Por Alex Bernardes
Assistindo ao Bola na Torre e acompanhando pelo DIÁRIO, vi a repercussão da venda da nova camisa do Remo, que vendeu como água. Ouvi os comentários de que com uma boa estratégia de marketing em relação a isto nossos clubes ganhariam dinheiro, pois bem, não ganhariam! Sabe por que? Porque temos curiosos em todas as áreas administrativas ligadas ao futebol, neste caso específico todos (dirigentes, imprensa, etc) não tem a menor noção do real motivo das camisas terem vendido tanto, acham que foi somente pelo apego da torcida. Faço parte de comunidades camiseteiras, em geral blogs que discutem e pontuam lançamentos dos uniformes de todas as equipes, sejam nacionais, de fora ou seleções, lá temos uma boa medida do que o torcedor gosta ou quer ver em seus mantos sagrados. Tais comunidades são prospectadas e conhecidas pelos responsáveis técnicos de algumas empresas do ramo de material esportivo, como a Penalty e a Topper por exemplo, de olho nas tendências e desejos do torcedor.
Pois bem, a camisa do Remo vendeu como água por duas razões, a primeira foi um retorno a um padrão mais tradicional na cor e no template (design), e a segunda, mais importante, é que ela estava limpa, como dizemos, sem nenhum patrocínio, fato que correu no boca à boca. O que mais irrita os torcedores atualmente em relação à uniforme, é que nossas camisas viraram verdadeiros abadás, que por conta da pindaíba dos clubes praticamente se descaracterizam em uma poluição visual de dar dó, simples assim. Faço uma aposta, quando chegarem as novas remessas, já com todos os patrocinadores, procure saber se o volume de vendas vai diferir muito do que tem se vendido nos últimos anos, quando chegou essa tendência de vender cada espaço do uniforme, aposto que não vai ter muita diferença… Esta venda recorde atípica, é fruto do desejo reprimido dos torcedores, saudosos do tempo em que o seu escudo reinava como a maior marca dos nossos mantos sagrados.
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