Dirigentes do Cametá admitiram, na noite desta segunda-feira, que o clube dificilmente participará da Série D 2012. Apesar de a CBF bancar as despesas com transporte, hospedagem e alimentação dos clubes, o Cametá não teria recursos para custear uma folha salarial estimada em R$ 140 mil mensais. Como o ano é eleitoral, a legislação não permitirá que a prefeitura do município ajude o clube. O apoio do empresariado não seria suficiente para cobrir os gastos. O exemplo do Independente, que disputou a Série D em 2011 e quase foi à falência, também desestimula a diretoria do Cametá.
Oficialmente, o clube ainda não se pronunciou, mas existem entendimentos para que apresente a desistência por escrito à FPF até quarta-feira. Com isso, a entidade convidaria o Remo, que é o clube habilitado pelo índice técnico – foi o primeiro colocado na classificação geral do campeonato. Depois que o Remo aceitar, aí a CBF será oficialmente informada, definindo-se então o representante paraense na competição nacional. Durante todo o dia, circularam boatos sobre um acordo verbal entre os clubes para que o Cametá abrisse mão da vaga em troca da partilha da renda dos dois jogos finais. Esse dinheiro, algo em torno de R$ 200 mil, será utilizado pelo campeão paraense para saldar dívidas e construir um centro de treinamento.
Em Cametá, torcedores preparam protestos contra a diretoria do clube, caso se confirme a desistência em relação à Série D. Os jogadores têm chegada prevista à cidade nesta terça-feira, mas aguardam em Belém o pagamento dos salários de abril e da premiação (R$ 100 mil) pelo título estadual.
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