Segundo a sempre atenta coluna de José Roberto Malia, da ESPN, o meia Paulo Henrique Ganso visitou o ex-presidente (e desafeto dos atuais dirigentes) Marcelo Teixeira. Na verdade, o paraense estaria insatisfeito com o tratamento dispensado pela diretoria comandada por Luís Álvaro Ribeiro. Há mais de seis meses, ele espera um plano de carreira semelhante ao de Neymar, que lhe proporcione pelo menos R$ 500 mil por mês. Atualmente, Ganso mergulha em R$ 130 mil mensais, bem menos que Elano, Jonathan e Keirrison. E carrega uma multa rescisória de 50 milhões de euros.
Há quem jure na atual diretoria que o problema só não foi equacionado porque Ganso detém 100% dos direitos de imagem e não aceita dividi-los com o clube. Neymar tem 70% e o Santos, 30%. Ganso quer passar a régua sem a necessidade de perder dividendos no marketing. “O tête-à-tête, com direito a fotos, aconteceu na Universidade Santa Cecília (Unisanta), que pertence à família Teixeira”, revela Malia.
“Ele veio agradecer o apoio que recebeu no período em que presidi o clube. Se o Santos conta hoje com Ganso, deve ao apoio de dona Creusa [mãe do atleta] e do Delcir Sondas [empresário que detém 40% dos direitos de Ganso]”, escreveu Teixeira em seu blog. O ex-mandachuva aproveitou para alfinetar Luís Álvaro Ribeiro por ter dado a Neymar um contrato superior ao proposto a Ganso no momento em que o meia se recuperava de uma lesão no joelho: “Pena que os dirigentes atuais não conheçam o mínimo de gestão de talentos.”
Antes de deixar o trono, Teixeira preparou a pizza Ganso: 50% ao Santos, 40% ao grupo Sonda e 10% ao atleta. Preocupado com a repercussão do encontro, Ganso procurou aliviar a barra: “Fui pedir um desconto para o pai da minha namorada, que está querendo fazer Administração de Empresas. Não há motivo para acharem que foi provocação”. Há controvérsias.
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