outros três representantes paraenses tinham responsabilidades bem distintas. O Paissandu era favoritíssimo contra o São Raimundo e cumpriu seu papel, com autoridade.
O Águia, que havia sido derrotado na primeira partida contra o Nacional, precisava se recuperar no Zinho Oliveira. Ao contrário de outros tempos mais garbosos, o Azulão marabaense sucumbiu ao apenas mediano time manauara, caindo por 2 a 1.
A tragédia, porém, se revelaria em todas as cores no estádio Parque do Bacurau. O Cametá, atual campeão paraense, foi fragorosamente aniquilado pelo Atlético Goianiense, com requintes de crueldade. O placar de 7 a 0 soou como sentença fúnebre do estágio do futebol por aqui.
Pelo andar da carruagem, a situação ainda pode ficar pior.
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Direto do Facebook:
“Eu levo a minha vida com a direção de Deus e depois como se cada dia fosse uma partida de futebol. Quando o time joga de forma equilibrada, tendo uma zaga boa, meio-campo bom e um ataque bom, e não precisa ser um time de estrelas, o que precisa é confiar em Deus e jogar cada partida com muito esforço e sabedoria.”
De Ewerton Coqueiro, dando a receita exata de um torcedor misericordioso.
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 12)
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