Um confronto desigual

Por Gerson Nogueira

bol_ter_120313_11.psO Paissandu tem vários desfalques importantes, mas joga em Marabá na condição de favorito contra o cambaleante Águia. Mais do que nunca, está valendo a avaliação que fiz ontem: Lecheva montou o melhor conjunto do campeonato. Não é invencível, nem perfeito, longe disso, mas se mantém alguns degraus acima dos concorrentes.

A superioridade vem, principalmente, do entrosamento do setor de meio-de-campo, que protege bem a defesa e alimenta o ataque com eficiência. Eduardo Ramos e Djalma não jogam, mas Alex Gaibu e Iarley (ou Lineker) são bons substitutos para a dupla titular. Além disso, Rafael Oliveira, um dos goleadores do campeonato, retorna ao time.

O simples reaparecimento de Rafael já é um detalhe a ser festejado. Marcado por parte da torcida, sob a acusação de ser “barqueiro”, o atacante tem feito um campeonato digno de elogios, mas cometeu um pecado capital. Não conseguiu fazer gol no Re-Pa. Por essa razão, passou a ser hostilizado nos jogos, acabando por ser barrado durante os treinos para a decisão do turno.

Ao mesmo tempo, surgiu uma mal contada história de contusão, que quase representou uma ruptura entre Rafael e o clube por motivos disciplinares. Contornada a situação, o Paissandu ganha um reforço de peso para o ataque, justamente quando se debate com tantas baixas.

Jogar no estádio Zinho Oliveira, com seu gramado sempre careca, costuma ser tarefa indigesta para qualquer adversário do Águia. Desta vez, porém, o time de João Galvão padece de problemas sérios na composição da linha defensiva e pouca inspiração no ataque. A trajetória do time, atualmente na zona de rebaixamento do campeonato, é tortuosa e lembra a instabilidade vivida na Série C 2012.

Sem caixa para reforçar (de verdade) o elenco, João Galvão viu-se na contingência de usar praticamente a mesma equipe remanescente da Terceirona. A estreia desastrosa no returno, com goleada frente à Tuna, acendeu todas as luzes de alerta no clube. O empate com sabor de vitória obtido em Cametá prova que há uma tentativa de reação em marcha.

Por coincidência, o confronto de hoje é justamente contra o campeão do turno e dono do conjunto mais afinado do Parazão. As dificuldades aumentam na exata proporção do tamanho do desafio. Os orientais já cultuam, há séculos, a máxima de que não existem crises, mas oportunidades. Ao Águia resta se agarrar a essa crença e tentar hoje à noite reescrever sua história no campeonato.

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Torcer é um gesto de amor

Volta a pipocar, principalmente nas redes sociais, um movimento defendendo que os torcedores paraenses só usem as camisas de seus times quando forem aos estádios. A ideia é combater o chamado “torcedor misto”, que torce por um clube em cada Estado.

O objetivo da campanha purista é perfeitamente compreensível e parte do princípio de que, jogando em seus domínios, o clube deve receber apoio maciço de seus torcedores, inclusive na indumentária.

O perigo de propostas desse gênero está na intolerância em relação a outras bandeiras. O futebol só é o fenômeno popular que conhecemos por ter se beneficiado da absoluta liberdade de manifestação. Desde o começo da era profissional, ali pela metade do século XX, todos sempre puderam torcer por qualquer time, sem barreiras ou imposições.

Nestes tempos de globalização e massificação de mídias digitais, soa ainda mais anacrônica a ideia de que o torcedor deve limitar sua afeição a apenas um time. O princípio da livre manifestação não pode ser cerceado sob pretexto de valorizar tradições regionais.

Torcer é, acima de tudo, um ato de escolha, um gesto amoroso. Há aqueles que se prendem, sentimentalmente, a apenas um clube. Outros, de corações mais generosos, têm a capacidade de dividir a preferência por várias agremiações diferentes. É possível (e legítimo) torcer por um dos grandes do Pará e também nutrir simpatia por clubes de São Paulo, Rio, Minas e Rio Grande do Sul.

O mesmo vale para os mais famosos clubes da Europa, como Barcelona, Real Madri, Milan, Manchester, Chelsea e Liverpool. A internet, através das mais diversas plataformas, tornou o mundo menor, o que propicia acesso diário a informações sobre qualquer time do planeta. Às vezes, sabe-se mais sobre os gigantes europeus do que de times regionais.

Por que a paixão de um garoto paraense pela Juventus da Itália pode ser considerada menor do que a de um coleguinha seu que torce apenas por Remo ou Paissandu. Não consigo conceber uma lei que impeça isso ou imaginar alguém com autoridade para reprimir essa forma de amor.

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Peneira corintiana na Esef

O desportista Davi Leal confirma peneira do Corinthians para hoje e amanhã, no campo da Escola Superior de Educação Física, a partir das 9h. Os testes valem para garotos de 12 a 17 anos. Ainda há vaga, mas os interessados devem comparecer com antecedência para poder participar.

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Álbum Cards Super Bola

Sucesso absoluto de vendas no último domingo, o álbum Cards Super Bola 2013, resgatando imagens e dados históricos de Remo e Paissandu, ainda pode ser adquirido na gráfica do DIÁRIO, localizada à rua Gaspar Vianna. Um excedente de 300 exemplares foi disponibilizado para atender leitores que não conseguiram comprar a edição.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta terça-feira, 12)

47 comentários em “Um confronto desigual

  1. Acho que a supremacia bicolor é tão flagrante neste campeonato, que mesmo sem contar com algumas de suas principais estrelas, não tenho como não definir o papinha , como infinitamente superior ao combalido Águia de Marabá. Parar o papinha é uma missão ingrata e quase impossivél,para qualquer clube disputante do campeoanto paraense de 2013. Principalmente para uma equipe que ao longo dessa temporada, ainda não disse o que veio fazer, apresentando sérios problemas, desde a montagem do seu elenco . Coitado de ti pobre Águia de Marabá, tua única chance, é esperar uma gravata do Raul em um dos teus atacantes. Atitude recorrente do perfeito zagueiro , principalmente na batida de escanteios , esperar que o juiz tenha a boa vontade de marcar a infração. Em seguida converter a penalidade e Depois correr para se defender, pois a partir dai não tem mais saída, o papinha com seu timaço, com sua artilharia pesada, vai te massacrar, bombardear te fuzilar. Então se tiveres muita sorte , reza forte e Deus te ajudar a vitória poderá te sorrir. Vou confiar em Deus e cravar Águia 1 x 0 Payfantástico, a zebra do século.

  2. Quanto ao fato de torcer (no sentido de amar, sofrer, ser apaixonado) por mais de um clube eu considero um tanto quanto complicado. Até penso que é um fato raro.

    Explico.
    Uma coisa é torcer, no sentido já explicado acima, e outra é simpatizar ou até mesmo antipatizar por outra agremiação. Nosso complexo de vira-latas nos diz que Remo e Paysandú são inferiores a Flamengo, Corinthians, Barcelona…, quando o que há é que apenas esses outros clubes, maiores de estrutura, são citados pela mídia a todo instante. A propaganda é poderosa, que o diga aquele refrigerante americano.

    Concordo que seja legítimo torcer por um time do Pará e simpatizar por Corinthians, Botafogo, Cruzeiro, Real Madrid…

    Nesse sentido, permito-me discordar da opinião do mestre Gerson Nogueira:

    “É possível (e legítimo) torcer por um dos grandes do Pará e também nutrir simpatia por clubes de São Paulo, Rio, Minas e Rio Grande do Sul”.

    Eu torço (amo, sofro, etc) pelo Clube do Remo, e só por ele, e simpatizo com o Botafogo. No mesmo sentido antipatizo (e aí, sim, o sentimento pode estar no mesmo grau para todos) com o Flamengo, Grêmio, Paysandú…

    E por que a paixão de um garoto paraense pela Juventus pode ser menor que a de um outro pelo Remo ou Paysandú?
    Eu respondo.
    Porque o Remo e o Paysandu estão aí, na mesma rua, no mesmo bairro, na mesma cidade, o dia inteiro no Diário do Pará, no Liberal, na Rádio Clube, na Marajoara, na internet. O cara torce pelo Remo e o seu vizinho é Paysandú, ou vice-versa. Perdendo o seu time, ele vai ser zoado com certeza; ganhando, é a vez dele encarnar no vizinho, e assim a rivalidade se acentua e se perpetua.

    Já o Flamengo ou a Argentina ficam para o torcedor de sofá. Qual o sofrimento do Flamenguista de Belém após ter perdido para o Botafogo? Incomparavelmente menor que quando o Remo ou o Paysandu perde para o arquirrival paraense.

    É a minha opinião, amigo Gerson.

  3. E quanto ao jogo do Paysandú, só uma catástrofe tiraria a vitória do bicolor.

    Meu caro Rocildo Oliveira, nenhum árbitro paraense tem peito de marcar um penal contra o Paysandú, a não ser se a vitória alviazul já estiver consolidada, como eu acho que vai estar já na primeira etapa.

    É a minha opinião.

  4. Quando eu era garoto comecei a torcer por times do Sul por causa dos ídolos. Acontece que quando eles deixavam o clube eu também os acompanhava, e assim, percebi que o único time para o qual eu realmente torcia era o Remo. Entendo que amar um clube e gostar de outros é completamente possível, agora amar dois times com a mesma intensidade é conversa pra boi dormir.

  5. Com relação ao torcedor mixto, quero dizer que isso só vale pra nós que somos manipulados pela grande midia do sudeste. Ou alguém aqui pensa que algum carioca ou paulista torce ou acompanha os nossos times. SE não cuidarmos, seremos uma massa a serviço exclusivo dos clubes de lá. Ou viraremos um Maranhão onde a maioria tem camisa de times de tv e o futebol local é desprezado.

  6. Com os consideráveis desfalques noticiados, como se atará o grande Lecheva? penso que hoje será mais uma duríssima prova de fogo à frente do Grande Bicolor Amazônico, haja vista, que é mais da metade do time que será substituído, aguardemos, para ver como ficará o conjunto do time.
    Quanto a torcer por times de outras plagas, sou contra, eu mesmo já abandonei essa prática há mais de quinze anos, haja vista, que além de ser impossível amar dois clubes intensamente(na Bíblia Sagrada, está contido esse princípio de impossibilidade), ainda contamos com o desprezo dos torcedores de lá, qual seja, não existe reciprocidade; então porquê a manutenção desse sentimento? que me perdoem os que defendem o amor incondicional por outros times, mas, como o meu Grande Bicolor Amazônico tem EXPRESSÃO NACIONAL E INTERNACIONAL, não mais preciso torcer pelo dos outros.
    Apesar das dificuldades, penso que o Grande Bicolor Amazônico, vence hoje; porém, será duríssimo; o Aguia tem tradição e busca desesperadamente por reabilitação; sinal amarelo!!!

  7. Concordo plenamente Rosivan. A nossa sorte nossa é que a imprensa paraense não deixa nada a desejar quando o assunto é cobertura esportiva, embora alguns fanáticos ainda a criticam por achar que ela pende para algum lado.

  8. Gérson, permita-me discordar.

    As campanhas que se vêem nas redes sociais não dizem respeito ao amor. Ninguém discute se você deve ou não amar qualquer time ou qualquer clube do planeta inteiro. O que se está querendo, neste caso específico, é acabar com aquele desfile de camisas coloridas de agremiações do mais diversos tipos em estádios paraenses. Além de ficar feio, demonstra quase que uma colonização feita pela mídia sudestina para se amar clubes de Rio e SP, no caso de Belém, muito mais pelo Rio por conta das transmissões esportivas direcionadas.

    É quase como em documentários sobre indígenas, onde aparecem todas aquelas tribos e os índios vestindo calção de futebol de addidas e nike, é algo que considero falta de bom senso. No mês que vem, alguns torcedores estarão vivendo um dilema enorme ao se deparar com Remo e Flamengo no Mangueirão, onde o coração estará dividido (?) entre as duas agremiações e no jogo seguinte se volta ao jogo do Remo utilizando a sua “linda” camisa rubro-negra.

    E, nisso tudo existe mais um porém, que é o exemplo de praças onde isso não ocorre como BH (o interior de minas é povoado por torcedores de clubes cariocas), SP, RJ, PE e RS. Lá, além de ser totalmente incomum o fato de torcer para times de fora, ou times do eixo Rio-SP, existe uma programação esportiva direcionada localmente, fato que não ocorre em Belém, por exemplo.

    Mas tudo isso eu chamo de síndrome do casamento falido, quando o seu amor do dia a dia, no caso de Remo e Paysandu, já não despertam maiores emoções e nem conquistas ostentosas que consigam preencher todo o espaço e pensamento. E aí que entra a facilidade da amante, com o chamego fácil dos maiores títulos e que por mais distantes que estejam, pode te dar felicidades mesmo que momentâneas, pra combater essa rotina que seu relacionamento atual te coloca.

    Somente com clubes mais fortes e torcidas menos poligâmicas que poderemos ter sorte melhor nacional e internacionalmente, valorizando aqueles que estão presentes ali do seu lado.

    Nada contra o amor à distância, mas a presença do dia a dia, da rotina, do todo dia ela faz tudo sempre igual é fundamental.

    1. Amigo Victor, o problema permanece na mesma direção. Não há razão para ser intolerante com a cor das camisas alheias. Isso é bobagem. Torcedor pode fazer isso por vontade própria, conscientemente, mas não cabe ficar censurando ou patrulhando quem pensa diferente.

  9. Sou Paysandu em 1° lugar.

    Em segunda escala gosto de Botafogo e Santos.

    Quando vou ao estádio não abro mão de ir com a camisa bicolor.

    Domingo passado o Botafogo ralando e meu filho que parece ser mais Botafogo que eu vibrava a cada lance, eu noutra tv próxima ao PC optava por assistir ao jogo Tuna e Remo.

    Como deu pra perceber eu dou mais valor no futebol local, mas sou eu. Os outros são outros e merecem e tem o direito de agir da forma como desejarem.

    Vestir a camisa que quiserem, torcer pra quem quiserem, secar quem quiserem. Tem até brasileiro que não suporta futebol.

    Tem gente até que torce pro dois times rivais, outros que só torcem por times do exterior, outros que odeiam a Seleção, enfim passaria a digitando tantos e tantos gostos diferentes e talvez ainda esqueceria alguns.

    O certo mesmo é a gente deixar as pessoas em paz, com suas escolhas, com seus gostos, é um direito de cada um.

    Ninguém tá matando ou roubando.

    Quem não gosta que bote uma venda nos seus olhos, pra mi eu tou pouco me lixando se o cara usa camisa do Vasco, da Ponte Petra ou do Ibis etc etc…

    Não tirem dos outros o que vc não gostaria que tirassem de vcs. A LIBERDADE. ( Esse recardo é pra quem inventou esse papo furado de torcedor misto ).

  10. Outra coisa:

    O que faz no futebol o time ser amado e ter muito torcedores, queiram ou não queiram aceitar é o seu desempenho dentro dos gramados.

    Time vencedor atrai mais torcida, eleva a moral do torcedor e a midia se volta pra ele pois sabe que terá retorno.

    Time perdedor só não acaba por causa do amor de sua torcida, mas fica no ostracismo.

    O nosso melhor time daqui é o Paysandu. Onde estamos? Na 2° divisão, depois de ficarmos mais de 6 anos na série C, Isso foi pessimo.

    Mas quando vivemos o nosso melhor momento, não saiamos da mídia e ganhamos torcedores fora do Brasil ( tivemos nossos mistos também ) naquele periodo da Libertadores e 1° divisão.

    Quantod titulos da 1/ divisão, temos?
    Quantas libertadores já ganhamos?
    Quantos mundiais?
    Quantas copas do Brasil?

    Vamos ser sinceros, querer nos comparar com os times do Sul e Sudeste principalmente é muita prepotencia.

    Vamos caminhando de vagar com o andor, pois o santo de barro.

  11. O Águia de Marabá não será páreo para o “grande” time bicolor que possui o fantástico atacante Iarley, que fez apenas um gol no campeonato, e o artilheiro nato Zé Augusto, ou melhor, Rafael Oliveira, além de possuir uma meia cancha de fazer inveja ao Barcelona, e uma zaga quase intransponível, nesse time destaca-se um lateral direito excepcional que só não está em grande clube europeu porque o time listrado é dono de um considerável vigor financeiro que não deixa nenhum dos gigantes europeus levar esse fenômeno da cúruzu. E digo mais, se o Águia não se cuidar levará ainda uma goleada histórica tanto é a desvantagem em relação a esse clube listrado. Álias, não vejo porque a cisma desses árbitros em ajudarem esse clube, pois é nítido por todos que ele não precisa que validem seus gols irregulares, que marquem pelnatys no mínimo duvidosos. E vou mais além, para que não não haja uma sombra sequer sobre a superioridade desse clube em relação aos demais, pediria que sua diretoria só aceitasse árbitros de outras praças esportivas para conduzir os jogos desse clube, para que os maldosos de plantão não venham dizer que houve manipulação de resultados nesse campeonato em favor do maior clube da travessa do chaco.

  12. Agora quanto aos mistos, devo admitir que tempos atrás, quando não morava na capital, portanto distante dos jogos do meu querido Leão Azul, época em que era mais fácil assistir aos jogos dos times do sul (particularmente do campeonato carioca) do que aos jogos do Remo, quando não havia uma massificação das informações (notadamente pela internet), nesse tempo, cheguei a torcer pelo Flamengo. Mas no dia em que descobri que o time do flamengo e o povo carioca não estão nem aí para nós paraenses, quando percebi que eles e o Coronel Nunes querem mais é que estejamos longe da 1ª divisão, então, apartir desse dia meu time passou a ser um só, e sempre será apenas o Clube do Remo. Quem torce a favor de time de fora, e principalmente quem deixa de comprar camisas e outros objetos licenciados por times locais para comprar dos “forasteiros” está torcendo sim contra o futebol local, basta você ir em Paagominas, em Marabá e Santarém, para citar apenas locais em que já estive, para perceber que Remo e Paysandú são minoria nesses lugares, ou seja, em nosso próprio estado estamos sendo trocados por clubes de fora, mas é até aceitável nessas regiões ocorrer isso, o que não aceito é torcedor da capital e região metropolitana com camisas de clubes do sul e sudeste. Esses times do Sul e Sudeste chegam aqui e riem de nosso fanatismo, seus jogadores, a maioria boçais, não dão autógrafos para os idiotas que vão acampar nos hotéis em que eles se hospedam, e ainda saem dizendo que as meninas do Pará são todas biscates. Quem torce para times de fora do Pará, renega suas origens e seus clubes.

  13. E não precisa chegar ao Sul e Sudeste para perceber a discriminação, ela começa ainda próximo a nossa região. Ano passado fui a Brasília e ainda no aeroporto de Belém, na ida para o Avião, encontrei vários garotos, e percebi que eram atletas pelo modo como se vestiam, e por caminhar ao lado deles ouvi a conversa de um grupo em que eles falavam mal de Belém, diziam que “ainda bem que estamos voltando para Cuiabá, porque aqui não tem nada para fazer, que não aguentavam mais essa cidade…”. Ora meus amigos, se pessoas aqui do Mato Grosso falam desse jeito de nossa cidade e região imagina os do Sul e Sudeste?

  14. Eu não concordo com a forma utilizada pela campanha contra os mistos (buscar atuação do Ministério Público para proibir camisas de times de fora nos jogos locais). Não cabe ao MP atuar nesse campo.
    Entretanto, acho que nós todos, que amamos o futebol do Pará, temos a obrigação moral de encorajarmos a torcida para os times locais. Por isso, acho bem legal esse movimento que vem sendo notado nos últimos tempos para valorizarmos os times daqui e desencorajar essa babação para os times de fora.
    A consequência de décadas de “torcida mista” está aí escancarada: basta ver a diferença de quotas de TV e de patrocínio desses times para os nossos daqui. Claro que as deles devem ser maiores, até mesmo pelo poderio econômico de RJ-SP. Mas não um abismo do tamanho que se criou. Temos que, pelo menos, garantir o mercado local para Re x Pa, para depois buscarmos melhores condições nas negociações nacionais.
    Infelizmente, a imprensa paraense (na grande maioria) ainda não encampou esse movimento de valorização dos times locais, pois continua incentivando os torcedores locais a vibrarem com times de fora (e.g: gracinhas com feitos de times de fora, jornalistas dizendo “o meu mengão”, o “meu fogão”…). Aliás, soa-me contraditório e hipócrita o discurso de “ORGULHO DE SER PARAENSE” em alguém vestindo a camisa do Botafogo, Corinthians, Flamengo, Palmeiras…

  15. Sobre o jogo de hoje apesar do sarcasmos dos colegas azulinos eu vejo o meu Paysandú como favorito contudo, as coisa só se confirmam após os 90 minutos!
    Quanto a torcedores mistos eu não tenho nada contra e digo porque!
    Quando criança eu ganhei de meu pai um caderno escolar cuja capa apresentava todas as forças do futebol brasileiro, como ainda possuíamos territórios nacionais os clubes de futebol destes não figuravam nela!
    Já torcia pelo Paysandú mas por iniciativa própria “rompi” nossas fronteiras e sai marcando nesta capa os escudos dos times que eu achava mais interessante!
    Do Amazonas escolhi o Fast Club, do Maranhão o Sampaio Correa, do Ceará o time de mesmo nome, No Piaui o River, em Pernambuco o Náutico, no Rio Grande do Norte o ABC, na Paraíba o Treze de Campina Grande, na Bahia o time de mesma alcunha, etc, e nos estados do Rio, São Paulo, Minas e Rio Grande do Sul escolhi Botafogo, Palmeiras, Atlético-MG e Internacional.
    Não me sinto desta forma traidor do meu Paysandú muito pelo contrário quando cheguei pelas terras paraibanas existia uma torcida organizada BICOLOR, nos jogos das Libertadores,da série A e da série B o bar ficava lotado por paraenses e muitos, mas muitos paraibanos que torceram pelo Grande Bicolor Amazônico!
    O futebol não tem fronteiras e assim como no Brasil no exterior eu tenho minhas preferências também.
    Portanto estigmatizar um cidadão que torce para mais de um time, penso eu, ser um baque na liberdade do indivíduo!
    Se os times do eixo Sul-Sudeste são mais qualificados por terem maior visibilidade e investimento cabe a nós também dentro das nossas limitações ir crescendo também, e como se faz isso, mostrando em campo que o Norte tem futebol!
    Graças ao bom Deus eu torço para um time que só me dá alegrias, mas lembro que fiquei 6 anos no limbo e espero não voltar mais!
    Quando o Papão ganhou a vaga para a série B, os mesmos amigos aqui de João Pessoa me telefonaram e disseram que agora vamos ter um time para torcer na série B! Para mim um orgulho imenso por ser paraense e torcedor do Paysandú.
    Se alguém me pergunta para qual time eu torço eu digo em alto e bom som: “sou Paysandú!”, e se me perguntarem se torço para outras praças respondo conforme minha simpatia mas destacando que torço para eles no regional deles e na série A, pois na série B eu tenho time!
    Não concordo nenhum pouco com esta forma de preconceito com os torcedores mistos.
    Torço para vários clubes no Brasil, mais acima de tudo sou Paysandú Sport Club e respeito qualquer torcedor seja ele misto ou não!

  16. Amigo Rogério, com todo respeito, mas os caras que você ouviu falar mal de Belém são do Cú- iabá, lugar que só tem futebol de série C pra baixo, te dizer!

  17. Jogo difícil para o Papão hoje,porque o Águia,frente o bicolor,costuma se agigantar,e ,salvo engano,o Paysandu não vence o Águia em Marabá,desde abril de 2008,há quase 5 anos,meus amigos. Além disso,o time estará desfalcado do maestro e melhor jogador do campeonato até então,Eduardo Ramos,o que pode influir no desemprnho do time. Há as ausências de Zé Carlos,Rodrigo Alvim,Billy,Ricardo Capanema e Djalma. São muitas baixas,mas não servem de desculpa,porém,complicarão a tarefa alviceleste no jogo de logo mais,em virtude do desespero do azulão marabaense em fugir do descenso. Ah,vale salientar o retorno do Rafael Oliveira. Será interessante ver seu comportamento após essas duas semanas ausente.

    Jogo complicado,mas aposto numa vitória suada bicolor e,quabrando,enfim,este tabu de não vencer o Águia,lá em Marabá.

    Palpite : Águia 0 x 1 Papão; gol do Rafael Oliveira.hehe

  18. Mas é isso mesmo amigo Miguelangelo, se nem em Cuiabá nos respeitam, imagine no resto do país, e a culpa é nossa mesmo, porque ficamos babando quando a CBF manda os reservas dos reservas nos times brasileiros virem jogar aqui pela seleção. Fazemos plantão nos hotéis da cidade quando vêm um mala como o Rogério Ceni e aqueles bando de bambis com uma empáfia do tamanho da cidade de S. Paulo. Damos graças aos céus quando o Flamengo joga em Belém como se eles achassem uma. maravilha sair do R. de Janeiro para vir pra cá.

  19. Tenho um pé lá, e outro cá. Sou apenas remista, torcedor do mais querido do Pará. No entanto… No entanto, como gosto de futebol a partir de ver o Flamengo de Zico e companhia na TV, e a seleção de 1986, de Telê Santana, quando era só um garoto, se tiver um jogo do Flamengo, torço pro rubro-negro. Isso é só um hábito adquirido na infância, como torcer pro Remo. Mas torcer pro Remo é diferente porque vou ao estádio, tem o clima da partida, a torcida, torcer em si é algo diferente, é uma coisa em casa, outra no estádio. Torcer no Baenão e no Mangueirão é torcer na própria terra, é manter o coração na própria cultura, tudo bem, é verdade. Mas torcer por torcer, também é legal. Dificilmente assisto a uma partida sem tomar partido de um time. Só se o jogo der calo nos olhos que eu desisto… Gostava de ver o Corinthians de Neto e Tupãzinho, time raçudo e com um pouco de técnica, mas nem tanto assim. Também gostava de ver o ataque botafoguense com Valdeir “The Flash” e Túlio “Maravilha”, era divertido. Mais ou menos na mesma época tinha o São Paulo de Telê, que era objetivo sem ser deselegante e o time do Grêmio do Felipão que ganhava a Copa do Brasil, mas não a Libertadores. No início dos anos 90, teve aquele timaço do Remo que chegou às semi da Copa do Brasil e depois o time que fez o tabu de 33 jogos e no fim da década, indo pros anos 2000, o time do Paulo Bonamigo e teve também o do Cuca. No início dos anos 2000 ainda teve aquele bom time do Atlético Paranaense campeão brasileiro e em 2005 aquele time ruim de ver do Remo, mas que, no fim, abocanhou a terceirona no ano do centenário. Concordo com o Gerson quando diz que o torcedor é livre para torcer, e é mesmo, exageros nunca dão bons resultados… Mas também penso que se deve dar mais atenção aos clubes da terra porque hora dessas eles acertam, como fizeram o São Paulo, o Corinthians, o Internacional, o Cruzeiro… É preciso cobrar, ter paciência e, essencialmente, torcer e participar, e nunca abandonar. Isso não quer dizer que se deva ir sempre ao estádio, mas torcer sempre pelos nossos clubes, da maneira que quiser.

  20. Ridícula xenofobia. Pura intolerância. Como se já não bastassem as violentas aversões raciais, de gênero, sexuais, religiosas, sociais e tantas outras que temos de enfrentar e tentar dizimar, ou pelo menos diminuir, em nosso convívio.

    Ah! como é difícil aceitar o diferente. Pior é entender o outro:
    -não aceito suas paixões, desde que não sejam as mesmas pelas quais me excedo;
    -não tolero suas preferências, as minhas são melhores.
    Tento enxergar o que há de errado se alguém, que foi morar no Rio desde os primeiros anos de idade, escolheu como primeiro clube, o Fluminense. O que há de errado se outro, da gema, escolheu primeiramente o Flamengo – diga-se, só para azucrinar o pai tricolor. Ambos também torcem para clubes locais, porque aqui já moram. Ou um terceiro, que por influência de alguém, ou de algo, também escolheu outro clube de outro estado. Na vida, as vezes, não dá nem pra contar por quantas paixões passamos ou nos mantemos. Sem entrar no mérito de que faz tempo que nossos clubes parauaras não fornecem muito combustível para alimentar nossas fervorosas afetividades, daí podermos buscá-los em outros endereços.

    O principal, no entanto, é entender que uma característica cultural não poderia gerar, principalmente dentro de um mesmo sistema, um movimento de aversão e exclusão, justamente porque é cultural. Aprendemos a torcer por Fluminense, Santos, Remo, São Francisco ao mesmo tempo. Fomos endoculturados assim. É claro que há tamanha influência midiática, em face da total cobertura dos clubes do Sudeste/Sul. Neste caso, os fatores econômicos falam muito mais alto, mas aqui não se excluem os fatores culturais, muito pelo contrário, reforçam. Hodiernamente, já temos muitos jovens, e outros nem tão jovens assim, torcendo também por clubes europeus. Tanto aqui (Norte) quanto acolá (Sudeste/Sul), a característica cultural persiste. E não adianta espernear com o argumento de que não vemos o contrário, um torcedor dacolá torcer também por um clube de cá. Historicamente, o fenômeno ocorre normalmente direcionando a influência dos centros econômicos mais adiantados em direção à margem. Já que não podemos (nem devemos) mudar essa identidade cultural, resta um pouco de sabedoria para vivermos nossas preferências e respeitarmos as alheias. Fica a dica: feliz quem tem uma paixão; mais feliz quem tem várias.

    abs

  21. Sobre os “mistos”, o blogger fala dessa falta de entendimento pura e simplesmente porque o mesmo é um! Torce pro Botafogo e fica me cima do muro quando a matéria é escolher um do Estado dele. Agora, pergunte se os do Rio lembram de algum time daqui. A questão não tem nada haver com o que tu falastes, temos sim que valorizar os nossos!

  22. Acho que todo torcedor do papão também é torcedor mixto,afinal de contas eles acabaram com o leião ano passado.a torcida do leião é que não é torcedor mixto por razões óbvias.égua do trocadilho paidégua.hahahahahahahahahahahahaha

  23. Até quando falamos de um assunto sério o Jairo vêm atrapalhar. Quantos anos tu tens Jairo? Vai assistir o Chaves vai.

  24. Caro Colegas e Companheiro Gerson,

    Apesar de torcer apenas para o Paysandu, tanto que quase não acompanho jogo de times de outra região, entendo que, os simpatizantes com outros clubes (os chamados mistos) devem ser respeitados, pois a pior coisa no ser humano é a intolerância.

    Vale destacar que, assistindo ao primeiro jogo de Barcelona e Milan, o comentarista e narrador falavam do carinho de Puyol (?) pelo Milan. Segundo os mesmos, o zagueiro do Barcelona costuma a acompanhar o Milan nos jogos do Campeonato italiano, torcendo contra o Milan apenas em jogos contra o Barcelona.

    Ora, se Puyol, exemplo de raça e amor pelo Barça, assume publicamente sua simpatia pelo Milan, por que não devemos respeitar os simpatizantes de outras agremiações?

    Vale destacar que não vejo o coração dos paraenses dividido, pelo contrário, aqui se ama Remo ou Paysandu, mas também se simpatiza com outros.

    Por fim, diferentemente do que alguns falaram, no Rio Grande do Sul a torcida por times cariocas, de modo especial o time rubro negro, é presente.

  25. O dirigente do Remo está conseguindo ainda mais tornar o torcedor azulino um crédulo perfeito.Afirmar aqui que o os árbitros erram pró-PAPÃO e contra o leão é muito leviano.No primeiro REXPA da decisão o árbitro Heber R LOPES NÃO DEU UM PENAL clarríssimo para o papão.Influenciou no placar do jogo .Menso mal que no jogo seguinte deu a lógica.No jogo do turno contra o SF o gol do time azulino foi em impedimento.No jogo contra a Tuna houve dois penais para o PAPÃO , mas o árbitro já havia assinalado um e não deu o outro.Enquanto conseguem os dirigentes e setoristas vão alienando o pobre torcedor azulino.No final das contas não será culpa do presidente, dos dirigentes se o leão não conseguir divisão.Será culpa da arbitragem e assim segue no mesmo marasmo a nau azulina.
    Hoje mesmo o PAPÃO já no automático creio em empate.

  26. Pastor, com o perdão da palavra, alienado é o senhor. Como pode escrever tantas sandices? No primeiro REXPA com o lances(Iarley), a que o senhor se refere, foi extremamente comentado e a imensa maioria(jornalistas e torcedores) dos que reviram o lance perceberam que os dois jogadores se atracaram dentro da grande área, o zagueiro do Remo por cima e o Iarlei por baixo. Realmente no jogo contra o SF houve gol irregular do Remo mas o juiz não marcou por incompetência mesmo, e nesse mesmo jogo ele deixou de marcar um penalti pro Remo, e inverteu várias faltas. O Leão está sendo prejudicado sim nesse campeonato, apenas os doentes não conseguem enxergar isso. Foram vários jogos:
    Remo x Tuna (penalti não marcado)
    Remo x Cuiagrana (Penalti não marcado)
    Remo x Paragominas (Penalti não marcado)
    Remo x SF (Penalti) não marcado)
    Os demais times já tiveram marcações de penaltis a seu favor, mas o Remo não obteve nenhum pró, apenas contra, e não venham me dizer que isso é normal porque não é mesmo. Eu não acredito nessa FPF, que comanda o nosso futebol e muitos também não, mas não estou dizendo que há uma orquestração para ajudar S ou P, apenas não acredito ser normal isso que está ocorrendo. E como já tivemos casos de compra de árbitros por um conhecido clube paraense, não custa ficar atento!

  27. Pr.Carlos Rodrgues desculpe o Pailo Arthur acho que o fato do time dele estar há 5 anos sem titulo e viver SEM DIVISÃO tem deixado ele um pouco transtornado e sem a lúcidez necessária para analisar determinadas situações com imparcialidade,costumeiramente este cidadão ofende os frequentadores bicolores do blog,vamos nos orar para abrandar a alma deste sofredor.

  28. Sou torcedor do Remo, nasci remista e vou morrer remista. adoro usar a camisa do Remo em qualquer ocasião. Principalmente quando o mais querido perde um jogo. Agora nada tenho contra quem torce por outro Clube, acho plenamente normal, embora eu tenha perdido a simpátia que eu nutria pelo Flamengo, em virtude de um comentário do antigo presidente Marcio Braga, quando o Remo pleiteava uma vaga no brasileiro da primeira divisão, tomando medidas judiciais, que ameaçavam o andamento do campeonato. Disse ele a um reporte em um programa esportivo na tv cultura, que achava um absurdo que o campeonato estivesse prejudicado, pela ação judicial. Pois na concepção dele, as equipes nortistas em nada contribuíam para o fortalecimento do futebol brasileiro. Desde esse momento, eu perdi a simpátia que nutria pelo rubro negro ou qualquer outra equipe do futebol nacional e até mesmo seleção brasileira que hoje eu adoro mesmo é ver ela levar cassete. Agora é uma questão de opinião e eu não sou o dono da verdade, nem da vontade das outras pessoas, pois torcer por um clube, é uma coisa muito pessoal . Agora eu adoraria ver os Estádios paraenses lotados de torcedores com as camisas de Remo,Paysandu,Tuna etc….

  29. Xenofobia, sinônimo de fascismo. A campanha é de um autoritarismo incontestável e pode redundar em violências desnecessárias. Sou remista, flamenguista e tricolor do Morumbi e dane-se o provincianismo. Fiquei feliz com a vitória do Colorado no 1º turno e gosto muito do Cruzeiro. Respeito quem torce por um clube só e quem faz isso está no seu direito, mas ninguém pode tolher o sentimento clubistico de ninguém. Remo e PSC tem grandes torcidas metropolitanas que atingem no máximo o nordeste paraense e a região tocantina. Não criem ilusões faraônicas, pois o complexo da inferioridade também assume a roupagem do narcisismo.

  30. Eu torço exclusivamente pelo Clube do Remo. Nem mesmo a Seleção rivaliza com o meu Leão, máxime agora, mais recentemente, quando ficou mais acentuado que ela não é mais a Seleção Brasileira, mas, sim, o time da CBF.

    Todavia, todos têm direito de torcer por quantos clubes de outros estados brasileiros quiserem, e, inclusive, comparecer ao estádio com as camisas destes outros times. De outra parte, ninguém tem direito de impedir esta manifestação da liberdade. É a Constituição quem garante!

  31. Eu somente torço para o Paysandu,mas meu pai nutre simpatia pelo Fluzão também,pelo fato de o irmão dele,que mora no Rio,ser tricolor carioca,mas é Papão sobretudo,claro.

    Temos o direito de torcer para quem quisermos,mas ao passo de valorizarmos o que é de nossa região,sem dúvida.

    Eu,como amapaense,filho de paraense,poderia torcer por algum clube de meu estado,mas torço apenas e tão somente pelo Paysandu,além do mais, gosto dos times amapaenses,em geral,e torço para o futebol de meu estado ,talvez,um dia,tornar-se grande,pois material humano,jogadores jovens , promissores são desperdiçados pela falta de profissionalismo e amadorismo do futebol local,que possui grande potencial.

    Quanto à imprensa do Centro-Sul(Sul e Sudeste,principalmente o segundo citado) , exerce grande influência sobre milhões de pessoas,mas,ao mesmo tempo,somos livres para torcer e simpatizar à nossa predileção,indiscutivelmente. Se dermos valor ao que é nosso, beleza,se não,questão de gosto,simplesmente.

    Torço pelo Papão por ter raízes paraenses,mas independe disso,há diversos fatotes pelos quais podem nos fazer admirar algo,no caso do futebol,um clube,em si. Vivemos numa democracia,e devemos respeitar decisão e escolhas de cada cidadão.

  32. BICOLORES DO BLOG NÃO PERCAM TEMPO COM A CHORADEIRA REMISTA! Lembram das gozações deles quando ganharam o primeiro clássico? Nós conscientes que temos um time melhor estávamos apenas esperando a hora certa de vencer e veio no melhor momento quando não dá chances ao rival respirar a eles retou apenas chorar. Outra coisa eles tem que agradecer a fragilidade dos concorrentes a série D pois se não fosse isso já tinha remista se suicidando como de praxe, então sem divisão, sem títulos sem moral vão cuidar do gatinho de vocês que o meu Papão além de já ter ganho o 1°Turno ainda é líder e tem os melhores índices do campeonato e isto é fato, o resto é chororô, só chororô! E disco furado com esse papo de 33!Sai pra lá penumonia ambulante!

  33. Não entendi um ponto: Vc vai no Pacaembu, no jogo do Corinthians é tudo branco e preto. Vai no palestra Itália é tudo verde. Vai na vila Belmiro é tudo branco. Vai no maracanã, no jogo do Flamengo, é tudo vermelho e preto. Não ter uma camisa de outros clubes ali no estádio é intolerância e xenofobia?

  34. Ei titio Jairinho, eu te desafio, quero que tu mostre aqui se eu já te ofendi alguma vez, se não aguenta a encarnação não brinca!

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