Reflexão sobre a mais nova vítima das torcidas

Por Flavio Gomes

O garoto Kevin tinha 14 anos, gostava de futebol, torcia para o San José, foi ao jogo e voltou num caixão.

De todo o amontoado de bobagens que escreverei a seguir, nada é mais pesado do que isso e nada tem a menor importância diante da dor que a família do menino está sentindo. Nada do que foi dito ou será vai mudar essa situação. Ele morreu, não existe mais.

Ouço e leio aqui e ali a palavra “fatalidade”. Não foi, óbvio. Tudo que pode ser previsto ou evitado não entra na categoria de “fatalidades”. Se um meteorito despencasse dos céus de Oruro e atingisse Kevin na cabeça, aí sim seria uma fatalidade. Se um escorpião venenoso se esgueirasse por dentro do tênis de Kevin debaixo da cama e o picasse mortalmente, seria uma fatalidade. Se Kevin estivesse comendo um chicharrón de cerdo e engasgasse com um grão de milho, perdesse a respiração e morresse na mesa de um restaurante, seria uma fatalidade.

Um morteiro disparado de dentro de um estádio de futebol não é uma fatalidade. É uma estupidez.

Eu divirjo da maioria, senão da totalidade, de meus colegas que recusam a tese da generalização para tentar conter a repetição dessas tragédias. “Não se pode generalizar” é a primeira coisa que ouço quando acontece qualquer coisa que envolva uma torcida de um time de futebol, seja ele qual for. Discordo. Acho que é absolutamente necessário generalizar quando o coletivo é bem maior e mais difícil de controlar do que o individual.

Desta forma, a culpa é, sim, da torcida do Corinthians. E é ela que tem de ser controlada, necessidade maior, a esta altura, do que identificar o infeliz que disparou o rojão que matou Kevin. E é punindo o coletivo, o Corinthians, que, quem sabe, assassinatos semelhantes possam ser evitados no futuro.

Calma, não é necessário ter nenhum ataque histérico diante da frase que abre o parágrafo acima. O que proponho para reflexão a seguir é quase um raciocínio estatístico, e lamento se alguém achar que estou partindo para uma discussão clubística.

Para desfazer tal impressão, vou usar como contra-exemplo (coloquei e tirei o hífen disso aí dez vezes; ficou melhor com) meu time e minha torcida, a Portuguesa. Partamos de dois números arredondados, mas não necessariamente chutados, uma vez que se baseiam em pesquisas recentes. Arredondados para facilitar a compreensão. O Corinthians tem 20 milhões de torcedores no Brasil. A Portuguesa, 200 mil. A proporção, pois, é facílima de calcular. O Corinthians tem 100 vezes mais torcedores que a Portuguesa.

Numa amostragem de 20 milhões, como numa amostragem de 200 mil, vai-se encontrar de tudo, rigorosamente todo tipo de gente. Assim, é possível afirmar, sem medo algum de errar, que entre corintianos há, em relação aos torcedores da Portuguesa, 100 vezes mais brancos, negros, nisseis, gays, aleijados, advogados, engenheiros, padeiros (sim, padeiros também), médicos, faxineiros, prêmios Nobel, padres, evangélicos, filantropos, pilotos de avião, asmáticos, mergulhadores, dançarinos, tocadores de tuba, ricos, pobres, porteiros de prédio, executivos de multinacionais, bancários, mulheres bonitas, mulheres feias, gordos, magros, cadeirantes, bigodudos, depiladas, juízes, promotores, desembargadores, delegados, policiais, jornalistas, tatuados, alcoólatras, bandidos, mocinhos, condenados, inocentados, pacifistas, gente violenta, lúcidos e idiotas.

Portanto, quando se quiser fazer qualquer comparação, qualquer uma, de categorias humanas, sejam elas divididas em classes social, profissional, econômica, sexual ou racial, a torcida do Corinthians será sempre, em qualquer circunstância, 100 vezes mais do que a da Portuguesa. Se há um tocador de tuba no Canindé, haverá 100 no Pacaembu. Se há uma morena linda no Canindé, haverá 100 no Pacaembu. Para cada taça exposta na sala de troféus do Canindé, há 100 no Parque São Jorge.

A conclusão é que sim, é possível dizer que a torcida do Corinthians é 100 vezes mais violenta que a da Portuguesa. E 100 vezes mais pacífica, também. Só que quando se fala de multidões, e 20 milhões representam uma multidão assim como 200 mil, individualizar a discussão perde o sentido e resulta em medidas inócuas. Trata-se de coletivos. Uns maiores — corintianos, flamenguistas, são-paulinos, vascaínos, palmeirenses, gremistas — e outros menores — juventinos, xavantes, lusos, americanos. E os indivíduos que fazem parte dessas coletividades dificilmente serão atingidos individualmente por punições se o coletivo não o for.

No Brasil, sei lá se no resto do mundo é assim, o medo de generalizar só emerge quando se trata de algo negativo. Às dezenas de ocorrências envolvendo a torcida do Corinthians, todos se apressam em clamar que “não é a torcida toda”. É óbvio. Tão óbvio, que desnecessário dizer. Mas, por outro lado, generaliza-se para o bem, porque é de bom tom afagar a massa. Quando se encontra um corintiano humilde que vendeu a geladeira, o fogão e a bicicleta para ver o time no Japão, todos se apressam em clamar que “a torcida do Corinthians é diferente, apaixonada, não mede esforços etc”. Aí a generalização é aceita. Mesmo sabendo-se que entre os 50 mil que foram ao Japão, havia também escroques, estelionatários, traficantes e proxenetas. Mas ninguém afirma, ao encontrar um desses, que “a torcida do Corinthians é diferente, um bando de procurados pela Justiça e ex-presidiários, não liga a mínima se está viajando com dinheiro fruto de ilegalidades”.

Tem de tudo, do humilde apaixonado ao bandidão que roubou dinheiro da merenda escolar, e assim não é possível determinar com precisão qual é o perfil majoritário que integra essa coletividade. Não é justo dizer que corintiano é tudo bandido, como é impreciso afirmar que é tudo apaixonado com auréola de santo. Mas é seguro afirmar que a torcida corintiana é violenta, porque o ser humano é, a sociedade é, e quando mais indivíduos qualquer grupo agrega, mais “tudo” ele é. Violento, inclusive. Donde é possível afirmar que a torcida do Corinthians é 100 vezes mais violenta que a da Portuguesa, pela única e simples razão de que ela é maior. 100 vezes maior.

O caso do futebol é bastante específico e há farta literatura disponível sobre o conjunto de medidas possíveis para reduzir a violência, inibindo os indivíduos de praticá-la a partir de punições coletivas, uma vez que é virtualmente impossível identificar e punir indivíduos que fazem parte de grandes massas humanas. O caso mais clássico é o da tragédia de Heysel, na Bélgica, em 1985, na final da Copa dos Campeões entre Liverpool e Juventus. Os hooligans ingleses já estavam fora controle havia muito tempo, espalhando o terror pela Europa, e nada era feito, até a briga generalizada que matou 38 pessoas no estádio de Bruxelas.

Entre as medidas punitivas impostas pela UEFA esteve a suspensão de TODOS os times ingleses de competições continentais por cinco anos. Não sei quantos hooligans foram presos e condenados. O que foi possível pegar, creio que pegaram. Mas o espírito da punição foi esse, coletivo. Não se atacou apenas uma torcida organizada, que poderia ser proibida de entrar nos estádios, ou um grupo específico de beberrões que se reuniam num determinado pub da cidade para sair barbarizando por aí. Nem mesmo o Liverpool, que poderia ter sido suspenso individualmente — digamos que, nesse caso, o Liverpool poderia ser comparado a um indivíduo entre o coletivo de “indivíduos” representados pelo conjunto de outros clubes.

Não. Coletivizou-se a condenação: toda a Inglaterra, por cinco anos. E foda-se.

O resultado, como se sabe, é que nunca mais algo parecido aconteceu em competições europeias, com as exceções de praxe — Sheffield, por superlotação, pancadarias isoladas na Grécia e na Turquia etc; os ingleses saíram do noticiário policial, ao menos com a frequência que lhes era dedicada. Não resolveu o problema integralmente, porque estamos falando da espécie mais mal-sucedida do planeta, o Homo sapiens, mas ao menos reduziu-se a violência ao ponto de ela poder ser controlada, o que já é alguma coisa.

O que aconteceu ontem na Bolívia poderia não ter acontecido se, por exemplo, o Corinthians (ou TODOS os times brasileiros) tivesse sido suspenso de todas as competições sul-americanas por cinco anos depois que sua torcida (OK, não foi toda, não precisam repetir o tempo todo) tentou invadir o campo no Pacaembu para bater em seus jogadores e nos do River Plate, em 2006. Sabe-se lá como aquela turba enfurecida foi detida por meia-dúzia de policiais que seguraram a massa literalmente no peito. Uma enorme tragédia poderia ter ocorrido. O Corinthians ficaria cinco anos sem Libertadores. Seus torcedores pensariam duas vezes antes de fazer algo parecido. O infeliz que disparou o morteiro e matou Kevin ontem, consciente de que seu clube, sua grande paixão, sua vida e seu amor poderia ser suspenso de novo, talvez enfiasse o rojão no próprio rabo, em vez de disparar contra outras pessoas.

E isso vale, obviamente, para qualquer indivíduo e para qualquer torcida. Se um manuel ou joaquim qualquer fizer isso no Canindé um dia, defenderei o mesmo rigor — como fiz, na TV, quando um paspalho invadiu o vestiário da Portuguesa com seguranças armados outro dia, fazendo com que jogadores e técnico se sentissem ameaçados; falei na TV que o correto seria rebaixar a Portuguesa para sei lá qual divisão, assim como deveriam ter rebaixado o Coritiba para o Desafio ao Galo quando seus torcedores promoveram cenas de horror no Couto Pereira no rebaixamento de 2009.

O que é preciso entender é que para controlar enormes coletividades, só com grandes punições e ameaças de. Não vai acontecer rigorosamente nada de realmente sério nesse caso de Oruro. Uma multa para o Corinthians, talvez, ou a prisão do responsável se ele for identificado. Mas a Conmebol não é uma entidade que tenha estatura moral para fazer nada, ela que há décadas é conivente com espetáculos de selvageria nos estádios de todos os países da América do Sul (Brasil, inclusive).

Kevin poderia estar vivo se não fosse a estupidez coletiva que passa pelas autoridades bolivianas, que não revistam os torcedores, pelos idiotas que vendem sinalizadores, morteiros e rojões que nada mais são do que armas de fogo, pelas autoridades que não proíbem explicitamente a entrada de tais artefatos nos estádios, pelos clubes que sustentam torcedores pau-pra-toda-obra, pelos acéfalos que acendem um rojão e miram nos caras que torcem para outro time, pelos amigos dos acéfalos que sabem que eles, mais cedo ou mais tarde, farão algo parecido.

Se prenderem o rapaz, ou a moça, que disparou o morteiro, azar dele, ou dela. Não creio que isso vá inibir outros corintianos, ou torcedores do Peñarol, ou do Boca, ou da Portuguesa, ou do Grêmio Barueri. “O cara se fodeu”, dirão. E continuarão fazendo suas merdas em maior ou menor quantidade dependendo do tamanho do grupo ao qual pertençam.

Punam o clube, ou o país, e a coisa começa a estancar.

17 comentários em “Reflexão sobre a mais nova vítima das torcidas

  1. O “cabôco” tá puto mesmo! Por isso, diferentemente do que tenho feito ultimamente, vou subscrever a postura do corinthiano Juca, defendida noutro post aqui no blog, cuja linha de abordagem sem recurso ao palavrão, lucida e racionalmente, não descarta nem a eliminação do Corinthians da competição, nem a exclusão do “bando de loucos” dos jogos, mas prega a calma na imposição da punição.

  2. Bomba: Esposa de Thiago Potiguar já foi vista em Belém. Será mesmo que o Remo contratou esse sujeito?
    Pobre do Josy. Agora é que não joga mesmo.
    Será eternamente “preparado” fora do banco, segundo o amigo Cláudio Ahahah

  3. Sou totalmente contra torcidas organizadas,este é apenas mais um capitulo desta famigerada novela que infelizmente acaba envolvendo pessoas de bem.sou a favor da torcida desorganizada da qual faço parte que vai a campo algumas vezes levando meus filhos menores de idade para vibrar e torcer pelo meu clube de coração.

  4. Agora a coisa ficou seria…

    “CARLOS MAGNO @magnoreporter

    Tiago potiguar sendo contratado pelo leão, sua esposa já retornou para belém.”

  5. O Mauro Borges disse hoje no cartaz esportivo, que o empresario do jogador estava dando entrada no contrato do jogador, so que o Caxiado perguntou na hora ao Zeca Pirao se o mesmo sabia de alguma coisa, o Pirao disse que nao, mas so se fosse o Presidente Cabeca que estivesse contratando, acho que isso e uma tatica para desviar a atencao, mas acredito que esteja mesmo contratado pelo Leao.

  6. É bom mesmo que se evite a infeliz palavra “fatalidade”, pois ela rima tristemente com “impunidade”, nossa velha conhecida.

  7. Lembro daquele garoto que foi morto por uma bomba, foi com o vizinho assistir um REx PA e não voltou vivo mais para casa. Esses bandidos devem ser punidos, porque torcedores não o são, deve-se punir, inclusive, os clubes que dão guarita a esses marginais.

  8. Demorou décadas para os legisladores entenderem que os estúpidos que matam no trânsito só são sensíveis no bolso, por isso a vigente lei seca é bem vinda e ainda dará bons frutos.
    Da mesma forma, no futebol, quantos kelvins mais terão que pagar com a vida até as autoridades entenderem que é punindo o clube que desperta esse instinto selvagem, muitas vezes confundido com paixão, que se terá a perspectiva de coibir a selvageria, pois isso fará das morenas bonitas, tocadores de tuba e demais torcedores cidadãos e cidadãs vigilantes e aptos a contribuir na repressão aos exércitos de sandeus que querem impor a barbárie regida pelo tacape.

  9. Uma amiga ,de Belém,disse-me que ,talvez,não iria ao jogo,justamente pela tremenda e recorrente onda de violência que assola os cidadãos honestos ,principalmente em grandes eventos,neste caso, o futebol(RexPa).

    O nosso país,infelizmente,não é sério,tremendamente avacalhado, e tudo ,ou quase tudo, fica por isso mesmo,enquanto dezenas de centenas de pessoas perderam familiares,ao passo de que a vida segue sem haver medidas para dar fim,DE UMA VEZ POR TODAS,a estes bandidos ,pois tudo tem limite,aliás,limite há muito excedido e remediado,ao que vê-se.

    O fato lamentável que ocorreu na Bolívia,é apenas reflexo que ocorre há anos e sucessivos anos no Brasil. Total barbárie e marginalidade desses pseudo-torcedores.

    Estamos falando apenas na esfera esportiva,porque se fôssemos abranger o debate,a “ferida” e os problemas retratariam uma realidade extremamente preocupante.

    Que a alma do rapaz seja abençoada por Deus !

  10. Uma pergunta, a policia Boliviana disse que os artefatos eram de origem brasileira, como esses caras conseguiram viajar de Aviao e levar esses sinalizadores? E a fiscalizacao no aeroporto nao foi feita? Isso e preocupante principalmente pelos grandes eventos que teremos ainda, copa das confederacoes e copa do Mundo. Gostaria de saber como esses torcedores chegaram na Bolivia, de foi pelo ar ou pela terra, ja que conseguiram levar entrar em outro pais com sinalizadores, sem serem molestados. O amigo Gerson poderia com sua equipe de jornalismo buscar essas informacoes, isso e muito grave.

  11. Flávio Gomes tem toda a razão. Temos em nosso país uma legislação que valoriza a propriedade, não a vida. O que é usar um rojão numa arquibancada? Um ato inocente, pensam os bandidos, de qualquer torcida. Não é, penso eu. Uma dura punição ao Corinthians pode ser o remédio que falta às organizadas.

    Quando o Corinthians foi rebaixado, a torcida abraçou o time e se viu mesmo uma bela lição de amor entre o clube e a torcida. O time procedeu de forma a frustrar a torcida anteriormente, mas, e daí?. Agora é a torcida que frustra o clube, deu o troco. Toda relação tem seus altos e baixos. Se após um rebaixamento a relação entre o clube e a torcida melhorou, quem sabe depois de mais uma crise, agora de responsabilidade das organizadas, este relacionamento não se fortalece e, principalmente, amadurece. Quem sabe a torcida corintiana e as demais não crescem?

    Veja, é bem possível que o legislativo e o judiciário, com milhares de funcionários cada, possuam lá suas proporcionalidades de bons e maus sujeitos, que produzem boas e más leis, ou penas boas e más. O que é condenar uma multidão ao risco de ser atropelado numa via pública mal sinalizada? O que é permitir que traficantes continuem a solta? O que é votar? O que é se indignar? O que é uma torcida organizada?… Ora, todo órgão é uma organização para alguma coisa, tem uma função, e já faz um tempo que essas “torcidas” torcem para elas mesmas. E aí? A finalidade da torcida organizada não parece desviada da função que motivou sua fundação? Ou, então, sua motivação era exatamente ser o problema que é?

    Punir o indivíduo é uma prática comum e que não dá certo. Lembro de o Remo ter ficado algumas partidas de portões fechados, por um torcedor ter arremessado uma latinha em campo. Após o cumprimento da punição, quando o Remo voltou a vender ingressos, o torcedor “desorganizado” rejeitava, se posicionava contra o gesto infantil. Com o tempo, a saudável lição do exemplo foi ficando esquecida, e a torcida voltou a achar que pode tudo. Toda oportunidade de punir baderneiros, bandidos, e afins, não pode ser desperdiçada. E também punir os clubes que se associem ou permitam tais práticas de violência.

  12. Lopes, suas considerações foram certeiras. Quanto à nossa justiça, sua leniência é contumaz. E valoriza mesmo certas instâncias em detrimento de outras muito superiores. Ademais, julga réus ou supostos réus de acordo com suas origens sociais ou com o lastro de seus inventários. Como exemplo, tivemos ontem mesmo a outorga da “inocência’ do “piloto” Thor Batista, que, ao que parece, atropelou um “gato” apenas.
    Quanto à torcida corintiana, não se pode generalizá-la, para o bem ou para o mal. E nisso Flávio Gomes está certíssimo. Quando há festa, diz-se “a torcida tal é fanática, é apaixonada e etc.”. Quando há sinistros, diz-se “não podemos generalizar”. Peraí, ou é ou não é? E a desfaçatez do presidente corintiano, que eximiu de responsabilidades quando se sabe que as relações entre a diretoria corintiana e a maior torcida organizada do clube são umbilicais, como ocorre em todos os clubes de futebol no Brasil? Façam-nos os favor…
    Amigos, se houver leniência mais uma vez, não vejo outra saída se não punir as coletividades e demais atores envolvidos no espetáculos de futebol pelo país. Clubes, torcidas e federações devem ser punidas, inclusive no bolso e não somente neste.
    Quanto às tais gangues organizadas, sou a favor de punições draconianas sobre as mesmas. Do jeito que as coisas estão fora do controle, chegaremos ao uso de expedientes perigosos para conter a fúria irascível das hordas, como prender primeiro e perguntar depois.

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