Tribuna do torcedor

Por João Lopes (englopesjr@gmail.com)

Afinal de contas, para que servem as categorias de base no Remo? Com certeza não é para fechar bons negócios com promessas de craques e nem para lançar bons jogadores no profissional. Um problema. Os técnicos importados não fazem a menor ideia da qualidade dos jogadores locais, e nós fazemos ideia do quanto os garotos daqui estão em desvantagem em relação àqueles que têm melhor estrutura no sul e sudeste. O resultado é que um estrangeiro chega aqui pensando que todo boleiro disponível por lá, pelo sul e sudeste, é melhor que o nosso porque o de lá está em melhores condições físicas, porque recebeu mais investimento.
Esquecem que a técnica é tácita, que a habilidade é individual, e se rendem ao fantástico discurso de que os esquemas táticos resolvem a carência da habilidade, a ausência do craque que desequilibra. Isto pode ser verdade na europa, que penou pra ter um Platini, um Cruyff e um Beckenbauer, que passa o tempo buscando estratégia e esquemas para enfrentar a imprevisibilidade do talento sulamericano que eles sonham em ter e pagam caro por isso. Ora, se o futebol é um grande negócio com a negociação de craques e o Remo não produz um único para exemplo, então as categorias de base azulinas são um grande gasto desnecessário. Sugeriria que ou se fechasse a base ou se investisse nela muito mais que hoje porque, caso contrário, se trataria de uma despendiosa ignorância manter funcionando uma atividade com um custo que não traz retorno. Ou as categorias de base se transformam em negócio lucrativo e, portanto, se tornem um investimento, ou que deixem de ser um custo sem razão e o clube assuma de vez que irá “terceirizar” a produção de jogadores, se limitando a ser um mero expositor de jogadores e não ganhe nada com isso, nem dinheiro, nem títulos. Não faz sentido importar tantos jogadores e nem tantos técnicos que nada sabem sobre o futebol paraense. Que tal investir nos técnicos locais, bancando reciclagens, intercâmbios e palestras? Que tal bancar a formação do profissional que pode gerar um grande retorno para o clube no futuro? Que tal deixarmos de lado a hipocrisia de que o jogador de fora é melhor que o nosso. O atleta paraense não é prestigiado e não desenvolve plenamente as aptidões que os profissionais que importamos, que receberam tal investimento. Conclusão, os técnicos têm razão de importar, mas nunca pela qualidade técnica superior, mas pelo investimento que estes importados até chegarem aqui. É uma lógica de mercado que mostra o quanto o dirigente paraense está atrasado no tempo, vive no passado. Tanto que o Remo não tem ganho nada e continua com a mesma torcida apaixonada, aquela que lembra os tempos de glórias, mas não os tem vivido.

11 comentários em “Tribuna do torcedor

  1. engraçado o remo. Esses pernas de pau não conseguem ganhar, mas sabem precionar a diretoria. E cade o tecnico? Viajando pra sao paulo. Nada a declarar.

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  2. Ei vcs ai…Nós ganhamos vcs de 3×1. Nao esqueçam que sao fregueses…Com relação ao texto, só a diretoria finge que nao sabe que temos que valorizar mais a base. Deve ser luccrativo pra nuita gente importar vinte, utilizar cinco e indenizar um bocado depois.

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    1. Amigo Berlli, no tempo do Amaro não vi isso. Credibilidade é tudo. Os maiores devedores de jogadores, são os Cardeais, logo, os próprios jogadores daqui passam essas informações para os de fora, como fiquei sabendo, hoje. E, é balela essa de que o Remo só deve 13 dias, tem jogador que não recebe há 2 meses. O problema amigo é que esses “Cardeais” tem muito poder e, muitos pertencem a midia paraense, logo, tentam abafar tudo e, o torcedor menos esclarecido, acaba acreditando nessas bobagens e, por isso, o Remo com 106 anos de existência, (sendo que desses, os últimos 40 anos, 32 anos foram comandados por esses incompetentes) só possui um título pífio da série C. A torcida do Remo tem que reagir. É a minha opinião.

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  3. A base de um clube é que nem planta, tem que regar diariamente, proteger das inteferências diversas para colher um bom fruto, em suma, tem que investir.

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