A Série D 2011, que já tem um representante paraense definido (São Raimundo) e outro que emergirá da disputa particular entre Remo, Cametá e Independente, abre boas perspectivas de rentabilidade para clubes de torcidas grandes e apaixonadas. O São Raimundo, aliás, já provou isso em 2009, quando levantou o título e faturou um bom dinheiro na competição – embora sem aproveitar adequadamente esse sucesso financeiro.
Em relação às edições anteriores, a competição traz mudanças importantes quanto à forma de disputa. Ficou mais copeira e com oportunidades maiores para equipes tradicionais. Na fase inicial, serão oito grupos de cinco equipes, classificando-se dois times por chave.
Da segunda fase em diante, o campeonato ganha em emoção com jogos realizados no sistema de mata-mata até a finalíssima. Acrescente-se a isso que o gol marcado na casa do adversário ganha peso para um eventual desempate, como ocorre na Copa do Brasil.
Os mandos de campos serão sorteados e não há exigência de capacidade mínima de público nos estádios na etapa de abertura. Na semifinal e na final, o regulamento impõe capacidade de 10 mil torcedores no mínimo.
A CBF estabeleceu prazo até a próxima segunda-feira, 23, para os clubes apresentarem desistência oficial da competição, que começará no dia 17 de julho, com jogos sempre aos domingos. E este é um item particularmente interessante para os representantes do Pará. Como no ano passado, a entidade vai fazer convites (com base no ranking das federações estaduais) para preencher vagas abertas por desistentes. O Cametá foi beneficiado em 2010 e isso pode voltar a ocorrer, contemplando um terceiro paraense, se confirmadas as especulações sobre provável desistência do Trem (AP).
Limbo do futebol profissional no Brasil e sob ameaça de extinção, por pressão das federações nordestinas, a Série D pode ganhar uma sobrevida neste ano se conseguir diminuir o déficit financeiro e superar o desinteresse nacional pelo torneio.
De olho justamente na vaga à Série D, Givanildo Oliveira não perdeu tempo e já assumiu o comando no Remo. Ciente do pouquíssimo tempo disponível para arrumar a casa a seu gosto, o pernambucano foi franco no primeiro contato com o elenco: há necessidade de concentração máxima em torno do objetivo maior do clube no Campeonato Estadual. Deixou claro que, a partir de agora, o Remo passa a viver sob regime de tolerância zero com indisciplina e rebeldias internas, fatores que afetaram o trabalho de seu antecessor.
Por outro lado, bem ao seu estilo, cantou a pedra para a diretoria. Avisou que não trabalha com salários em atraso. Mais que isso: Givanildo é exigente quanto à estrutura e organização. É um técnico à moda antiga, que gosta de ser informado (e consultado) sobre as áreas diretamente ligadas ao futebol profissional. A conferir.
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quarta-feira, 18)
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