O passado é uma parada…

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Idos de 1940. Avenida Assis de Vasconcelos, tendo ao fundo o antigo Grupo Escolar Floriano Peixoto, ainda existente. Bondes ainda circulavam e eram o principal transporte coletivo na tranquila Belém de outrora. (De Nostalgia Belém) 

10 comentários em “O passado é uma parada…

  1. E do lado direito se vê a construção em linhas arquitetônicas portuguesas que deu lugar ao Manoel Pinto da Silva nos anos 60.

  2. Quais os motivos de sermos nostálgicos em relação a nossa cidade? Sempre nessa secção sinto isso da parte dos comentaristas.
    Descontentamento com as coisas, modos, da vida moderna de uma maneira geral? Essas imagens transmitem paz, tranquilidade, calma nas e entre as pessoas.
    Insatisfação com o atual estado de Belém? Percebemos claramente que era mais limpa e bonita, convidativa a um bom passeio a pé.
    O tumulto, trânsito e ocupação desordenados que a cada dia nos irritam mais?
    A insegurança, que hoje nos faz sentir risco de vida constante?
    Fico com a impressão de que antigamente se era bem mais feliz que hoje em Belém e que a nossa cidade não é um bom lugar para se envelhecer. Seria assim em toda grande cidade? Belém tem jeito? Sem bairrismo, na boa, Belém não tá legal. Já posso dizer que vivi os anos 70, 80, 90, 00, 10 e me desagrada muito a “evolução” da nossa capital. Não bastam novos points, arquitetura moderna, shopings, carros importados, pontos turísticos etc. Tem que haver respeito ao cidadão, relações interpessoais de cordialidade, prazer em simplesmete andar nas ruas, sei lá o quê que não se tem mais…Só um desabafo rss.

  3. Perfeito comentário amigo Maurício. Embora costumemos cultuar o passado, não o relativizando, têm se a impressão de que Belém era de fato uma cidade mais aprazível. Costumo dizer que Belém é hoje uma cidade decadente. Se antes tínhamos as periferias abandonadas (que durante muito tempo tiveram a alcunha de “baixadas”), hoje temos o centro da cidade também relegado ao esquecimento, o que não significa dizer que as áreas periféricas, distantes dos serviços e assistências básicas, não tenham desaparecido. O crescimento da malha urbana tornou antigas periferias em bairros “centrais”, “empurrando” as demandas reprimidas das antigas localidades e bairros precarizados para periferias mais distantes dos raios de ação do poder público, bem como das benesses do direito à cidade, parafraseando David Harvey. Em que pese a modernidade reinante, o sufoco diário dos estrangulamentos nos é proporcionado pela existência de demandas reprimidas que são históricas eme nossa cidade. Assim, temos a sensação de que o caos é bem mais visível aos nossos olhos e sensível em nossos tatos do que a tranquilidade e o “frescor” de uma cidade que deveria se respeitar (por parte de seus citadinos) e impor respeito (por parte dos portadores de suas chaves). Mas, como seu crescimento reproduz a lógica capitalista, sempre mais caolha, capenga e perniciosa no Terceiro Mundo, Belém não reprimiu queixumes e não sociabilizou o bem estar. Pra piorar, novos aleijões surgiram em decorrência desse “crescimento” sem crescimento. Modernidade, como sabemos, não significa progresso.

  4. No blog ufpadoispontozero ( é só colocar no google) tem alguns livros interessantes sobre a história de Belém. Vale a pena conferir.

  5. No alvo, Maurcício ! Somando-se à lista de problemas da cidade, sendo, de longe, o pior deles a violência, há também o da poluição sonora e visual.

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