Por Sérgio Rangel (Folha SP)
A homologação em assembleia, por unanimidade, da permanência de Ricardo Teixeira na presidência da CBF foi precedida por um aumento de cerca de 60% na verba repassada pela entidade para as 27 federações estaduais. Antes da reunião, realizada anteontem no subsolo do prédio da confederação, o dirigente anunciou que subiria para R$ 50 mil o “repasse mensal” para as filiadas. Até então, as federações recebiam R$ 30 mil por mês. Além do aumento da mesada, Teixeira informou aos dirigentes que vai liberar neste mês R$ 100 mil para cada entidade, referentes à participação nos lucros da confederação no ano passado.
A abertura dos cofres agradou a maioria das federações, que argumentam precisar do dinheiro da entidade nacional para manter suas estruturas em Estados onde o futebol ainda é deficitário. A CBF teve arrecadação de R$ 193,5 milhões em patrocínios, de acordo com seu último balanço. Com o aumento do repasse, o mandatário desarticulou a esperada disputa pelo poder na assembleia geral da confederação. Movimento comandado pelas federações gaúcha, baiana e do Rio pretendia alterar o estatuto para garantir que houvesse uma nova eleição em caso de renúncia de Teixeira. Pelo regimento atual, se Teixeira renunciar, um de seus vices assume o cargo.
Em minoria, os rebeldes foram obrigados a acatar a vontade do cartola na assembleia. O ex-governador José Maria Marin, que é vice da CBF para a região Sudeste, foi definido como seu sucessor em caso de renúncia. Marin era o escolhido por Teixeira. Na reunião, Teixeira, que poderá se licenciar da presidência neste mês, foi aclamado pelas entidades.
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