Paissandu e Cametá marcaram sete gols e duelaram em alto nível durante os 90 minutos de um confronto aberto e tecnicamente bom. A vitória bicolor foi justa, mas ameaçadíssima pela correta postura ofensiva do visitante, que não desistiu de atacar nem quando era goleado por 4 a 1. Em jogo de intensa movimentação, o Paissandu foi superior nos primeiros 25 minutos e teve a felicidade de marcar dois gols nesse período, com Rafael Oliveira e Sandro. A partir daí, curiosamente, o time pisou no freio e resolveu ficar cozinhando galo na intermediária. Foi a senha para que o Cametá passasse a insistir no ataque. De tanto pelejar, descontou num lance casual. Leandro Cearense ia cruzar, mas a bola desviou no beque e foi na gaveta de Nei. Despertado pelo gol, o Paissandu voltou ao jogo e perdeu duas chances com Mendes e Sandro. O segundo tempo trouxe o Cametá entusiasmado com a chance de empatar e Adelson na vaga do zagueiro Guilherme. O técnico Fran Costa desfazia o 3-5-2, mas mantinha em campo seu pior defensor, Pedro Paulo. Apesar de seus muitos problemas defensivos, o Cametá se saía bem do meio para a frente. Paulo de Tárcio e principalmente Robinho levavam perigo constante com jogadas que acionavam o bom Leandro Cearense. Mas, em dois contra-ataques, finalizados por Rafael Oliveira, o Paissandu fulminou a tentativa de reação cametaense. Aí veio a pasmaceira própria dos que se acham com o boi na sombra. O Paissandu se acomodou e recuou muito depois da saída de Potiguar e Sandro. Além da perda de seus dois jogadores mais técnicos, o time se encolheu na expectativa de seguir explorando os contragolpes. Não deu certo. O Cametá instalou-se no ataque e, liderado por Wilson, seu grande organizador, voltou a acreditar. Balão atormentava a confusa zaga do Paissandu e, aos 43, Leandro Cearense enfileirou marcadores e descontou. Um golaço. Três minutos depois, chutou forte para transformar um placar elástico em derrota honrosa – sim, elas existem. Grande jogo.
Sem atacantes especialistas, o Remo valeu-se da qualidade de seus meio-campistas para superar o Castanhal, pela manhã. Elsinho, Marlon, Tiaguinho e, principalmente, Léo Franco foram fundamentais. E as jogadinhas ensaiadas de Paulo Comelli, também.
Três artilheiros filhos da terra brilharam intensamente na farta 4ª rodada – 18 gols. Felipe, Rafael Oliveira e Leandro Cearense (que é paraense de Castanhal) marcaram três gols, cada. Feliz coincidência.
Seleção do fim de semana: Nei (PSC); Elsinho (CR), Marraketi (IND), R. Morisco (CR) e Marlon (CR); Billy (PSC), Luís André (CR) e Robinho (CAM); Rafael Oliveira (PSC), Leandro Cearense (CAM) e Felipe (Tuna).
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 7)
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