Os 300 volantes de Esparta

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Por Gerson Nogueira

O jogo em Paragominas foi feio, truncado, indigno de uma semifinal de turno. Boa parte disso deve ser creditada ao Remo, que não valoriza o toque de bola, preferindo o chutão e a ligação direta. O empate sofrido no minuto final soou como castigo, mas, na verdade, fez justiça ao equilíbrio verificado em campo, além de consagrar a atuação de Aleílson.

gerson_15-02-2013Depois de marcar logo aos 3 minutos, em golaço de Val Barreto, o Remo fez o de sempre: recuou à espera de espaços para contra-atacar. O problema é que se retraía demais, cedia espaço e não aproveitava a afobação do PFC. Tudo porque não tinha um armador capaz de botar a bola no chão e fazer lançamentos para os atacantes.

O Remo se comportava como um visitante amedrontado, permitindo ao PFC todas as iniciativas. Cansado de rebater bolas sem rumo, o trio de zagueiros acabou falhando em cruzamento bem aproveitado por Aleílson, aos 22 minutos.

Atento ao esquema do adversário, Charles Guerreiro escalou Aleílson e Adriano Miranda nas extremas para furar o bloqueio defensivo do Remo. Não deu muito certo no começo, mas, depois do empate, a pressão do PFC foi forçando a zaga a cometer erros, sem que os 300 volantes de Esparta pegassem nenhum rebote.

Sem maior inventividade, o time de Charles contava com algo precioso: armação no meio-de-campo e distribuição de jogadas. Graças a isso, criou duas boas chances para virar. De sua parte, o Remo se defendia com três beques e cinco volantes, pois seus alas não funcionam como alas. Francamente, é muito defensor para um PFC só.

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Ao se fechar na defesa, Flávio Araújo torna qualquer adversário perigoso. Plantado atrás e sem ligação, seu time subverte um mandamento sagrado do futebol: para chegar em boas condições aos atacantes, a bola precisa transitar pelo meio. Nem Tiago Galhardo, que entrou no segundo tempo na vaga de um improdutivo Endy, conseguiu executar bem a transição.

Aleílson quase virou o marcador aos 2 minutos. O Remo, sem jogar bem, chegaria ao segundo gol em cobrança de falta por Fábio Paulista. Como se fosse um comportamento ensaiado, o time voltou a se encolher. Jonathan já havia substituído Diego Ratinho, mas a toada permanecia a mesma. PFC atacando e Remo se defendendo.

Paulista ainda esteve perto de fazer o terceiro gol, mas coube a Aleílson – melhor homem em campo – dar números finais à partida, escorando de cabeça um escanteio que os defensores remistas cederam infantilmente. Foi o sexto gol sofrido pelo Remo em três jogos. Para um time que preza tanto a defesa, são números preocupantes. (Fotos: THIAGO ARAÚJO/Bola) 

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Ronaldinho e o fator Cuca

Na crescente dúvida quanto à confiabilidade de Ronaldinho Gaúcho quase ninguém inclui o fator Cuca nas explicações para o bom rendimento do jogador no Atlético-MG. Talvez seja puro preconceito contra um técnico pouco badalado, mas que foi responsável pela montagem de bons times (São Paulo, Botafogo, Fluminense e o próprio Galo) nos últimos anos.

A rigor, nenhum outro técnico foi mais ousado que ele nas experimentações táticas, trocando o posicionamento de jogadores em benefício de seus times. Nessa inquietação, Cuca lembra Marcelo Bielsa. Criativo como o argentino, também é descrito como louco por muita gente.

Loucura ou não, foi sob sua batuta que Ronaldinho voltou a jogar em níveis aceitáveis para um jogador de sua fama – e salário. A dúvida é se, na Seleção, Felipão conseguirá a mesma façanha.

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Mais um recorde corintiano

O Corinthians anda em fase tão abençoada que se tornou um colecionador de recordes – alguns nem tão positivos assim. Chega a notícia de que a Arena Corinthians, palco do jogo de abertura da Copa do Mundo de 2014, superou de uma só tacada Stade de France (Paris), estádio Sang-am (Seul), Allianz Arena (Munique) e Soccer City (Johannesburgo), que sediaram as partidas inaugurais dos mundiais de 1998, 2002, 2006 e 2010. Nenhum desses estádios teve custo tão alto quanto terá a moderna arena corintiana: cada cadeira sairá por R$ 17.100,00.

O valor representa o número de assentos previstos no projeto inicial, sem contar com as estruturas provisórias. Serão gastos R$ 820 milhões para instalar 48 mil cadeiras. A arquibancada removível, com 20 mil lugares, foi orçada em R$ 35 milhões e será descartada depois da Copa.

A futurista Allianz Arena é a que chega mais perto do custo estabelecido pela Arena Corinthians. Inaugurado um ano antes da Copa 2006, o estádio de Munique consumiu R$ 918 milhões, com cada um dos 66 mil lugares a R$ 13,9 mil.

Soccer City e Sang-am tiveram custos bem inferiores. No monumental estádio de Johannesburgo, com 94 mil lugares, cada assento ficou por R$ 8,9 mil. Mas a façanha do menor preço ficou com os sul-coreanos: a cadeira no Sang-sam saiu por apenas R$ 5,9 mil e o custo final da arena de 67 mil lugares ficou em R$ 400 milhões.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 15)

57 comentários em “Os 300 volantes de Esparta

  1. Perfeito a tua análise do jogo amigo Gerson. Agora que os jogos são decisivos esta forma de jogar pragmática e excessivamente na defensiva, pode colocar em risco a tão esperada classificação a final do turno. Prefiro acreditar na modificação do esquema, mesmo porquê o Paragominas vai partir para vitória, resultado que interessa para a classificação, com isso não vislumbro o remo com mais espaço no campo de jogo, com boa situação para impor um melhor padrão de jogo, com troca de passes. Para isso, reitero, o Flávio tem que repensar urgentemente o que se vê na forma de jogar.

  2. De fato, a análise do jogo é perfeita. Volantes, no futebol, não dirigem o time. Por que os dois meias que vieram do Acre não jogam de vez em quando, nem que fosse só por uns cinco minutos? E o Tragodara? Ainda falta ver muitas opções.

  3. Como um treinador desse pode ser vencedor nesta vida? Um time que e montado bem ao estilo F-E-R-R-O-L-H-O, com 1 zilhão de marcadores no meio de campo, apenas um na marcação, e dois atacantes sofrendo pra sobrar um bolinha pra empurrar pro fundo das redes. Como o nosso futebol está nos dias de hoje, o pior e que ainda tem gente que E-X-A-L-T-A esse tipo de treinador…Te contar!

    Do jeito que o Remo vai, ta mais pra ir pro buraco negro, vai acontecer a mesma coisas dos outros anos anteriores, na hora H o time vai perder e ficar fora de mais um BRASILEIRÃO pela RETRANCA de seu TREINADOR, assim como foi pelas mãos do GIBA, FLÁVIO LOPES e OUTROS treinadores CADEADOS que passaram pelo REMO…

  4. Estou começando a pensar que a perda do primeiro turno pode ser a salvação da lavoura no Remo, pois é melhor uma correção de rota agora do que passar os mesmos apuros do ano passado. Pelo menos uma coisa é positiva: o elenco deste ano é infinitamente superior ao do ano passado, com destaque para os atacantes. O problema parece ser mesmo o treinador que tem sido igualzinho aos últimos que passaram pelo Baenão.
    Quanto ao Cuca, eu já cantei a pedra aqui no blog, o considero o melhor técnico do Brasil e não é de agora. Desde que ganhou destaque no Goiás no início da década passada, Cuca vem se especializando em montar elencos que se não ganham títulos por falta de algumas peças importantes, se destacam pelo futebol vistoso e que não abrem mão de jogar ofensivamente, algo há muito tempo esquecido pelos treinadores medalhões. Para mim, é o cara ideal para treinar a seleção, mas para chegar até lá, terá que ganhar títulos importantes, mas como tem comandado equipes mais modestas, é algo improvável de acontecer.

  5. Olha, eu fui até dar uma volta depois do jogo de tão estressado que eu fiquei com a postura do Remo hoje. O Endy não jogou nada do que jogou em Marabá. A tranquilidade com que o Remo jogou como se a parada já estivesse resolvida me irritou profundamente. É o que vinha dando certo até então, já que as vitórias estavam surgindo, mas por conta de um escorregão do Tony (não era pra um dos 4 zagueiros estar marcando o artilheiro do campeonato ao invés de um volante baixinho?), a casa quase caiu. Não tem nada perdido pro Remo, mas não dá pra torcida ficar nesse sofrimento do time se apequenar e ficar só espanando bola pra cima e pra frente como se isso fosse resolver, uma hora alguém falha lá atrás, os zagueiros cansam, não dá. Quando a partida acabou, o time tinha 4 zagueiros, 3 volantes, 1 lateral que não apóia além do Galhardo e do Fábio, ou seja, 8 defensores e ainda sim levou o gol, absurdo. Acredito muito no potencial desse time e que os bicolores não se enganem: o Remo não é lider e invicto à toa, o elenco é bom, mas a postura do time de achar que fazendo um gol e mandando pro mato todas vai resolver, é muita adrenalina pra torcida. É melhor ir em busca de dois, três gols pra poder achar que a coisa está liquidada. Tenho certeza que o Flávio Araújo vai dar uma dura, que o time ficará menos atrás quando estiver com o Galhardo e com o Berg de volta e que essa partida será bem menos dramática do que foi a de hoje à noite. E tomara que o primeiro turno possa dar tranquilidade ao time de colocar por ali dois meias (Ramon e Galhardo) pro time começar a valorizar a posse de bola e dominar todos os setores e momentos de cada jogo no segundo turno, é a minha esperança. Domingo estarei lá com o meu pai incentivando e gritando feito louco, sabendo que sairei feliz e com uma vitória.

  6. – Gerson e amigos, vejo que o Remo, por incrível que pareça, mesmo quando joga muito mal, os adversários mesmo jogando em casa, não conseguem vencê-lo. Sempre olho, por esse ângulo, também.

    – Flávio Araújo, sempre jogou com 2 zagueiros e 3 volantes, ou o inverso, mas nunca deixando de jogar com 5 defensores, na maioria dos times que treinou e teve sucesso, então tem crédito. Fez quase 40 jogos pelo Sampaio, com esse time: Rodrigo Ramos, Roniery, Mimica, Robinho e Deca. Arlindo Maracanã(vol-saída), Robson Simplício(vol-saída), Eloir(vol-saída) e Cleitinho(Meia ligação). Célio Codó (atac) e Pimentinha (atac). No América, seu clube anterior, levou esse clube, também ao acesso, jogando com: Fabiano, Rodrigão, Fábio Sanchez e Mauro; Norberto, Nata, Mazinho, Fabinho e Ivan González; Max e Wanderley.

    Acredito que o fato do Remo ter demorado e perdido a contratação de alguns jogadores, tenham atrapalhado seu trabalho.. Bismarck, Clébson, e outros, a seu pedido, não foram contratados, assim como os jogadores do Icasa, que não veio um sequer e ele me falou que tinha 2 jogadores desse time que ele tinha interesse… Uma coisa é certa, em todos os times do Flávio Araújo, ele não abre mão dos 5 defensores, quer 3 zagueiros quer 3 volantes, no que penso que ele está corretíssimo.
    – Sempre gostei de times formados com 3 volantes, 1 mais de pegada e 2 de saída, mas nunca com 3 zagueiros, a não ser numa situação de jogo.

    Acredito que o Flávio terá que repensar esse meio campo, com 2 aramadores..

    É a minha opinião.

    1. Em parte, você tem razão, amigo Cláudio. Mas veja que ontem o PFC só não venceu porque errou muito nas finalizações, mas poderia ter virado o jogo ainda no primeiro tempo. A questão é o risco que Flávio Araújo está correndo a cada jogo. Pode chegar ao título jogando assim, mas vai ser uma caminhada sofrida até o fim.

  7. Te dizer em Cláudio, como perder com um “círio” trancando o meio de campo, além de possuir um monte de zagueiros do chutão aliados a um bom goleiro.
    Cara, não que o Remo esteja errado, mais que joga feio à isso joga! Eu prefiro perder com o meu time jogando bonito, do que jogando dessa forma medonha. O futebol foi feito, criado para ser um espetáculo e não essa coisa que vemos nos dias de hoje, o que e demonstrado pelo Remo aqui no Pará.

  8. Acredito que o time do Remo, seria: Fabiano, Guerra, Mauro, Zé Antônio e Berg. Nata, Gerônimo, Jhonatan e Thiago Galhardo. Fábio Paulista e Leandro Cearense.

    – O problema, amigo André, é que falam isso e aquilo, mas não vencem… O Remo, ontem, jogou muito mal e o PFC só foi empatar aos 48 min, face o jogador Tony ter escorregado no lance… Pense se o Remo tivesse jogado bem, amigo… Temos que ver os dois lados..

    É a minha opinião.

  9. Ano passado, no segundo turno, dirigido pelo Fávio Lopes, o Remo jogava assim mesmo: uma retranca medonha e uma sorte quase infalível. O time fazia gol e se recolhia. Aí o adversário ficava lá martelando, martelando, martelando. Era bola na trave, no pés ou no corpo dos defensores, nas mãos do goleiro, pra fora, pra cima etc, e no final, o time vencia ou empatava. E nesse compasso, foi indo, foi indo, foi indo, até vencer o returno. Todavia, no jogo mais importante, a decisão do campeonato, veio o que todo observador, com o mínimo de visão, sempre temia. O Remo saiu na frente, fez o resultado que lhe interessava, MAS, neste dia, exatamente neste dia, a sorte não compareceu, a retranca acabou não resistindo e o resultado foi que o Remo perdeu o campeonato.

    Mas, ali, até podia ser compreensível tamanha dificuldade de desenvolver e manter uma postura mais afirmativa. Afinal, o técnico não tinha lá esta qualificação (parece até que já atuava como auxiliar técnico, quando assumiu a direção técnica do time), diretoria não era assim tão impetuosa e não dispunha de recursos financeiros e nem de credibilidade, e, principalmente, o elenco era por demais envelhecido e pouco qualificado.

    Hoje, não. O vice-presidente, que é quem está à frente da campanha é vibrante e impetuoso. Ontem, por exemplo, disse no microfone da Clube, em tom de superioridade hierárquica, que deixara em Belém, sob o encargo do presidente, uma missão a ser cumprida (organizar a venda dos ingressos para o domingo) e ESPERAVA QUE O PRESIDENTE A TIVESSE CUMPRIDO. Há verba e há credibilidade. Ao que se sabe não há atraso salarial para os jogadores, pelo menos. Por outro lado, o treinador tem rodagem, tem currículo, títulos recentes. E, o mais importante, o elenco é jovem e bem mais qualificado que o do ano passado.

    Enfim, não tem cabimento esta postura constrangedoramente retranqueira do time. CRIA TERMO MEU LEÃO!

  10. Secadores, não esqueçam uma coisa: vai ser jogando esse futebol feio, de contra-golpes, objetivo e mortal, que o Remo será campeão paraense invicto. Depois voltem aqui e me cobrem.

  11. Perfeita a explanação do Gerson, bem como de todos os azulinos que se manifestaram sobre este assunto. Uns defendendo um pouco mais e outros um pouco mais insatisfeitos, com a postura adotada pelo técnico Flávio Araújo, Eu tenho uma opinião, que com a saida do Carlinhos em virtude dos 3 cartões amarelos, ele poderia até formar com Fabiano;Guerra,Zé Antonio,Mauro e Berg; Jhonatan,geronimo,Galhardo e Ramon; Paulista e Leandro Cearense. Além de também dar oportunidade no banco, a Tragodara, que era titular em Castanhal até se contundir, e Josy, que sem sombra de dúvidas é disparado melhor que o Endy, que sinceramente, respeito a opinião dos que aprovam Endy no time, mais gostaria de saber, quem é a mcumbeira dele, o cara estava em testes, e com a contusão de alguns atletas, ele foi ficando, e é titular até hoje, de certo que fez algumas boas participações em alguns jogos, porém não creio que ele no momento tenha futebol para formar como titular no Clube do Remo. Espero que o Flávio acorde, pois a campanha é muto boa, o resulytado ontem foi bom, e poderia ter sido melhor, se ele tivesse um pouco mais de ousadia e jogasse como time grande, como fez no primeiro tempo do jogo contra o Paragominas, no mangueirão, onde Galhardo matou a pau, e o time de verde, deu largura de não sair goleado no primeiro tempo. E um detalhe, tanto Galhardo, quanto Ramon, são meias acostumados também a ajudar na marcação, e o que é melhor, dariam uma melhor movimentação ao meio campo azulino. Agorqa quanto a opinião de bicolores, sobre como joga ou deixa de jogar o mais querido, prefiro ignorar, pois deles cuidamos quando chegar a hora da decisão, pois tenho certeza que dará Re x Pa nessa final. E alias, diferentemente dos bicolores, que querem a todo custo ver o mais querido eliminado e longe deles, eu mesmo sendo sabedor do maravilhoso time de futebol que é o Paisandu, essa verdadeira maquina mortifera paraense, esse fenõmeno na arte de jogar bonito e balançar as redes adversárias. Prefiro mil vezes jogar contra eles, do que jogar contra qualquer equipe interiorana na decisão do turno. Até por achar mais emocionante, e também estar acostumado a vence-los dentro do mangueirão, e por saber principalmente, que uma decisão entre ambos, significa muita grana nos bolsos dos dois rivais, e ká entre nós, eles estão precisando um bocado.

  12. “Acabamos tomando dois gols bobos, na minha opinião. Mas futebol é assim. A gente ainda tá na vantagem. Acho que a minha casa é o Mangueirão. Quero ver o estádio com mais de 30 mil pessoas e quero ver eles (Paragominas) fazerem isso lá”, provocou Galhardo.
    Eu ja vi esta provocação em que o Remo perdeu para o Mixto em pleno Mangueirão.

  13. Pior, amigo Rocildo. Os fregueses criticam o o futebol do Remo como se o time deles jogasse o fino da bola e só tivesse craques em campo. Aliás, eles mesmo afirmam que o elenco listrado tem jogadores “diferenciados”, como o Rafael Oliveira (que é um Zé Augusto mais jovem), Vanderson, Esdra, o neguinho que joga lá na frente com o Zé Augusto…realmente só craques! prefiro um time que jogue com garra, disposição, ciente das suas limitações do que um time que jogue pensando que são uma versão cabocla do barcelona.

    Repito o que eu disse:
    Secadores, não esqueçam uma coisa: vai ser jogando esse futebol feio, de contra-golpes, objetivo e mortal, que o Remo será campeão paraense invicto. Depois voltem aqui e me cobrem

  14. Também construindo esse estádio do Corinthians com dinheiro público tu querias que o estadio fosse ruim,enquanto Remo e Paysandu tem estádios caindo aos pedaços tem gente que acha bonito construir estadio com dinheiro publico,que país é esse?

  15. Impressionante como o amigo Cláudio Santos- técnico do columbia defende com unhas e dentes o Técnico “estrangeiro” Flávio Araújo. Se fosse um técnico local que jogasse com toda essa retranca ele meteria o pau, mas como é um de fora ele fica exaltando o técnico. Amigo Cláudio Santos essa sua implicancia com os locais já tá enchendo o saco, e cada vez mais me convenço que vc não entende nada de futebol, o Remo é um amontoado de volantes, time ruim, retranqueiro, na grande maioria dos jogos jogou mal, tá tendo sorte, só isso!! A coluna do Gerson Nogueira de hoje é perfeita, retratou exatamente o time do Remo. Cláudio, o Remo é fraco, não tem tática nenhuma, se tem é essa: Defende sempre e ataca só quando der. Não é pq sou Paysandu mas o Remo é ruim, e vc fica exaltando o técnico, só pq é de fora, tenho certeza absoluta que se fosse o Lecheva que estivesse invicto, mas jogando mal e só na retranca vc estaria descendo a lenha.

  16. Gerson, a sua análise foi o retrato da partida, mas olha essa pedra eu e o Pr. Carlos estamos cantando desde o início do campeonato.

    Entendo que o Remo tem até bem mais qualidade do que coragem, concordo perfeitamente que dependendo da vantagem e do momento do jogo qualquer time pode se retrair, a questão é que o Remo entra retrancado, vai par ao intervalo na defesa e colta mais embaixo ainda, isso é perigoso demais.

    Tenho um monete de amigos torcedores do Leão de Belém e 100% no início faziam festa, encarnavam demais e estavam muito confiantes, esse numero hoje se transformou em torcedores com receio de uma retranca exagerada em momentos decisivos, aí não adianta ganhar 180 jogos e perder títulos, é de doer.

    RRamos

  17. Pois é Gerson, quando comentei essa aberração financeira do dinheiro público investido nesse estádio(particular, nem estadual ou municipal é) muitos leitores me tecerem severas criticas porque eu simplesmente repassei as informações da entrevista do presidente corintiano na epoca, andrees sanches o qual afirmou que o LULA foi o maior financiador dessa verba que supreendeu até o proprio presidente Corintiano.

    1. Também acho, amigo Raimundo. Em alguns momentos do jogo, o Remo parecia um desses amontados de jogadores formados às pressas nas peladas. Só canelada e chute pro mato.

  18. Gerson, É questão de tempo para encontrar um tecnico matreiro e ver este esquema que é muito utilizado no campeonato no Maranhão, ai você vai ver o sufoco, pois este esquema cai por agua abaixo quando o time toma um gol e não sabe mais o que fazer se o outro time não errar. E facil matar este esquema foi que fez o Charles deixar os atacantes bem aberto e a zaga do Remo não sai em marcação diagonal e sim em linha reta, pode perceber isto. Os atacantes do Remo sempre abrem nas laterais a espera de um trocozinho de um chutão, se der, deu se não tentar de novo.
    Eu acho que este Galhardo que muitos estão ENDEUSANDO é um PH Ganso depois da pneumogripe, cada vez que faz uma jogada mexe o cabelo, depois ele vai sai falando de Belém, escrevam.
    Se fosse como escrevem estaria no Pará? Quantas vezes ele jogou? Quantos minutos?

    1. Amigo Marco, não é mais questão de tempo, o sufoco já está acontecendo. Foi assim contra PFC, Paissandu, São Francisco, Águia e PFC de novo.

  19. Agora deram para implicar até em quantas vezes o jogador ajeita o cabelo. Craque, craque de bola, como há muitos do outro lado da avenida (como propalam por aí), sabemos que ele não é, mas talvez o defeito maior do jogador seja ele, no momento, vestir azul-marinho.

  20. Olá Rocildo (postagem 16)

    O Remo não está precisando de dinheiro. Está nadando nele.

    Olá Gleydson (postagem 18)

    Anotado o seu desafio.

  21. O Remo pode até chegar a final, mais será com muito sofrimento, não tem tempo para treinar a nova zaga (média de 02 gols nos últimos 03 jogos), além disso o Berg está sem ritmo de jogo. O time não possui organização tática, aliás a tática é: 1º combate dos volantes e o 2º combate chutão da zaga pra frente, que se virem os atacantes, sem falar que não existem laterais.
    O Charles vai jogar pra cima de novo, igual àquele RE x PA (Charles x Sinomar) que desbancou o Remo, é melhor o FA ficar esperto.
    Ontem o Paragominas, mesmo desorganizado taticamente, mostrou garra e determinação e levou muito perigo, coisa que o Remo não vem mostrando, sem falar no cansaço da maioria dos jogadores.
    Talvez no próximo jogo, ocorra novo empate suado.

  22. Amigos bicolores e azulinos, mudanças estão em curso nos dois grandes favoritos desde a eficiente vitória do time de Flávio Araújo no RexPa.

    1) Do clássico Rei da Amazônia pra cá, o Remo tomou 8 gols em 4 jogos (Paragominas, São Francisco, Águia e Paragominas outra vez), enquanto o Paysandu levou apenas 3 também em 4 jogos.

    2) Não é de hoje que a derrota no primeiro confronto aponta correção de rumos no time perdedor.

    3) Apesar do empate de ontem, ainda acredito que teremos uma final de turno entre a dupla Re-Pa.

    4) O amigo Cláudio Santos pode até ter razão ao afirmar que o escrete azulino não perdeu. Mas, e se perder quando não puder? Importante lembrarmos que o Remo sempre joga o paraense no fio da navalha para ter calendário no 2º semestre. Portanto, é bom minimizar riscos.

    5) Com a vaga garantida por antecipação, Flávio Araújo perdeu a oportunidade de testar Galhardo e Ramon jogando juntos.

    Abraços a todos!

  23. O Remo perdeu a classificação para a final do primeiro turno por causa do escorregão do zagueiro no segundo gol do PAragominas. Anotem aí!

  24. Só quero ver se der PSC X CR nas finais se o Lecheva não vai no ponto fraco do CR, isto é, os zagueiros, todos os outros técnicos já viram e colocaram os catitas em cima deles, e se deram bem, levaram 6 gols nos últimos 3 jogos, então Lecheva, começa com o Yarley e Helinton na frente que dá goleada!

  25. O que os comentaristas de blog não entendem é que toda vez que o Remo vai ao ataque ele é estritamente perigoso e em sua maioria costuma dar certo. O problema do time não é a falta de qualidade, que é bem superior ao ano passado, mas a postura de que se fizer um gol e segurar lá atrás a parada está ganha. Deu (quase) certo até agora, mas leva aos torcedores uma angústia sem tamanho. Se o time se resolver a se aplicar a pressionar e manter a posse de bola durante o jogo inteiro, dá uma folga pros zagueiros e evita tanta falha.

    Outra coisa, há alguns jogos o Thiago Galhardo era o jogador ideal para compor o meio campo do Paysandu, segundo os torcedores. Passado algum tempo ele já não presta, vai entender. Pra mim, até agora, o melhor jogador do campeonato.

    Sem grito.

  26. Meu amigo Vitor, Quantos jogos ele fez? Porque não esta na vitrine do futebol brasileiro, esse jogador é igual Pavão só enfeite, sinto te dizer o Reis é muito melhor que ele. E quanto ao Remo de ataque perigoso, o ataque perigoso é aquele que em cada ataque leva perigo no toque de bola envolvendo a zaga. Raciocine este maneira do Remo 4-6 (cinco cabeça de area -1 meia de ligação que nada mais é que um cabeça de area mais a frente), talvez o teu time seria perigoso se tivesse uns Paulinho da vida, que marca,arma e faz gol e não tem

  27. Cláudio, logo após o anúncio da contratação do FA, e a exaltação, eu comentei que o FA iria encontrar um campeonato bem mais disputado do que o maranhense (pela impressão que me passa a
    disputa do estadual de lá). E mais: tô achando que o paraense estaria até mais disputado, em vários jogos, do que a série-D.

  28. Como citei anteriormente, pouco a mim importa a opinião apaixonada dos listrados, não me importo com o que eles acham ou deixem de achar. Os torcedores do mais querido, sabem que existem problemas, porem sabem também, que existe como melhorar, pois no proprio elenco azulino, existem jogadores com capacidade para modificar a qualidade do jogo azulino. Quanto ao Luiz Fernando, digo que não fiz desafio algun, apenas disse ao con trário dos bicolores, que prefiro um clássico na decisão, pois os dois Clubes precisam de dinheiro, e eu estou acostumado, a vencer o papinha, mesmo sabendo que antes da bola rolar, ele são os canhões de Navarrone, , vão golear, de 5,6,7,8, vão massacrar, vão esfolar, vão destruir, e ao final do encontro quase sempre ocorre uma vitória azulina. E repito, que apesar da maravilhosa equipe de futebol que tem o bicolor, esse maravilhoso , encantador, técnico e valente esquadrão alvi celeste. e da nossa total fragilidade, zagueiros ruins, armadores desorientados, atacantes estabanandos, técnico confuso. Eu prefiro eles mesmo na decisão. Ao passo que com todas essas virtudes já apontadas aqui, os torcedores do Paysandu estão loucos para que o Paragominas, leve a vaga e decida com eles o turno. Se eu estiver enganado, que apareça um bicolor, e diga que prefere jogar com o Remo, que prefere, por saber que os dois precisam de dinheiro, que a decisão, fica mais emocionante, ou porque o Remo é fragil e eles vão golear, como da última vez em que os dois se enfrentaram , e olha que isso não faz tanto tempo assim.

  29. Caro Rocildo, aqui estou!

    Sou bicolor e sempre prefiro decidir qualquer título ou vaga contra o Remo, sempre. Se os clubes precisam de dinheiro, se o Remo tem mais time, se o Paysandu tem mais time, para mim, tanto faz.

    Eu gosto é da emoção, da adrenalina, proporcionada pelos clássicos RexPa. E, claro, não é a mesma coisa que ser campeão contra o Castanhal, Ananindeua, Tuna, São Raimundo ou Águia, como aconteceu nos últimos 13 anos.

    Então, por favor, façam a parte de vocês…rs

  30. Rocildo um clássico na final é muito mais interessante para todos. Quanto ao favoritismo do leão faz parte, assim como o do papão também!
    O teu time tem conseguido os resultados para levarem a vaga para a série D, parabéns quero mais é que o Pará volte ao cenário nacional com os dois titãs que da parte azulina, está devendo e muito!
    Chega de timecos do interior que ganharam vagas no campeonato paraense e na hora do venha ver foram uma água!
    Até mesmo o São Raimundo que levando a série D hoje não joga mais nem a primeira divisão do paraense, sumiu!
    O Independente nem se fala, ganharam um título nos pênaltis e foram alijados até do paraense.
    O teu poderoso, glorioso, impiedoso, vencedor de inúmeros títulos, ano passado mesmo com vaga comprada e tudo se envenenou com um mixto de perereca com um Mangueirão lotado, como podemos falar será que foi o MIXTASSO? OU MIXTAÇO?
    Portanto vocês tem que entrar em campo sempre comendo grama, dando sangue, se quiserem esta vaga.
    Ontem eu pensei que seria um passeio sobre o PFC queimei a língua, mas não perdi a esperança de um clássico na final, o próximo jogo será em Belém e vocês têm todas as condições para vencer e convencer! o PFC tem um goleiro muito fraco, o segundo gol de vocês então!
    Mas vamos esperar o jogo decisivo e quero muito que vocês joguem todo o futebol que vocês sabem pois já que somos fregueses eu vou aguardar que no fim das contas o freguês tenha mais uma vez a razão!
    Mas antes vocês tem que passar pelo PFC!

  31. O que sempre posto aqui irei repetir.Assisti via portal cultura a metade do seg tempo e o que vi é um arremedo de time, ruim,retrancado, sem criação, horroroso e depois nós bicolores é que somos iludidos.Tenho dó do torcedor azulino .Quando a sorte acabar o Remo que se cuide.Placar injustissimo.Parabéns ao escriba baionense por ser imparcial e um dos poucos jornalistas que enxergam o que se passa realmente dentro das 4 linhas.

  32. Rocildo deixa eu te atualizar.

    Vc torce pro Clube do Remo de Belém do Pará. Que atualmente está disputando o seu campeonato local com o objetivo de se qualificar de tal forma que consiga uma vaga para o seletivo a 3° divisão do futebol brasileiro.

    Baixe a sua bola, pois trocando em miúdos, o seu time hoje está na pindaíba do futebol.

    Pra mim jogar com o Remo é bom, mas ver vcs eliminados é melhor ainda. Medo? kkkkkkkkk Jamais! É pra tirar sarro mesmo.

  33. Um olhar mais pragmático diria pra sermos mais cuidadosos com nossas análises. Um time com mais atacantes nem sempre é mais ofensivo. É bom lembrar que o próprio Leandro Cearense escalou o Val Barreto no ataque (que aproveitou e anotou) e que as circunstâncias do jogo obrigaram a improvisação do Gerônimo na esquerda. O Rodrigo Guerra ainda está em fase de entrosamento com o time (e com a bola), o Berg faz falta na esquerda e o Endy está só se reabilitando à posição de origem, mas conhece melhor os companheiros e está melhor entrosado com eles que os reservas acreanos (penso serem esses os critérios de Araújo). Credito a queda de rendimento do Endy às más apresentações de Diego Ratinho (improvisado) e do Guerra (sem muito ritmo de jogo ainda), ou seja, o Endy estava limitado a jogar encostado nos atacantes e dependendo da aproximação do Gerônimo. Além disso, o perfil de jogo do PFC mudou com a mudança de treinador. Desse modo, é quase como se o Remo enfrentasse um time desconhecido. Agora o Flávio Araújo e o time sabem como o PFC se comporta em campo a partir do Guerreiro. Olhando todo esse contexto, um provável time azulino na próxima rodada deve ser: Fabiano, Zé Antônio, Mauro e Henrique; Guerra, Tony, Gerônimo, Galhardo e Berg; Fábio Paulista e Val Barreto. A manutenção do 3-5-2 vai além da teimosia, se baseia na consistência dos números: liderança isolada, invencibilidade, ataque eficiente e defesa menos vazada. Os últimos resultados apontam mais para que os adversários já entenderam como o time se comporta e que o Remo está se tornando cada vez mais previsível. É um sinal de pouca variação tática. Acho que o problema principal da meiuca azulina é que os alas não estão funcionando porque falta um articulador, e que quando há o atriculador, não há os alas. Não custa evidenciar que as melhores partidas do Berg foram quando Galhardo esteve em campo também. Isso, penso, aponta para que quando Galhardo e Berg, em ambos em condições de jogo, devem atuar juntos. Quando Ramon estiver apto a jogar e se o Guerra estiver mau ainda, seria uma boa contar com o Galhardo na direita, como um falso lateral. Assim, o time seria bastante ofensivo. Minha escalação ideal, hoje, seria: Fabiano, Zé Antônio, Rech e Mauro, Gerônimo, Jhonnatan, Galhardo, Ramon e Berg, Paulista e Lendro Cearense. O Remo vai com tudo pra ser campeão.

  34. Vamos torcer, Rocildo, para que, domingo, não tenhamos um JACARÉZAÇO (ou PARAGOBALAÇO, caso prefira !), pois eu quero é ganhar do clude DE regatas/remo.

  35. O CR já teve “pratos indigestos” em jogos decisivos: Mapará Remoso e Mixto com Perereca. Agora, será que vai se entalar tentando engolir um jacaré-açú ?!

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