Coluna: Uma ideia em construção

Ananindeua e Parauapebas devem fazer um dos jogos mais duros da penúltima rodada da primeira fase do Parazão, hoje, no Baenão. As forças se equivalem e qualquer resultado pode ser considerado normal. Mas, caso não passe à etapa principal, pode-se dizer que o time caçula da competição terá cumprido boa parte de seu plano de consolidação.
Depois de um mau começo em 2009, fracassando na Segundinha, o Parauapebas (PFC) conseguiu arrumar a casa a partir da chegada de Paulinho Oliveira. Com a experiência de campanhas memoráveis no Paissandu, na Copa dos Campeões e Libertadores, assumiu o departamento de futebol e foi logo chamando Samuel Cândido.
Para montar a equipe, a saída mais prática foi recrutar a base do Independente de Tucuruí, além de duas revelações locais, o goleiro Rogério e o lateral Paraná. Jairo, Bruno e Cristiano Tiririca, que defenderam o Paissandu na Primeira Divisão (entre 2000 e 2004), foram acrescidos ao grupo. Como o Nordeste voltou a ser um mercado atraente e barato para os clubes locais, o PFC foi buscar Murilo, Claudio Ribeiro e Samir.
Para a preparação física, foi contratado Fernando Silva. O treinador de goleiros é Mário Fernando e o de zagueiros é Mauro Cesar.
Com bom trânsito junto ao Flamengo, Paulinho agregou a consultoria à distância do fisiologista Paulo Figueiredo, do Flamengo, e de Serafim Borges, que chefia o departamento de medicina desportiva e cardiológica da Seleção Brasileira.
Além disso, atestando a seriedade do projeto, o PFC dispõe de centro de treinamento com três campos, sala de musculação, piscina, alojamento de jogadores e completo departamento médico. A intenção é fazer em cinco anos o clube se tornar uma referência não só do interior, mas do próprio futebol paraense. Os recursos disponíveis e o planejamento adequado indicam tornam a ambiciosa meta possível.
Na seletiva, os resultados foram animadores e o PFC se classificou sem dificuldades, ao lado do Abaeté. A primeira fase trouxe um grau de dificuldade maior, mas a campanha é satisfatória, com oito pontos ganhos em cinco partidas. Em quinto na classificação, está a apenas dois pontos do líder Castanhal e em condições de obter a vaga.
Parauapebas é um dos municípios mais prósperos do Estado, ostentando o segundo maior PIB per capita paraense e um dos mais expressivos do Brasil. Faltava-lhe, porém, um projeto esportivo sólido e de longo curso. O PFC nasceu para preencher essa carência.
 
 
O anúncio dos quatro reforços feito pelo Paissandu na sexta-feira não foi suficiente para alterar o sentimento da torcida em relação ao novo time. O pessimismo domina a galera, ainda ressabiada pela derrota para o Salgueiro e desconfiada dos planos de grandeza do presidente reeleito. Essa descrença redobra o peso da responsabilidade de Sérgio Cosme. 

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 19) 

8 comentários em “Coluna: Uma ideia em construção

  1. Pena que só dois se classificam, mas seria interessante que Castanhal, Tuna, Ananindeua e Paruapebas estivessem na Parazão 2011. Quanto as contratações feitas por LOP, ecoa nos 4 cantos da cidade uma imensa insatisfação e pode render muito pano para mangas.

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  2. Concordo, caro Berlli. E digo mais: qualquer um dos quatro está habilitado a fazer campanha melhor que o Independente, que está na chamada elite regional.

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  3. Vou discordar totalmente do amigo Gerson, quando vc se refere que a campanha, até aqui do Parauapebasé satisfatória. Amigo, penso que nessa 1ª fase, o único time que tem técnico,é o Parauapebas, com Samuel Cândido. Sempre falo e, dou meus palpites, bem antes de começar determinado campeonato, me baseando nos técnicos desses times e, se eles montaram a equipe e, tiveram tempo de trabalho(que foi o caso único do PFC),por isso apostei de 1ª no PFC, como um dos classificados. Os outros, como possuiam técnicos fracos(pra ser mais preciso), passei a avaliar os elencos e, nesse quesito, o Castanhal é o time de melhor elenco dessa 1ª fase do Parazinho 2011. Penso que por tudo que foi oferecido ao Samuel, o PFC, já era para estar classificado, com duas rodadas de antecedência, como se classificaram o CASTANHAL e o CAMETÁ, treinados por Arthur. O que eu vi no jogo com a Tuna, me deixou decepcionado e com a pulga atrás da orelha, pensando estar acontecendo alguma coisa internamente no PFC, pois conheço muito bem jogadores de futebol, para perceber que eles não queriam jogo. Anotem, tem alguma coisa errada no PFC, que, se não foi contornado até aqui, será mais uma derrota, daqui a pouco, sem esforço nenhum dos jogadores. Na minha opinião, se o Parauapebas não se classificar, acredito que o Samuel será o Incompetente do Ano, na minha visão. Desculpe, mas é a minha opinião.

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  4. Cláudio, hoje em dia o técnico é chamado pelos jogadores de professor, se os alunos não estão redendo o técnico tem culpa sim. Se problemas extra campo afetam o trabalho do técnico, coisa corriqueira nos clubes paraenses que são mau gerenciados, cabe ao treinador a sensata postura de entregar o cargo, coisa que Giba não fez por não querer perder o emprego, porque trabalho sério é outra coisa. Desculpe, mas esta é a minha opinião.

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  5. Antes que Charlhes seja lembrado, digo que deveria fazer o mesmo, mas este acreditou até no último segundo que tudo poderia terminar bem. Não contava com a presepada de LOP e a trairagem do Sandro e Cia no último jogo.

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  6. O problema, Berlli, é que não é extra campo, ao que me parece. Por isso deposito a culpa, se o PFC não se classificar, no Samuel, pois os jogadores, todos foram indicações suas,inclusive sua comissão técnica. Bem diferente do Giba, convenhamos.

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  7. Gerson, se Remo e Paysandú há muito não têm “projeto esportivo sólido de longo curso….”, o que esperar de times do interior, como o PFC, de Parauapebas, apesar do 2º PIB do Pará ? A rigor, as etapas preliminares de nosso falido campeonato de futebol – onde a FPF, árbitros e imprensa, querem na marra ver o Remo ou Paysandú campeões, não provam nada, e muito menos representam perspectivas de evolução. Os times formados na véspera da competição não passam de barrigas de aluguel de jogadores ciganos, velhos, descartados, fora de forma, sem qualquer compromisso com o munícipio, jamais servirão de base para formar platéias ou alicerçar categorias de base, quando muito desmotivar o já desmotivado torcedor local.

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