Com base na discrepância de datas no documento em que oficializou a desistência (apresentado no dia 15, mas datado de 16 de maio, conforme pode se ver na reprodução ao lado), o Cametá, desde ontem à tarde sob nova presidência, reclama o direito à vaga na Série D. A mudança de postura, provocada pela pressão da torcida cametaense, deve ser oficializada nesta quarta-feira à CBF, que recebeu ontem documento sobre a desistência enviado pela Federação Paraense de Futebol. Por essa comunicação, o Remo passou a ser o representante oficial do Pará na competição. Tudo, porém, pode mudar hoje a partir do apelo do novo presidente do Cametá para reaver a vaga. A confusão foi criada após a renúncia, aparentemente sob pressão, do presidente Orlando Peixoto, que chegou à cidade junto com os jogadores para as comemorações pela conquista do título estadual, mas quase foi agredido nas ruas.
Recolhido a um quartel para fugir às ameaças, Peixoto ficou de sair de Cametá durante a madrugada desta quarta-feira. Segundo os dirigentes do clube, ele firmou acordo com o Remo pela partilha das rendas das finais do Parazão (e supostamente pela cessão da vaga) sem ter pedido autorização ao Conselho Deliberativo. Apesar disso, segundo o ex-presidente, o dinheiro proveniente da divisão de renda foi depositado na conta do clube. Os advogados do Cametá irão alegar à CBF que o dirigente não tinha autoridade para assinar o pedido de desistência e argumentarão com o erro de datas no documento, embora o cartório tenha protocolado a data de 15 de maio, bem como a FPF usou essa data para encaminhar o ofício à CBF. Dependendo do posicionamento da entidade, uma batalha jurídica pode ser iniciada em torno da representação do Pará na Quarta Divisão.
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