GP terá justa homenagem ao grande Piquet

A exemplo do que aconteceu no ano passado, a organização da F-1 decidiu homenagear um ídolo brasileiro da categoria na corrida de 2011. E, se na última temporada coube a Emerson Fittipaldi dar uma volta na pista a bordo da famosa Lotus preta e dourada de 1972, agora será a vez de Nelson Piquet ‘abrir’ a etapa com a sua Brabham-Ford BT-49C. O modelo chegou no início da tarde desta quarta-feira ao autódromo de Interlagos, em perfeito estado, e servirá para marcar a edição de número 40 do GP Brasil. Com ele, Piquet, 59, conquistou o seu primeiro título no Mundial, há 30 anos. O ex-piloto também dará a bandeirada da corrida, a última da temporada. (Do Folhaonline)

7 comentários em “GP terá justa homenagem ao grande Piquet

  1. Gerson,

    Essa é sem dúvida uma merecida homenagem. Vale lembrar, que esse mundial de 81, Piquet venceu por um mísero e suado pontinho ante o hermano, Carlos Reuteman, que corria com uma Williams, um carro no mínimo ligeiramente superior ao Brabham-Ford do nosso primeiro tricampeão da F1. O GP em Las Vegas foi um drama para o Nelson. Disse ele após a corrida, que lhe garantiu o caneco: “Eu não aguentaria nem meia volta a mais, tamanho eram as dores nos ombros e pescoço”.
    Grande conquista!!!

    Abraço,
    Israel Pegado

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  2. Em primeiro lugar, seja bem-vindo. É um prazer tê-lo aqui entre os frequentadores deste boteco virtual, amigo Israel. Quanto a Piquet sou um assumido fã do estilo arrojado e técnico de pilotar, além da simplicidade extrema, às vezes confundida com grosseria.

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  3. Pr. Carlos , discordo da comparação. Brabham e Williams eram
    escuderias de ponta, o La Corunha, como clube, não merece a dis-
    tinção.
    A intrepidez consagrava as vitorias do Piquet. Fittipaldi, Piquet e Sena são imortais do automobilismo mundial.
    O problema é que pretendemos que o nosso preferido seja o melhor.
    Fittipaldi, habil e comedido sabia calcular os riscos. Piquet e Sena priorizavam a ousadia e a direção arriscada. Os três nos deram alegrias e orgulho.

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  4. Respeito sua opinião Tavrnard.Mas continuo pensando que a Williams na época era muito superior á Brabham.E quero deixar claro aqui que estou estudando para uma prova de Direito Civil amanhã, pela manhã e para descontrair volto e meia posto aqui.Já havia saido do blogue por conta da pluralidade doentia de personalidades que inclusive se voltam contra mim.Mas Jesus me protege dos secretários do TINOSO. Voltei a comentar AGORA em respeito à sua pessoa Tavernard.

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  5. Prezado Gerson e amigos,

    O prazer é meu em fazer parte destes debates. Sou leitor assíduo da coluna há alguns anos e leitor atento do blog desde o seu nascimento. Uma boa amostra dessa “simplicidade extrema, às vezes confundida com grosseria”, do Nelson pode ser resumida em sua recente frase, que corre o Brasil, sobre a homenagem: “É só relaxar e gozar”.
    Quanto a boa discussão do Pr. Carlos Rodrigues e do mestre Tavernard Neves, não há como negar, que a Williams era um carro superior a Brabham. Sabemos que muitas vezes os números são muito frios e não dão a exata dimensão da realidade, mas a equipe de Sir Frank sobrou naquele ano. Venceu o Mundial de Construtores com 95 pontos ante os 61 marcados pelo team de Bernie Ecclestone. Ou seja, foi uma lavada. Lembrando, que naquela época a pontuação era de 9,6,4,3,2 e 1.
    Outra, a Williams tinha o carro campeão do mundo no ano anterior com o australiano Alan Jones e também já havia dominado a segunda metade da temporada de 79, ganhando 5 das últimas 8 corridas. Também, não nos esqueçamos que naquela época, o mundo e também a F1 se movia numa velocidade diferente. Muitas vezes, um mesmo carro competia duas, três, por vezes, até quatro temporadas seguidas. Não havia essa evolução frenética dos tempos atuais. Com um carro novo por ano, e por vezes, totalmente modificado no meio de uma mesma temporada. O próprio Nelson estreou na categoria pilotando um MclaremM23 de equipe particular em 1978. O mesmo carro com que o Rato fora campeão do mundo 4 anos antes!
    Enfim, ao meu ver, a diferença de 1981 foi muito simples. Apesar de um carro inferior, Piquet era mais piloto que Jones e Reuteman, e ao lado do genial projetista e estrategista Gordon Murray, conquistou vitórias e pódios utilizando da inteligência e sagacidade, além da clara capacidade de ser veloz e conhecimento de mecânica que o brasileiro tinha.
    Sobre nossos campeões mundiais, a discussão de quem foi melhor é um “mundo sem fim”. Cada um teve seu mérito.
    Emerson foi o pioneiro. Teve coragem de se aventurar na Europa. Lá chegou e logo de cara destruiu na F-3 Inglesa. Ganhando corridas uma atrás da outra. Comeu o pão que o diabo amassou até ter sua chance com a Lotus de Colin Chapman. Quando Rindt faleceu, foi ungido a primeiro piloto e agarrou a oportunidade com unhas e dentes. Seu título de 1974 com um carro também inferior a magnífica Ferrari de câmbio T pilotada por Lauda e Regazzoni, carimbou de vez seu estilo preciso e cerebral de pilotagem.
    Os atributos de Nelson já foram ditos por mim aqui: inteligência, sagacidade, velocidade e conhecimento de mecânica. O caneco de 87 contra o pé-pesado Nigel Mansell e uma Williams pró-Leão é uma síntese perfeita disso tudo.
    E, por fim, Senna mudou o conceito de piloto. Deu ênfase a preparação física para se tornar um atleta de primeira linha, estabelecendo um novo padrão na categoria. Não se fez de rogado ao buscar sempre o melhor equipamento, ao perceber claramente que os tempos românticos do grande piloto tinha ficado para trás com os avanços tecnológicos. Ainda assim, mesmo quando não tinha em mãos o melhor carro, foi capaz de nos brindar com pilotagens inesquecíveis, como em Interlagos, Donington e Monte Carlo 93, quando até mesmo o Professor Alain Prost a bordo do foguete da Williams-Renault se curvou diante de seu talento.
    Uma dica para aqueles que como eu são fãs de F1, Indy, Sotck Car e automobilismo em geral. Não deixem de ouvir o programa Loucos por Automobilismo com os jornalistas Adauto Junior e Edgard de Mello Filho. Simplesmente sensacional. Vocês encontram o podcast programa, que é gravado todas as terças e sextas-feiras, no site http://www.autoracing.com.br
    Grande abraço,
    Israel Pegado

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