Necas de acordo ortográfico – ainda bem!

Nunca me empolguei com o tal Novo Acordo Ortográfico, pomposamente anunciado há dois anos. O prazo para entregar em vigor seria em janeiro de 2013, mas acaba de ser prorrogado para 2016. Cabe notar que os portugueses, que não são bobos, não deram a mínima para o tal acordo. Espero que em 2016 seja de novo adiado até ser despachado para as calendas gregas. É um cartapácio sem utilidade, professoral e pretensioso, com alterações no idioma que comprometem ainda mais sua compreensão. Parece ter sido feito mais para confundir do que para explicar. Continuo passando longe.

15 comentários em “Necas de acordo ortográfico – ainda bem!

  1. Um absurdo sermos obrigados a escrever “assembleia”, “colmeia”, “paranoia”, “superomem” e por aí vai. Mais chato ainda é terem cortado o trema que era fundamental para a fonética de palavras como “linguiça”, “frequência” e “consequência”. O acordo ortográfico virou um caos ortográfico. Nada de trema na linguiça…

  2. Concordo em número e grau a falta de utilidade da nova ortografia, a língua por si só já é de dificílima compreensão e esta modificação não veio facilitar em nada a vida de nós simples mortais!

  3. Como tentativa diplomática de fazer da ‘última flor do láscio’ um idioma utilizável na ONU foi válida. Agora, na prática, significou um retrocesso na medida em que resgatou um modo de escrita muito semelhante à que o brasileiro levou anos para desconstruir no seu imaginário.
    Com tantos adiamentos, dá a impressão que a estratégia de ver os organismos internacionais falar português foi mesmo pras cucuias.

  4. Dá-se ciência de que nossos “queridos” parlamentares realmente tem coisas mais importantíssimas a fazer, mas não querem não.

    Foi adiado, pois ninguém aprovou, principalmente quem entende e tem testa para falar do assunto, os grandes literários e conhecedores da língua brasileira.

    Só faltava essa, sujeitar novamente o país ao que vem de lá dos irmãos portugas, esse tempo já era, com todo respeito aos lusitanos.

    RRamos

  5. Em tempo:

    Batalha de Paysandú
    Em 6 de dezembro de 1864, quando o Almirante Tamandaré iniciou o cerco a Paysandú durante a Campanha Oriental (1864-1865), Marcilio Dias teve o seu batismo de fogo, contra as forças do Uruguai.
    Durante o assalto final à Praça-forte de Paysandú em 31 de dezembro de 1864, uma batalha que durou 52 horas, terminando em 2 de janeiro de 1865, Marcílio Dias foi um dos mais bravos combatentes, tendo ficado famoso o seu grito de ‘vitória’, quando subiu à torre da Igreja Matriz de Paysandú acenando para os seus campanheiros com a bandeira do Brasil.[1]

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