Tribuna do torcedor

Por Marcos Jardel (vinicius_jardel@yahoo.com.br)
Senhores a bastante tempo não vou a estádio de futebol em partidas oficiais, pois tenho afazeres no interior do estado e por isso não fico muito tempo na capital e diariamente leio as colunas no DIÁRIO DO PARÁ e como sempre toca-se no assunto de evasão de renda e público volto a repetir o que já escrevi há muito tempo atrás e continua se repetindo. O problema da evasão é um “vício” que perdura há anos no mangueirão e tem participação efetiva dos funcionários da FPF, dos times envolvidos e de muitos que tiram proveito desta situação. Vejam o exemplo de 2005 quando Remo x Abaeté disputavam a Série C e no jogo de volta no Mangueirão, com mando do Abaeté em que o Remo venceu por 3 x 2, aconteceu comigo e observei durante bastante tempo.
O ingresso custava 10 reais, um conhecido me “convidou” a entrar por 5 reais nas seguintes condições: o dinheiro deveria estas trocado, quando eu me aproximasse de um certo funcionário na catraca o fiscal ao qual eu teria que repassar o dinheiro daria um sinal ao funcionário da roleta liberando meu acesso pela lateral da roleta (na época, as roletas de 3 pontos tinham uma folga que permitia a passagem de uma pessoa não tão robusta).
e assim se sucedeu sendo que não só eu, mas como muitos tiveram acesso a este jogo com este artifício lesando no caso o Abaeté em sua renda e os números finais de torcedores presentes sendo que esta situação coloca em risco a integridade dos demais torcedores tendo em vista qe o quantitativo de pessoas mensuráveis em um evento demanda de um efetivo policial e de socorro médico proporcional a quantidade de pessoas neste evento.
Imagine por que tanta gente torce para dar Re x Pa em decisões e quantos não lucram as margens da lei, pois este acontecido é useiro e vezeiro no portão A – 3 ao qual sempre observei isso, e mais depois que começa o jogo melhor ainda, pois a fiscalização afrouxa e os aproveitadores “fazem a festa” no Mangueirão.
Cadeia para os ladrões de renda!

7 comentários em “Tribuna do torcedor

  1. Enquanto houver pessoas com o seu procedimento de querer em levar vantagem e anti ético, esses malefícios que você citou continuarão a acontecer.

  2. Os procedimentos para se burlar a fiscalização em nossos estádios são públicos e notórios. Mesmo no re x pa só paga quem quer. Todo mundo sabe dos esquemas. Sempre tem um cidadão amigo do bilheteiro que aparece oferecendo facilidades para quem deseja pagar menos. Sempre tem aquela turma que espera a maior parte do público entrar para “negociar” com bilheteiros um valor mais baixo para os ingressos. Após o início do jogo, o tradicional “arrombamento” de portões para mascarar o real número de torcedores, disfarçando a evasão de renda. Tudo isto já é manjado para quem acompanha futebol.

    E não pensem que os clubes se dão bem nesta estória. O dinheiro desviado não entra na contabilidade, não vai para os cofres do clube, perde-se nos descaminhos da evasão. Tomem nota da dinheirama que vai entrar nestes dois clássicos, e talvez outros, e vejam se no final do ano a dupla não estará de pires na mão novamente, amargando vários meses de atraso salarial.

  3. Interessante, o cidadão “taca o pau” e é co-autor da fraude/furto/ma fé, Muito interessante.

    Concordo com o comentário 1, enquanto houver o desonesto querendo levar vantagem e outro desonesto querendo lucrar sempre vai haver a evasão e aproveitadores.

    Será que não vai mais ao estádio por isso mesmo?

    RRamos

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